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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Padre, deixa a Liturgia falar!

Este artigo foi retirado da Ficha 60, do curso de Liturgia em Mutirão II, divulgado no site da CNBB. Apesar do texto referir-se à Santa Missa, acredito que muitos diáconos poderiam refletir e adequar estas observações nas Celebrações da Palavra. Mesmo quando celebramos batizados ou quando testemunhamos  matrimônios, somos tentados a falar além do próprio rito. 

Ione Buyst

Há alguns meses atrás, participei de uma missa e fiquei agradavelmente surpresa com a maneira de o padre presidir, concentrando-se em seu papel de presidência, sem interromper a toda hora a ação ritual com explicações ou introduções, 'homiliazinhas', brincadeiras, ou reclamações, como tantas vezes se vê por aí, banalizando a liturgia, impedindo o mergulho no mistério celebrado. Depois da missa, fui agradecer pelo momento espiritual simples e profundo que nos havia proporcionado. E ele respondeu: "Aprendi com uma comunidade religiosa da qual fui capelão. Um certo dia, me chamaram e disseram: Padre, não fale. Deixe a liturgia falar!"

Deixe a liturgia falar! Entre no seu ritmo ritual, dialogal! Não interrompa o diálogo da Aliança entre a comunidade e o seu Senhor. Sinta-se incorporado na assembléia, como parte dela, em toda simplicidade e autenticidade, objetivamente, tranqüilamente, sem autoritarismo e sem se preocupar em 'agradar' ou 'motivar' a 'platéia' e ser aceita por ela. Assuma o papel da presidência de uma comunidade, orante, ouvinte, cantante..., celebrando com ela e não para a mesma. Deixe que a pessoa do Cristo transpareça por você, lembrando as palavras de João Batista: É necessário que ele cresça e que eu diminua... (Cf. Jo 3,30). O momento é sagrado! A ação é decisiva para nossa vida. Estamos em contato com a seiva de nossas raízes, estamos sorvendo o sentido de nossa vida e de nossa morte, de nossos amores e desamores, de nossos empenhos, êxitos e fracassos... Estamos diante do Senhor, para sermos transformados/as 'pascalmente' por seu Espírito.

Acredite profundamente naquilo que está realizando. Aprenda de cor os pequenos diálogos que fará com a assembléia, como a saudação inicial, a introdução ao evangelho, o diálogo inicial do prefácio, o convite à oração do pai-nosso, a apresentação do pão e do vinho eucaristizados, a bênção final... Não leia orações; mas ore, de verdade, ainda que use as palavras prescritas no missal. Não copie sua homilia da internet ou de algum subsídio, mas tome seu tempo para debruçar-se sobre as leituras bíblicas, procurando qual a Palavra viva do Senhor hoje para esta comunidade (da qual você faz parte!); não faça da homilia um discurso, mas uma conversa familiar em tom pessoal.

Não corra durante a oração eucarística, recitando-a de uma forma impessoal, numa corrida desenfreada a 'cento e vinte por hora', como se não tivesse valor nenhum, como se não fosse um diálogo com o Pai! Não destaque de repente as palavras da narrativa da última ceia, mudando o ritmo e o tom de voz, como se somente estas palavras valessem a pena a serem proclamadas e ouvidas. E lembre-se de que não se trata de uma fala dirigida à assembléia, mas ao Pai, lembrando o que seu querido Filho nos mandou fazer!

Não descuide dos preciosos silêncios previstos no decorrer da ação litúrgica, como um dos elementos essenciais para podermos descer até o fundo do coração e ouvir aí a voz do Pai. Deixe-se 'contaminar' pela fé e o fervor da comunidade. Sintonize com o Sopro de Deus, o Sopro de Jesus, o Espírito Santo, que ora e canta em você e em toda a comunidade. Ele nos une, a todos e todas, num só corpo e num só Espírito.

Tudo o que foi dito até agora certamente vale também para os outros ministérios litúrgicos: por favor, não interrompam a ação litúrgica com comandos e explicações; deixem a liturgia falar por si.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Podcast Católico - Evangelizar é preciso!

Podcast Católico
13/06/2008
Os novos meios de comunicação oferecem grandes oportunidades à Igreja para produzir com facilidade programas de rádio e televisão e distribuí-los a todo o mundo através da Internet.

Assim o entende o Padre Roderick Vonhögen, pioneiro de podcasts católicos que participou recentemente num congresso na Universidade Pontifícia da Santa Cruz em Roma sobre comunicação na Igreja.

“Creio que atualmente temos uma grande oportunidade para que a Igreja utilize os novos meios podcasting para alcançar a juventude que não lê os nossos jornais católicos nem vê os programas católicos na televisão. Isto é o que tem feito a SQPN, Star Quest Production Network”.

“Em www.sqpn.com pode-se encontrar cerca de 30 ou 40 programas sobre cultura moderna; já alcançamos 250.000 jovens metade dos quais não são católicos, por isso temos que desenvolvê-lo como Igreja Católica.”

Este grande fenômeno de comunicação católica começou quando o Padre Roderick, que vive na Holanda, estava em Roma e João Paulo II adoeceu.

“Comecei o podcast precisamente aqui no Vaticano quando vim assistir a uma conferência e a saúde de João Paulo II piorou. Registrei o que sucedia, entrevistei algumas pessoas e coloquei-o na Internet em formato áudio mp3. No dia seguinte tinha sido descarregado por centenas de pessoas e no dia depois por milhares; e pensei, wow, não tenho tanta gente na Igreja, vamos usar este meio para alcançar milhares e milhares de pessoas que querem saber mais sobre a fé Católica.”


Fonte: site H2O News

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Doutrina Social da Igreja - Cardeal Martino


Sugerimos aos irmãos diáconos que puderem, participarem dessa Palestra, pois á diretamente ligada ao ministério da Caridade, tão importante em nossa caminhada diaconal.

O Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP,
a Oficina Municipal e a ADCE-SP

Convidam para a palestra:

"A Esperança na vida da cidade e a Doutrina Social da Igreja"

Como a esperança pode iluminar a vida das pessoas e a luta pela justiça e pelo bem comum ?

Por ocasião do Centenário da Arquidiocese, uma reflexão sobre a contribuição da Igreja para a vida na grande cidade.

Com o Cardeal Renato Martino, Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz.

Com a presença de Dom Odilo Cardeal Scherer

Dia 11 de junho de 2008, quarta-feira, às 20h, no Tucarena - Rua Monte Alegre 1024 - Perdizes

Atestados: ao final do evento serão fornecidos atestados aos participantes que desejarem.

A Importância da Evangelização Militar!


Publicamos a notícia obtida no site da Zenit, no dia 10 de junho de 2008. O tema é de suma importância e alguns colegas diáconos já participam desses trabalhos. Quiça teríamos uma possível "Diaconia Militar"....

Cardeal Martino em um curso para capelães militares brasileiros


«O militar cristão está chamado não só a prevenir, enfrentar e pôr ponto final nos conflitos, mas a contribuir para a reconciliação e a edificação de uma ordem baseada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade», afirma o cardeal Renato Raffaele Martino.

O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz interveio com estas palavras, nesta terça-feira, em um curso para capelães militares brasileiros celebrado em Itaici (Indaiatuba).

O encontro foi organizado pelo Ordinariato militar brasileiro para aprofundar na assistência espiritual dos membros das forças armadas.

«O alfabeto da paz está inscrito pelo Criador na mente e no coração da pessoa e pode vencer toda propensão irracional à guerra», afirmou o purpurado.

«A paz é possível se os homens se reconhecem reciprocamente como titulares de direitos inalienáveis ligados à sua natureza original», seguiu dizendo. Por este motivo, afirmou o purpurado italiano, os militares, que cada vez estão mais envolvidos em operações humanitárias e missões de paz, são percebidos como «ministros da segurança e da liberdade».

Assim se entende, sublinhou, a importância de «sua evangelização e de sua catequese no âmbito de uma pastoral militar orientada a promover a caridade (em particular durante os conflitos armados), a dignidade das pessoas, a unidade da família humana e a paz».

Em sua intervenção, o cardeal sublinhou também a exigência de formar os militares no Direito Internacional Humanitário, que busca afirmar a dignidade humana e a solidariedade entre as partes enfrentadas e mitigar a desumanidade da guerra.

Com este objetivo, o Conselho Pontifício Justiça e Paz organizou dois cursos internacionais de formação dos capelães militares católicos sobre Direito Humanitário, em 2003 e 2008, cujas atas serão publicadas logo pelo Conselho Vaticano.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Benedictus: Novo Livro sobre o Papa!

Foi apresentado em Roma um novo livro sobre o Papa, escrito pelo veterano jornalista especializado no Vaticano Giuseppe De Carli.

“Benedictus. Servus Servorum Dei” é uma biografia completada por fotografias e pinturas de Bento XVI. De Carli explica o que lhe chamou a atenção este Papa:
Na apresentação participaram vários cardeais, o prefeito de Roma e personalidades eclesiásticas como Dom Angelo Amato, salesiano e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé: O novo prefeito de Roma expressou um desejo sobre Bento XVI.
O livro contém ilustrações da pintora russa Natalia Tsarkova, conhecida como retratista oficial dos pontífices. “Impressiona-me sua inteligência, esta inteligência comunicativa”. “Agora que é Papa me chama a atenção sua serenidade e sua felicidade de ser cristão”. “Bento é realmente um homem de diálogo, feito com paixão interior e não com frieza ou distância”.
“O próximo livro de Benedictus será traduzido em polonês e imediatamente será lançado, e depois em alemão, inglês e quem sabem em francês”.
“Espero e desejo que seja o Papa que consiga vencer o hedonismo”.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pentecostes 1

Caros Irmãos, segue uma sugestão de texto para a Solenidade de Pentecostes, celebrada no próximo domingo dia 11 de maio.

RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL

P - Irmãos e irmãs,
Na noite na qual se deu vida ao alegre tempo Pascal, o “dia de cinqüenta dias”, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo nossa Luz. E a luz do Círio Pascal nos acompanhou nestes cinqüenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério Pascal.
Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio Pascal é apagado, este sinal nos é tirado, também porque, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à “terra prometida” definitiva.
Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, resplender a luz do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes do caminhar da Igreja: Na primeira Páscoa que viveram os seus filhos com a recepção do Batismo, e por ocasião da última Páscoa, quando, com a morte, ingressarão na verdadeira vida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Do Brasil de Batizados ao Brasil de Discípulos e Missionários




“Temos no país uma população de tradição católica, cristã, onde a grande maioria é batizada, porém, não suficientemente evangelizada. Queremos retomar nosso compromisso missionário desde o batismo, aprofundar a nossa consciência missionária e nos relançarmos, não só em nível nacional, mas além-fronteiras, numa perspectiva Ad Gentes, universal”.

A declaração é do padre Daniel Lagni, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias – POM e Presidente Executivo do 2º Congresso Missionário Nacional em entrevista ao programa “Bem-Vindo Romeiro” apresentado dia 23 de abril, pela TV Aparecida, parceira na divulgação do evento.

Atuando como diretor das POM há 8 anos, padre Daniel explicou à TV Aparecida que “o Congresso é um reflexo do convite feito pela V Conferência do CELAM, realizada em maio de 2007, e por isso busca iluminação no Documento de Aparecida, que é de uma profundidade extraordinária na perspectiva e na ótica da dimensão missionária. O Documento pede não só para resgatarmos os que abandonaram a prática religiosa, mas, para tomarmos consciência da nossa vocação como discípulos missionários de Jesus Cristo, para que Nele nossos povos tenham vida. É para a Igreja se relançar num compromisso e numa vivência missionária maior”, concluiu.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Controvérsias Eclesiais e Comunicação Positiva


As controvérsias mediáticas acerca da Igreja podem ser aproveitadas para apresentar o ponto de vista da Igreja de maneira positiva.


Um congresso internacional em Roma está analisando este tema.

Decidimos fazer uma conferência internacional sobre a comunicação da Igreja e a cultura de controvérsia pelo fenômeno que estamos presenciando nos últimos anos em relação à Igreja, e algumas controvérsias sérias como o escândalo do abuso sexual nos Estados Unidos ou as controvérsias acerca do discurso de Bento XVI em Regensburg, que tiveram enormes conseqüências e que foram vistas às vezes como negativas para a Igreja e, de certa maneira, o são, porém, ao mesmo tempo, são oportunidades enormes para explicar o que a Igreja é e oferecer um testemunho cristão ao mundo.

Fonte: H2O News

Crescer a Leitura da Bíblia: Desafio para os Fiéis

Apresentados ontem os resultados de uma pesquisa internacional.
A leitura da Bíblia suscita sempre interesse e é considerada crível. Todavia, o percentual, também entre aqueles que crêem, de quem se aproxima das páginas do Livro Sagrado não é elevado. Essas são algumas das considerações surgidas da pesquisa “A Leitura das Escrituras em alguns Países”, patrocinada pela Federação Bíblica Católica em vista do Sínodo dos Bispos, que se realizará no mês de Outubro e centralizado sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. Os Estados levados em consideração pela pesquisa apresentada ontem na Sala de Imprensa vaticana, são Reino Unidos, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Itália, Polônia e Rússia.
O presidente da Federação Bíblica Católica, o bispo Vincenzo Paglia, notou como ainda são poucos, aqueles que reconhecem na Bíblia o livro da sua vida espiritual. Além do conhecimento é portanto também necessário um retorno à escritura, ao texto e à oração para criar uma atmosfera interior diferente, como sublinhou o arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura.
Fonte: site H2O News

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ascensão do Senhor: Alegria e Esperança

ASCENSÃO DO SENHOR - A
4 de maio de 2008

LEITURAS
1ª leitura: At 1,1-11 = Jesus foi levado aos céus, à vista deles
Salmo Responsorial: Sl 46 = Por entre aclamações Deus se elevou
2ª leitura: Ef 1,17-23 = E o fez sentar-se à sua direita nos céus
Evangelho: Mt 28,16-20 = Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra

Breve Comentário
A Ascensão do Senhor é uma festa de alegria e de esperança. É uma celebração que reconhece o senhorio que Deus concede a seu Filho Jesus, colocando-o acima de toda autoridade (2ª leitura). É da autoridade vinda de Deus, que destacaremos a missão que Jesus confere aos seus apóstolos, conseqüência imediata da fé na vida de quem se faz discípulo do Evangelho.

terça-feira, 8 de abril de 2008

16º Congresso Eucarístico Nacional - 2010

O 16º Congresso Eucarístico Nacional será realizado em Brasília nos dias 27 a 30 de maio de 2010.
A comunicação foi feita pelo arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, nesta segunda-feira, durante a 46ª Assembléia da CNBB.
O Congresso terá como tema, “Eucaristia, Pão da Unidade dos discípulos missionários” e lema, “Fica conosco, Senhor” (Lc 24,29).
“Para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para uma vivência cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”, disse o arcebispo.
Segundo dom João, serão constituídas comissões para a redação do texto base, a logomarca, a oração e o hino do Congresso, além do site. Já está disponível o endereço eletrônico: cen2010@arquidiocesedebrasilia.org.br.
“Expresso meu profundo desejo de comunhão com todos os bispos do Brasil e assim percorrer nosso caminho para o Congresso Eucarístico, com alegria e com a certeza de que estamos realizando a vontade do Senhor, presente na Santíssima Eucaristia”, concluiu o arcebispo.
Fonte: Site CNBB - abril/2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Vereadores Católicos: Mandato em Defesa da Vida

A Comissão de Fé e Política do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) – organiza o IV Encontro Estadual de Vereadores Católicos, que acontecerá no dia 12 de abril, no Centro Arquidiocesano de Missão e Pastoral, em Botucatu (SP).
Mandato popular a serviço da defesa da vida será o tema do encontro, que pretende viabilizar uma articulação entre leigos e leigas que atuam na vida política do país. Além disso, o encontro tem como finalidade ser um espaço de troca de experiências, de reflexão sobre a vocação laical no campo político, bem como ser um momento de espiritualidade dos participantes.
A implementação de políticas públicas em defesa da vida; O político, a política e Aparecida; Comitê da Lei 9840; Mecanismos na gestão do vereador para a implementação de diferentes políticas públicas serão assuntos a serem tratados no evento.
O arcebispo de Botucatu, dom Aloysio José Leal Penna e o bispo de Bauru e presidente da Comissão Regional para o Laicato, dom Luiz Antônio Guedes estarão presentes no encontro, que conta com o apoio da arquidiocese de Botucatu, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Comitê da Lei 9840, OAB/SP, Instituto São Paulo de Cidadania e Política e Movimento em Defesa da Vida.
Informações: (18) 3351-3331/3351-1131 ou pelo e-mail: lantferreira@hotmail.com
Fonte: Site da CNBB - abril 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

Fé e Razão: Cosmólogo defende a existência de Deus

Cosmólogo recebe prêmio defendendo existência de Deus
O professor Michael Heller, 72, de formação religiosa, com estudos em filosofia e doutorado em cosmologia, receberá em maio, em Londres, o prêmio Templeton, outorgado pela fundação homônima de estudos religiosos sediada em Nova York. O valor da premiação é de 820 mil libras esterlinas (cerca de R$ 2,87 milhões).
Os trabalhos mais recentes de Heller abordam a questão da origem do Universo, debruçando-se sobre aspectos avançados da teoria geral da relatividade, de mecânica quântica e de geometria não-comutativa.
"Vários processos no Universo podem ser caracterizados como uma sucessão de estados, de maneira que o estado anterior é a causa do estado que o sucede", explicou o próprio Heller em um comunicado divulgado por ocasião do anúncio do prêmio.
Ele rejeitou a idéia de que religião e ciência são contraditórias. "A ciência nos dá o Conhecimento e a religião nos dá o Sentido. Ambos são pré-requisitos para uma existência decente".
"Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus."
Para os jurados, Heller mereceu o prêmio por desenvolver "conceitos precisos e notavelmente originais sobre a origem e as causas do Universo, muitas vezes sob intensa repressão governamental".
Heller conhecia o Papa João Paulo 2º, nascido polonês sob o nome de Karol Wojtyla, que personificou a reação da Igreja Católica contra o avanço do comunismo nos países do Leste Europeu.
"Apesar da opressão das autoridades comunistas polonesas a intelectuais e padres, a igreja, impulsionada pelo Concílio Vaticano 2º, garantiu a Heller uma esfera de proteção que o permitiu alcançar grandes avanços em seus estudos", diz sua biografia.
Heller disse que usará o dinheiro do prêmio Templeton para financiar futuras pesquisas.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Curso: Fé e Política do CNLB

Curso de Fé e Política que será realizado pelas Faculdades Integradas Claretianas:
Assessoria: Humberto Dantas
às quintas-feiras, das 19:30 às 21:50h.
Início em 21 de fevereiro

Informações e Matrículas: Fone 3823-59-69 c/ Nelson ou
secretaria@claretiano-sp.com.br /
www.claretiano-sp.com.br

Rua Martim Francisco, 636 - Higienópolis 01226-000 – São Paulo – SP
Próximo ao Metrô Santa Cecília
Silvestre dos Santos Lima
Comissão de Comunicação do CNLB
Coordenação: Caci Amaral / Pedro Aguerre

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Lei 9840 - Voto não tem preço, tem conseqüências!

Recebemos uma carta-convite para participarmos na organização das atividades do Comitê 9840 em São Paulo. Como diáconos que procuram servir à sociedade no que ela necessita, acredito que poderemos desenvolver um trabalho justo no "bom combate" à realidade que é a Corrupção Eleitoral, que ainda perdura em nosso País.

Retransmito a íntegra da Carta:

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou recentemente, a partir de Brasília, para todos os Estados Brasileiros, a campanha Eleições Municipais 2008.

Aqui no Estado de São Paulo, um grupo de entidades e cidadãos reuniu-se na OAB/SP, para acompanhar este lançamento e iniciar o processo de organização do Comitê 9840 – São Paulo com o principal objetivo de garantir a aplicação da Lei 9840, no combate à corrupção eleitoral.

De forma a expandir a rede de Comitês 9840, para que possamos efetivamente exercer a necessária fiscalização do processo eleitoral e difundir o lema conscientizador “Voto não tem preço, tem conseqüências”, estamos convidando entidades e pessoas interessadas para a reunião de organização do Comitê 9840 no Estado de São Paulo.

CONVITE

MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL
COMITE 9840 – SÃO PAULO


Reunião para organização de atividades do Comitê 9840 em São Paulo
Dia 11/12 das 18h00 às 20h00

Local: Sede das Comissões da OAB/SP
Rua Anchieta, 35 – Centro – 9º andar
São Paulo - SP

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sagração ou Ordenação?

SAGRAÇÃO OU ORDENAÇÃO?
Frei Alberto Beckhäuser, OFM

Esta nota vem a propósito da eleição de confrades para o Episcopado e conseqüente celebração do sacramento da Ordem, a Ordenação. Ordenação é a celebração da Igreja que introduz alguém no Grupo (Ordo) daqueles que são revestidos do Espírito Santo para o serviço messiânico de Cristo à humanidade.

Nesta questão a Sagrada Liturgia reformada pelo Vaticano II, exige uma atualização de linguagem.

Em relação às Ordenações:
O novo Ritual das Ordenações, que pertence ao Pontifical, não usa mais o termo “sagração” episcopal ou “consagração” episcopal. Tanto para o episcopado, como para o presbiterado e o diaconado é usado o termo “ordenação”, ligado ao sacramento da Ordem. O Bispo é Ordenante e não Sagrante, Ordenante principal.

Isso tem sua razão de ser. Até o Vaticano II, que se distinguiu como o Concílio do Episcopado ensinando claramente a sacramentalidade do Bispo, a sacramentalidade específica do Bispo ainda era questão discutida em Teologia. Além disso, o uso do termo sagração ou consagração para o Bispo tem a ver com a coroação e “consagração” dos reis e imperadores. Ao serem coroados, eles eram ungidos. Assim também o Bispo era eleito e ungido príncipe da Igreja. O rito da unção na ordenação do Bispo é de origem tardia.

Ao Bispo é conferido o Espírito principal (o Espírito Soberano) que lhe confere a plenitude do sacerdócio. Ficando bem definido o caráter sacramental do Bispo, o novo Ritual de Ordenação, mudou a terminologia, sendo a mesma para os três graus do Sacramento da Ordem. Por isso também o novo Ritual de Ordenações apresenta primeiro a Ordenação de um Bispo. Em seguida, do Presbítero e, por fim, a de Diácono. Esta terminologia reflete-se também na oração de ação de graças, que se segue à imposição das mãos, que não mais se chama “Oração consecratória”, mas Prece de Ordenação.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Está na Hora de Parar de "Enfeitar" a Missa

APARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).
Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».
«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.
Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.
Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.
«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»
Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».
«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.
Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».
Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».
«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.
«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.
Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.
«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»
«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»
Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.
«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».
«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.
«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»
Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».
«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»
«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.
Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».
Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».
Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.
«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»
«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.
E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:
Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.


Muitas vezes em nossas comunidades celebra-se de tudo, menos o verdadeiro sentido sacrificial da Santa Missa. Acordemos!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Batismo nas Igrejas Católicas

As Igrejas Católica, Anglicana do Brasil, Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia assinaram no dia 15 de novembro uma declaração de Reconhecimento mútuo da Administração do Sacramento do Batismo.
A cerimônia de assinatura da declaração realizou-se em São Paulo, no Mosteiro de São Bento, no contexto das comemorações dos 25 anos do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). Representando a Igreja Católica, participou Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
No documento, as Igrejas afirmam que aceitam que «o Batismo foi instituído por Jesus Cristo e é fundamentalmente dádiva gratuita de Deus ao batizando, vinculando-o com a morte e a ressurreição de Cristo (Rm 6,3-6), para perdão dos pecados e uma nova vida. Essa dádiva de Deus é recebida em Fé».
Assinalam também: «ensinamos que o Espírito Santo desceu sobre Jesus no seu Batismo, desceu e desce também hoje sobre a Igreja, tornando-a comunidade do Espírito Santo que, em testemunho, serviço e comunhão fraterna proclama o seu Reino».
«Aceitamos o Batismo como vínculo básico da unidade que nos é dada pela fé no mesmo Senhor.»
«Aceitamos o Batismo na dimensão irrepetível da nossa consagração em Cristo para a edificação do seu Corpo, tendo em vista o nosso crescimento à perfeita maturidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4,13).»
O texto conjunto reconhece ainda: «Administramos o Batismo com água e em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, para remissão dos pecados, de acordo com a intenção e a ordem de Cristo (Mt 28, 18-20). Com este mútuo reconhecimento excluímos a possibilidade de re-batismo, em caso de passagem de membros de uma Confissão para outra».
«Damos graças a Deus por este vínculo básico de unidade que nos é dado e pedimos a assistência do Espírito Santo para vencermos as divisões e nos comprometemos a prosseguir na jornada em prol da perfeita unidade cristã», encerra a declaração, difundida pelo Conic.
Além de Dom Geraldo Lyrio, assinaram o documento Dom Maurício de Andrade, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Pr. Dr. Walter Altmann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Pr. Manoel de Souza Miranda, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Mons. Antônio Nakkoud, da Igreja Sirian Ortododoxa de Antioquia.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Consistório Cardinalício


O cardeal Eugenio de Araujo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro (Brasil), criado cardeal em 1969, sob o papado de Paulo VI, falou à Agência Zenit sobre o próximo Consistório para a Criação de novos cardeais, a se realizar no próximo domingo, 24 de novembro, no Vaticano.

–Como será o próximo Consistório para a criação de novos cardeais?

Cardeal Eugenio de Araujo Sales: O próximo Consistório Ordinário Público para a criação de 23 novos cardeais inclui a realização de um dia de reflexão e oração na Sala nova do Sínodo dos Bispos. O cardeal Walter Kasper exporá o tema: “Informação, reflexão e avaliação do momento atual do diálogo ecumênico”. A seguir e à tarde, intervenção livre por parte dos cardeais sobre o tema e sobre a vida da Igreja em geral.

–Que significado tem ser cardeal?–

Cardeal Eugenio de Araujo Sales: O Cardeal, antes de ser o representante do pluralismo na Igreja, tem o sagrado dever de servir com todo empenho o Santo Padre contribuindo, assim, para que o “múnus” petrino possa ser mais eficaz. O Colégio Cardinalício, com cada um dos seus membros, deverá favorecer o “múnus” unificador do Papa. A ordem deixada por Cristo é bem clara: sejais um para que mais eficazmente o povo de Deus possa crescer.

O Cardeal, principalmente quando bispo residencial, tem uma grande influência no seu país ou em sua região. Essa riqueza de conhecimento diversificado contribui para o bem da Igreja. Os cardeais são um grupo privilegiado pela importância das funções que muitos deles ocupam ou ocuparam e simplesmente por sua proximidade ao Papa e por seu peculiar serviço na oportunidade de uma eleição.

Não assumir uma total disciplina e amor à unidade é dificultar ao Papa o exercício de seu “munus” petrino; é diminuir o testemunho da Igreja diante do mundo.

Essas reuniões do Colégio Cardinalício muito ajudam a evitar tudo que possa prejudicar a unidade da Igreja e a função do Papa. O Cardeal, com seu juramento de fidelidade, supera as forças centrífugas e tendências ocasionalmente contraditórias e que se tornam espetáculo diante de um mundo sem princípios.
Essas reuniões ajudam a enfrentar os desafios do mundo hodierno, conforme o mandato de Cristo: “Que sejam um para que o mundo creia” (Jo 17, 21).


Fonte: Zenit.org

terça-feira, 29 de maio de 2007

Lançamento Livro

Lançamento de Livro e Conferência
A Editora Vozes, o Mosteiro de São Bento e a Comunidade de Meditação Cristã deSP convidam você para o Lançamento da nova tradução de uma das obras mais importantes do misticismo ocidental:"A Nuvem do Não Saber"
Escrita por um Anônimo Inglês, provavelmente pouco depois de 1390, esta nova tradução feita diretamente do Inglês medieval conta com os dados mais recentes da investigação atual sobre a obra.
Venha participar da Conferência com o Tradutor:
Dom Lino Marques Moreira O.S.B.
Monge Beneditino do Mosteiro de Singeverga, Portugal.
Data: 30 de maio de 2007, às 20h00
Local: Auditório do Colégio de São Bento Mosteiro de São Bento de São Paulo
Largo de São Bento, s/n.Estação São Bento do Metrô
– Entrada Franca –
Ajudem na divulgação!!!
Obrigado!