domingo, 13 de julho de 2008
Conta o Aborto: vigiar sempre!
BRASÍLIA, sexta-feira, 11 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Essa quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados do Brasil rejeitou o projeto de lei que legalizaria o aborto no Brasil (PL 1135/91).
A matéria já havia sido rejeitada pela Comissão de Seguridade Social e Família, no dia 7 de maio.
Em nota divulgada essa quinta-feira, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) afirma que, «após longo debate, concluiu-se que tal projeto de lei é inconstitucional, e que o direito à vida, assegurado no artigo 5º da Constituição Federal, constitui um valor supremo, do qual decorrem todos os demais direitos».
Assim --destaca o texto, assinado pelo secretário-geral, Dom Dimas Lara--, «mais uma vez, foi respeitada a voz da grande maioria da população brasileira, que é decididamente contrária à prática do aborto e que defende a vida e a dignidade humana, desde a fecundação, até seu declino natural».
A nota recorda que na Carta Encíclica Evangelium vitae, o Papa João Paulo II afirma que “o ser humano deve ser respeitado e tratado como uma pessoa desde a sua concepção e, por isso, desde esse mesmo momento, devem-lhe ser reconhecidos os direitos da pessoa, entre os quais e primeiro de todos, o direito inviolável de cada ser humano inocente à vida” (EV 60).
«Assim, matar um ser humano é sinal de desvalorização da vida, que precisa ser protegida em toda e qualquer circunstâncias, independentemente de há quanto tempo e de como está existindo», afirma o organismo episcopal.
A CNBB dirige uma palavra de «incentivo e reconhecimento a todos os deputados e deputadas que votaram pela vida dos nascituros, bem como aos Movimentos em Defesa da Vida».
A Conferência também louva o trabalho daqueles que, «de alguma forma se empenham firmemente na difícil tarefa de promover e defender a vida humana, compreendida como dom de Deus e co-responsabilidade de todos, da concepção até sua morte natural».
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Embriões serão usados em experiências! LAMENTÁVEL...!
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou a validade constitucional do artigo 5o e seus parágrafos da Lei de Biossegurança, n. 11.105/2005, que permite aos pesquisadores usarem, em pesquisas científicas e terapêuticas, os embriões criados a partir da fecundação in vitro e que estão congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização.
A decisão do STF revelou uma grande divergência sobre a questão em julgamento, o que mostra que há ministros do Supremo que, nesse caso, têm posições éticas semelhantes à da CNBB. Portanto, não se trata de uma questão religiosa, mas de promoção e defesa da vida humana, desde a fecundação, em qualquer circunstância em que esta se encontra.
Reconhecer que o embrião é um ser humano desde o início do seu ciclo vital significa também constatar a sua extrema vulnerabilidade que exige o empenho nos confrontos de quem é fraco, uma atenção que deve ser garantida pela conduta ética dos cientistas e dos médicos, e de uma oportuna legislação nacional e internacional.
Sendo uma vida humana, segundo asseguram a embriologia e a biologia, o embrião humano tem direito à proteção do Estado. A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta esse direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam ceifadas.
No mundo inteiro, não há até hoje nenhum protocolo médico que autorize pesquisas científicas com células-tronco obtidas de embriões humanos em pessoas, por causa do alto risco de rejeição e de geração de teratomas.
Ao contrário do que tem sido veiculado e aceito pela opinião pública, as células-tronco embrionárias não são o remédio para a cura de todos os males. A alternativa mais viável para essas pesquisas científicas é a utilização de células-tronco adultas, retiradas do próprio paciente, que já beneficiam mais de 20 mil pessoas com diversos tipos de tratamento de doenças degenerativas.
Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral.
A CNBB continuará seu trabalho em favor da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.
Brasília, 29 de maio de 2008.
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
quarta-feira, 14 de maio de 2008
LEI DO ABORTO: VIDA 33 X MORTE 0

Para espanto de todos, a grande mídia, em geral, não noticiou. Os portais da internet idem:
Quarta-feira, dia 07 de maio de 2008, o tão famigerado Projeto de Lei do Aborto (PL 1135/91) que estava há 17 anos para votação na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, sob a presidência firme e serena do Dep. Jofran Frejat, do PR do DF, foi votado em uma sessão histórica para nossa nação. Todos se espantavam: “NUNCA SE VIU ALGO IGUAL NESSA CASA!”
Numa sessão conturbada pelo bloco do governo Lula, capitaneado pela deputada do PT do Rio de Janeiro, Cida Diogo, eleita pela região de Volta Redonda, e acompanhada pelo Dep. José Genoíno, PT de São Paulo, Janete Rocha Pietá, PT de São Paulo, Dr. Rosinha, PT do Paraná, Paulo Rubem Santiago, do PDT de Pernambuco, Darcísio Perondi, do PMDB do Rio Grande do Sul, que não queria a votação e procurou postergá-la a qualquer custo, até ao custo do ridículo, quando seus requerimentos eram vencidos por 28 votos a 5, e mesmo assim pedia verificação de voto e de quorum.
Enfim, depois de conseguir adiar a votação do Projeto de Lei por cinco horas, o bloco do governo finalmente havia esgotado todas as manobras possíveis e imagináveis para não votar aquele projeto e então, numa atitude anti-democrática, retirou-se do plenário sete da Câmara, reclamando por não poderem impor ao país a morte de criancinhas não nascidas.
As feministas que lá estavam, capitaneadas por Dulce Xavier, integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir (que de católicas nada tem) – gritavam: “o estado é laico, o estado é laico”, como se estivéssemos em um templo religioso a celebrar um culto – ao o que o Dep. Nazareno Fonteles, também do PT – do Piauí, respondeu: “O estado é laico mas o povo que o compõe não é ateu, tem o sentido de Deus e religião.” Também elas acompanharam o bloco do governo na retirada da sala da Comissão de Seguridade Social e Família. E o ambiente mudou! Clareou! Desanuviou! E passamos à votação do PL que visava suprimir do Código Penal os artigos de lei que tipificam o ato de matar um ser humano ainda dentro do útero materno.
Importante verificar que o relator desse Projeto, Dep. Jorge Tadeu Mudalen, do DEM de São Paulo, região de Guarulhos, fez um relatório REJEITANDO esse projeto depois de haver realizado três audiências públicas, em que convocou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que se esquivou e nunca compareceu, médicos, juristas, incluindo a ex-senadora Heloísa Helena, que de modo claro e inequívoco, através dos próprios dados do Ministério da Saúde, evidenciou que há 13 grandes causas de morte de mulheres no Brasil (como doenças do sistema circulatório, endócrino, digestivo, geniturinário) e que a morte materna no Brasil, vem em 14º lugar, e dentro desse item, em 4º lugar vem a morte por gravidez que resultou em aborto (expontâneos, legais, provocados) o que resulta em média 150 mortes de mulheres ao ano no Brasil, o que é lamentável, mas inteiramente despropositado em vistas da falácia dos milhares de mulheres mortas por aborto inseguro!
Assim, 33 dos 33 deputados que compuseram a CSSF votaram SIM À VIDA!
PARABÉNS PORQUE FORAM SENSÍVEIS AO DESEJO DE VIDA EM ABUNDÂNCIA QUE HÁ NO POVO BRASILEIRO!
(Dra. Maria Dolly Guimarães é advogada, presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida)
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Rejeitada Descriminalização do Aborto!
A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou na quarta feira dia 7 de maio, por unanimidade, o Projeto de Lei 1135/91, que descriminaliza o aborto provocado pela própria gestante ou com seu consentimento. Foram 33 votos contrários, que seguiram o parecer do relator, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP). O grupo de deputados que defendia a continuidade das discussões e a realização de uma quarta audiência pública sobre a proposta se retirou da reunião depois de serem rejeitados sucessivos requerimentos para adiar a votação. Marcada por manifestações de cidadãos favoráveis e contrários ao projeto, a reunião foi encerrada em seguida.
Enfim, temos uma notícia em favor da Vida!
Contudo, é preciso ficarmos atentos pois existem grupos poderosos dentro e fora de nosso país, que anseiam por leis abortivas, para capitalizarem (ainda mais) o dinheiro investido. Que Deus abençõe e proteja todos os que puderam se manifestar a favor da Vida Digna!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
CNBB: Defesa da Vida Humana
Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral, fiéis à nossa missão evangelizadora e aos compromissos assumidos na Campanha da Fraternidade de 2008, com o tema “Fraternidade e Defesa da Vida” e o lema “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30,19), reafirmamos nosso empenho pela valorização, defesa e promoção da vida humana.
A vida humana é sagrada. O direito à vida fundamenta quaisquer outros direitos. Desde a fecundação até seu declínio natural, a vida é fruto da ação criadora de Deus, “Senhor e Amigo da Vida” (Sb 11,26), e permanece sempre em relação com Ele, seu único fim. Cabe ao ser humano a responsabilidade de acolher e fazer frutificar este inestimável dom divino.
O Magistério da Igreja defende o direito à vida, bem primário fundamental em qualquer fase de desenvolvimento ou condição em que se encontra. A vida humana não pode ser instrumentalizada, violada ou destruída, devendo, pois, ser defendida sempre que ameaçada ou fragilizada.
Convidamos todos a se unirem a nós na defesa da vida, repudiando as tentativas de legalização do aborto em nosso País. Tal ato é moralmente inadmissível, pois faz muitas vítimas: a criança suprimida, a mãe isolada nos seus sentimentos de culpa e psicologicamente enferma, o pai que aprovou ou não se opôs e demais familiares. As mães que não consentem na prática do aborto, lutam e sofrem para gerar seus filhos, merecem nosso apoio e valorização. As mães que passaram pela triste experiência do aborto consentido, uma vez arrependidas, contem com a misericórdia divina que supera toda fraqueza humana (cf. Documento de Aparecida, 469g).
A ciência e a técnica têm contribuído para o desenvolvimento no âmbito da saúde e para o prolongamento da vida humana. Porém, “aquilo que é tecnicamente possível não é necessariamente, por esta mera razão, admissível do ponto de vista moral” (Donum vitae, Introdução, 4). A busca de qualidade de vida através das pesquisas científicas deve ser coerente com os princípios da inviolabilidade da vida humana, da lei natural e do mandamento “não matarás” (Ex 20,13), que devem ser respeitados sempre.
Reconhecemos, com gratidão, as pesquisas feitas em favor da vida, de modo particular, no que diz respeito às células-tronco adultas em vista à sua aplicação terapêutica. Lembramos que os princípios éticos devem sempre orientar os estudiosos e os cientistas para que a vida humana seja respeitada na sua integridade, desde a sua concepção até seu declínio natural.
Na célula inicial há tudo o que a natureza predispõe para o desenvolvimento da nova vida. O embrião humano deve ser respeitado e tratado como um ser humano desde a sua fecundação e, por isso, desde esse mesmo momento, deve-lhe ser reconhecido o direto inviolável de cada ser humano à vida (cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, 60). Essa afirmação encontra apoio e plena correspondência nos direitos essenciais dos próprios indivíduos, reconhecidos e tutelados pela Declaração Universal dos Direitos do Homem que, em seu artigo 3º, reconhece que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.
O uso de embriões humanos e a sua destruição para a pesquisa científica, bem como a sua crioconservação, violam o mais fundamental de todos os direitos, o direito à vida e a indissociável dignidade da pessoa humana, expressos nos artigos 1º, III e 5º, caput, da Constituição Federal. O artigo 4º do Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos), ratificado pelo Brasil em 25.09.1992, também estabelece que “toda pessoa tem o direito a que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.
Aguardamos o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal que votará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), de número 3.510. Esperamos que a vida humana seja defendida incondicionalmente.
Agradecemos o trabalho de muitos cientistas e pesquisadores da área biomédica e de juristas que defendem a vida a partir de princípios éticos. Agradecemos também a dedicação de agentes da saúde, de parteiras, de socorristas, das Frentes Parlamentares em favor da vida, das associações Pró-Vida, das pastorais e movimentos, de catequistas e lideranças da Igreja e de todas as pessoas de boa vontade que defendem a vida com o testemunho de fé e cidadania.
Conclamamos todos, especialmente os fiéis de nossas Dioceses e Paróquias, à realização de gestos concretos em favor da vida, tais como: centros de acolhida da mãe gestante, a prática da adoção, a doação de sangue e de órgãos para transplantes, a difusão dos “10 Mandamentos do Motorista”, a constituição de Comissões Diocesanas de Bioética, a Semana Nacional da Vida e a celebração anual do Dia do Nascituro, em 8 de outubro.
Jesus Cristo, fonte da Vida, pela intercessão de sua Mãe, venerada com o título de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe o povo brasileiro e proteja a todos no compromisso pela promoção e defesa da vida.
Itaici, Indaiatuba-SP, 10 de abril de 2008
Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana, Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira - Arcebispo de Manaus, Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa -Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Secretário-Geral da CNBB
sexta-feira, 4 de abril de 2008
ABORTO X MOSQUITO
O Aborto e o Mosquito
(por Aleksandro Clemente*)
O ministro da saúde, José Gomes Temporão, já disse diversas vezes que o aborto é uma questão de saúde pública. Essa também é uma afirmação constante na fala do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ambos, alinhados com o programa de legalização do aborto do Governo Lula, usam a saúde pública como argumento para justificar esse tipo de assassinato de crianças inocentes no útero da mãe.
Enquanto isso, em pleno Século XXI, um mosquito provoca uma enorme epidemia de dengue em um dos principais estados da federação, levando à morte dezenas de pessoas, sendo mais da metade crianças.
O problema da dengue no Rio de Janeiro poderia ter sido evitado já quando surgiram os primeiros casos da doença. E mesmo com o surto da doença, muitas vidas poderiam ser salvas se o sistema de saúde do Rio fosse preparado para receber e tratar os pacientes, bem como se o Governo do Estado não tivesse reduzido em 48,6% a previsão de gastos com prevenção e combate à dengue. Segundo revela reportagem publicada na folha on-line (20/03/08), a verba encolheu de R$ 39,5 milhões (valores atualizados) em 2007 para R$ 20,3 milhões em 2008. Ou seja, nem o Ministério da Saúde nem o as autoridades do Rio de Janeiro tomaram as medidas necessárias para evitar o caos.
E as feministas (leia-se católicas pelo direto de decidir - NR), que tanto apoiam a legalização do aborto como proteção à saúde da mulher, o que fizeram ou estão fazendo pelas mulheres vítimas da dengue? Vão repetir os aplausos e as manifestações de apoio ao Ministro da Saúde e ao Governador Sérgio Cabral? Vão dizer também elas que “nunca na história desse país...”. É nunca se viu uma epidemia de dengue como essa. Para muito além da incapacidade das autoridades brasileiras, essa situação lastimável pela qual passa o Rio de Janeiro mostra que a “Saúde Pública” no Brasil só serve como chavão para justificar o financiamento de atitudes criminosas como o aborto, mas não é capaz de combater um simples mosquito! Afinal, até quando a sociedade brasileira vai tolerar essa hipocrisia?
*Dr. Aleksandro Clemente é Advogado, Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB/SP; Presidente do Movimento Juristas Pela Vida e Coordenador da Comissão de Bioética e Defesa da Vida na Diocese de São Miguel Paulista.(e-mail: dr.aleksandro@hotmail.com. Tel. 7362-6183)
terça-feira, 4 de março de 2008
Cuidado: O Nome Pode Enganar!
Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas.
Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país.
A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los.
“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida.
Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.
Brasília, 03 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Conselho Permanente da CNBB reitera respeito à vida
O Supremo Tribunal Federal do Brasil julgará na próxima quarta-feira uma ação que define a continuidade ou não das pesquisas com células-tronco embrionárias no país.
«A Igreja volta mais uma vez a dirigir sua palavra em defesa da vida. Esta é a posição básica e fundamental da Igreja. Não significa ser contra a ciência, contra o progresso, mas ser em primeiro lugar a favor da vida», disse o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, ao reafirmar a posição da Igreja contrária ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas.
De acordo com Dom Geraldo Lyrio, os bispos do Conselho Permanente decidiram enviar uma carta aos ministros do Supremo Tribunal para expressar a posição da Igreja.
«Não queremos fazer pressão sobre o STF, mas expor, inclusive como integrantes da própria sociedade brasileira, o nosso ponto de vista», disse.
O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, destacou que a partir do momento que a vida começa, deve ser protegida, inclusive pelas instituições da sociedade civil e do próprio Estado.
Para ele, a Lei de Biossegurança, quando aprovada, trouxe erros graves ao misturar temas completamente díspares num único projeto de lei. «A Lei de Biossegurança abre caminho para a legalização progressiva do aborto e o desrespeito da vida humana», declarou.
Que cada diácono permanente possa participar ativamente desde momento de fundamental importância para definir a preservação da dignidade humana em toda a sua amplitude.
Fonte: Zenit
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
A Pílula Abortiva do Dia Seguinte!
A intervenção do Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, na questão da distribuição da pílula do dia seguinte pelo poder público no âmbito de sua Arquidiocese tem suscitado uma polêmica em nível nacional, e merece um adequado esclarecimento.
Em primeiro lugar, qualquer tipo de pílula anticoncepcional é um fármaco, que pode ter efeitos colaterais prejudiciais ao organismo da mulher, e seu uso deve ser acompanhado com adequados critérios clínicos, e mediante receita médica.
Dentre os anticoncepcionais, a assim chamada pílula do dia seguinte – também denominada contracepção de emergência – apresenta o agravante de ser abortiva. De fato, trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.
Para interceptar o concepto, essa pílula deveria ser ingerida dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual que se presume tenha sido durante o período fértil da mulher e que tenha ocorrido a fecundação.
Na composição dessa pílula estão presentes os hormônios femininos estrogênio e progesterona em altas doses, segundo o protocolo de Iuzpe, e eles têm a função de alterar as fases do desenvolvimento da parede uterina (endométrio), impedindo assim a nidação (ou seja, a fixação no útero materno) da pessoa recém-concebida. O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos. Além disso, sua ingestão nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico. Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.
Dom José Cardoso Sobrinho é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas, e sua iniciativa merece todo o nosso apoio.
Brasília – DF, 30 de janeiro de 2008.
Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Médico, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e membro da
Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB
A distribuição dessas pílulas pelo Estado "Democrático" tem dois objetivos bem definidos: financeiro e político. Financeiramente o Carnaval canaliza lucros para diversas atividades como consumo de alcool, drogas, prostituição e alimenta a mídia, enfatizando uma diversão que mascara a real situação do povo. Politicamente, um governo "bonzinho" que deixa o povo feliz (sexualmente), induzindo a uma liberdade e uma liberalidade inconsequentes. Em Roma, os imperadores iludiam o povo com pão e circo, hoje o governo distribui esmolas (subsídios bolsa família, bolsa escola, bolsa tudo, etc...) e induz o povo ao sexo como se isso fosse o principal objetivo da humanidade.
A Igreja Católica tem a missão de resgatar o verdadeiro sentido da vida humana, baseado nos evangelhos e na Doutrina. Somos todos convidados a desmascarar essa grande farsa, onde o poder econômico se sobrepõe ao valor da vida e a dignidade da pessoa.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Descriminalização do aborto é rejeitada!
BRASÍLIA - Com uma grande mobilização da Igreja Católica e da Pastoral da Criança, os delegados da 13ª Conferência Nacional de Saúde rejeitaram hoje a proposta de apoio à legalização do aborto no País. A proposta foi a primeira a ser votada no plenário final do encontro, que reuniu 5 mil pessoas em Brasília.
A expectativa do Ministério da Saúde era de que a proposta fosse aprovada, já que sete das dez plenárias preliminares aprovaram o apoio à descriminalização do aborto. "A descriminalização não é uma solução boa para a mulher. O aborto não resolve o problema de saúde no Brasil", disse Clóvis Boufleur, da Pastoral da Criança, e um dos principais articuladores na Conferência para a rejeição da proposta. Segundo ele, a vitória só foi possível depois que a palavra "aborto" foi incluída no texto da proposta a ser votada. Quando a proposta foi discutida nas plenárias, segundo ele, a palavra aborto não constava do texto. "Muitas pessoas não sabiam direito o que estavam votando", disse o representante da Pastoral.
Para Boufleur, a decisão reflete a posição da sociedade e reforça a pressão política no Congresso Nacional contra a aprovação de projetos a favor do aborto. O diretor de Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, Adson França, favorável à proposta rejeitada, criticou a decisão, classificando-a como "hipócrita". Segundo ele, o aborto é um problema de saúde pública, que precisa ser enfrentado pela sociedade. França reclamou do fato de a proposta ter sido a primeira a ser votada, quando o plenário da Conferência Nacional de Saúde ainda não estava cheio e era ocupado, na maioria, por representantes mobilizados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Esta é uma boa notícia a todos que defendem a dignidade da vida humana em todas as fase de sua realização. Esperamos que a Campanha da Fraternidade de 2008, produza também muitas ações em favor da Vida.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Por que o Aborto não Choca Tanto?
Temos lido e ouvido diversas noticias que nos chocam e nos deixam estarrecidos. Repetem-se os casos de mães que têm abandonado os filhos no mato, no lago, em rio, latas de lixo, etc. Além desses fatos chocarem, trazem até uma revolta na maioria das pessoas. Muitas vezes costuma-se até julgar tais mulheres, desejando a elas a pena de morte.
Os pais nunca são lembrados nesses julgamentos. Se eles estivessem juntos, aceitando os filhos, muito provavelmente as mães não tomariam tal atitude. Em todo caso, não há dúvidas que são situações gravíssimas que não podem ficar sem punição com orientação , uma punição corretiva.
Agora, porque é que o crime de aborto não é tão condenado e por que muitas pessoas, inclusive estudadas e esclarecidas defendem e querem legalizar o aborto?
Tenho certeza de que todos os que são favoráveis ao aborto condenaram com veemência essas mulheres que abandonaram os filhos. E qual é a diferença? Ficaram chocados porque essas crianças choraram? E aqueles milhares e milhões que são mortas dentro do útero por acaso não choram? Elas não gritam quando são espetadas com aqueles instrumentos cortantes que vão dizimando-as e arrancando-as aos pedaços? Nós não as ouvimos, mas elas até são ouvidas depois de tiradas e amontoadas em latões. Já assisti reportagens assim. Vejam o tamanho da hipocrisia de grande numero de pessoas do nosso país. Pensam certamente: o que os olhos não vêm, o que os ouvidos não ouvem o coração não sente. O que é feito escondido não escandaliza quase ninguém.
Abandonar crianças, sem dúvida, é extremamente grave, mas no meu modo de entender abortar é mais grave ainda porque as abandonadas puderam gritar mais alto e muitas foram salvas, enquanto que aquelas que foram agredidas covardemente em salas fechadas e sufocadas para não serem ouvidas, nunca têm chance. Nenhuma pôde ser salva. São torturadas e mortas por facínoras inescrupulosos. Muitos deles até fizeram juramento que defenderiam até as últimas conseqüências a vida humana.
As barbáries aumentam cada vez mais: seqüestros, assassinatos aos milhares, violências sexuais a maiores e menores, corrupções incontáveis e muitas outras. Nem assim, nada pior que o aborto.
Se fosse filmada alguma pessoa quebrando os ovinhos nos ninhos dos passarinhos, certamente ficaríamos revoltados porque deles nasceriam lindas aves. Por que se permite, então, tirar com violência as lindas crianças que estão crescendo nos ninhos do amor de Deus, que são os úteros das mães? Se imaginássemos os milhões de rostinhos sorridentes que iriam chegar, não ficaríamos mais omissos diante da tentativa insistente de muitos e péssimos governantes nossos que são a favor do aborto ou que pelo menos não se posicionam contra os famosos urubus de cima do muro.
É preciso lembrar aqui o exemplo de uma médica italiana, a bem aventurada, a mulher forte, Giovana Bereta Mola, que adoecida na gravidez do 4º filho, não hesitou em nenhum momento e afirmou com segurança: "entre a minha vida e a de minha filha, que ela seja preservada". E de fato dias após ter dado a luz em 1962 ela partia para a eternidade, deixando quatro crianças órfãs. Todos pensariam: de que adiantou ter mais uma e deixou as 4 sem mãe? Não seria melhor sacrificar uma para cuidar das outras três? Ela não esteve presente, mas o seu espírito forte, seu gesto de amor e de doação sempre ficaram presentes na vida do pai e de toda a família que se tornou muito mais unida e solidária. Um exemplo como esse é sem dúvida, muito mais forte do que a presença. Bem aventurada Giovana, reze a Deus por nós para que jamais se aprove no Brasil a lei do aborto.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
O Nascituro - Artigo de Dom Luciano Mendes
A quem cabe o direito de decidir? A Comissão Tripartite apresentou suas conclusões sobre a despenalização do aborto propondo o Projeto de Lei 1135/91 que estabelece no artigo 1º o 'direito' da mulher de recorrer ao aborto, com toda liberdade, durante os três primeiros meses de sua gravidez.
O debate sobre o aborto tem se estendido na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos deputados Federais em Brasília. A votação estava marcada para o 19 de outubro no Congresso Nacional e ainda não se realizou. Multiplicam-se, nestes últimos dias as mensagens aos deputados solicitando em nome da 'Campanha em defesa da vida' que votem contra o projeto da Lei que liberaliza o aborto.
São conhecidos os argumentos a favor da vida e contra a interrupção voluntária da gravidez Acaba também de circular pelo país uma série de considerações por parte da Organização não Governamental "Católicas pelo poder de decidir", que não correspondem, no entanto, à doutrina da Igreja Católica. Nesta publicação apresenta-se uma 'visão' teológica, católica e 'feminista'.
Com todo respeito, reconheço , o direito do grupo manifestar as próprias argumentações. Permito-me, no entanto, notar que todos conhecemos a posição católica que é clara e constante em favor da vida nascente, com firme rejeição do aborto provocado. Em discordância e numa outra perspectiva, a representante da ONG escreve suas reflexões, procurando que sejam compreendidas as mulheres que decidem interromper a gravidez.
Apresentam três argumentos:
- O primeiro refere-se à liberdade de decidir de acordo com a própria consciência. Quem assim julgasse deve ter presente que a pessoa humana não possui; autonomia absoluta em relação ao exercício da liberdade. A consciência deve ser reta e portanto, normada pelo bem objetivo. A autonomia plena levaria ao absurdo de decidir sem se orientar pelo bem objetivo, mas unicamente pela própria decisão que poderá ser arbitrária e totalitária.
- O segundo argumento alegado em favor da livre escolha da interrupção abortiva baseia-se no princípio do probabilismo, que em caso de dúvida sobre o que fazer aceita a liberdade de opção ('Ubi dubiun ibi libertas'). O princípio não se aplica pois se trata de uma dúvida superável e ninguém pode agir com risco de cometer um homicídio.
- Terceiro motivo aduzido é o direito das pessoas tomarem decisões com responsabilidade e elaborar seus projetos pessoais, mas há limites na aplicação deste direito; pois a decisão pessoal não pode ir contra a justiça, eliminando a vida do nascituro inocente e indefeso.
É importante que as futuras mães, diante de Deus, reconheçam os direitos e deveres que possuem, todo apreço que de nós merecem, e por outro lado saibam assumir com carinho, sacrifício e generosidade a vida que Deus lhes confia.
A sociedade que se fecha no individualismo fará leis egoístas e nunca compreenderá a beleza e a dignidade da vida.
Para acolher o nascituro, temos que aprender a amar.
*Dom Luciano Mendes de Almeida, sj
(Este artigo foi escrito por Dom Luciano dia 05 de novembro de 2005)
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Somos contra o aborto!

Eugenia
No século IX ac., Os bebês recém-nascidos de Esparta eram inspecionados por um ancião de sua tribo. Se tivessem qualquer deformidade ou fossem fracos, eram jogados num abismo chamado "Apothetai" ("as descartadas").
Em alguns países da nossa "civilização moderna", a legislação ainda permite a "Eugenia" - Na França esta em discussão no Conselho Nacional de Ética, projeto de lei que admite a eliminação de recem-nascidos com síndrome de Down.
Na última manifestação de repúdio - convocada pela Igreja Católica - Centenas de pessoas portadoras da trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down) portavam cartazes com os dizeres: "Olhem para nós e digam-nos, na cara, que não tínhamos o direito de nascer e de estar aqui para protestar contra esse parecer"
Isto exposto, veja o caso acontecido na Itália e relatado pela Agência Zenit de notícias:
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Aborto de feto saudável por erro: «a eugenia impõe suas leis»
Comentário de «L'Osservatore Romano» a um dramático caso ocorrido na Itália
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de agosto de 2007 (ZENIT.org
O jornal vaticano, na edição italiana que estará nas bancas nesta terça-feira, comenta o caso e o atribui à «cultura da perfeição, que impõe a exclusão de tudo o que não parece belo, resplandecente, positivo, cativante».
«E o que resta é o vazio, o deserto de uma vida sem conteúdos, ainda que estiver perfeit amente confeccionada», reconhece.
Um hospital italiano confirmou neste domingo que, durante um aborto seletivo por uma alteração cromossômica em um de dois gêmeos, a equipe médica a cargo da intervenção eliminou equivocadamente o feto saudável.
O hospital São Paulo, de Milão, explicou que se tratou de «uma terrível fatalidade», dado que os embriões, que estavam no terceiro mês de sua gestação, mudaram de posição na placenta antes da intervenção.
Segundo informou o hospital, os médicos conheciam só a posição do embrião enfermo, já que as ecografias realizadas antes da intervenção mostravam que ambos bebês eram morfologicamente iguais, pelo que não apresentavam diferença alguma.
Mas antes da intervenção, mudaram de posição e o feto saudável se situou no lugar que ocupava o gêmeo com a alteração cromossômica.
A polícia de Milão iniciou uma investigação para elucidar as circunstâncias do acontecimento, mas sem fazer referência a indagações nem a hipóteses de delito, segundo deram a conhecer a mídia local nesta segunda-feira.
Com o título «Não há direito», «L'Osservatore Romano» constata que no final «morreram duas meninas, assassinadas como conseqüência de um aborto seletivo».
«Uma decisão radical levou a repetir o aborto da irmãzinha que havia ficado com vida», a menina com síndrome de Down.
Mas ninguém, segundo o diário vaticano, «tem direito de eliminar outra vida. Nenhum homem tem direito de tomar o lugar de Deus. Por nenhum motivo».
«E, contudo, inocentes continuam morrendo. Suas palavras não pronunciadas, seus sorrisos nunca expressados, seus olhares nunca acolhidos, contiunuam suscitando desdém, ou ao menos as necessárias, profundas e sérias reflexões.»
«É uma decisão ilegítima, ainda que esteja autorizada pela lei, como acontece na Itália», acrescenta.
Comentando a notícia do aborto, o bispo Elio Sgreccia, presidente da Comissão Pontifícia para a Vida, fez um chamado a acolher toda vida humana.
«Só com este ato fundamental da parte de todas as pessoas interessadas, alcança-se a verdadeira serenidade, a verdadeira paz da consciência e o verdadeiro bem da sociedade», esclareceu nesta segunda-feira em declarações à «Rádio Vaticano».
«Temos de sentir-nos interpelados, todos, por este e por outros muitos casos que se repetem diariamente, para assumir um compromisso novo e diferente pelo respeito da vida humana desde o primeiro momento, pois estas criaturas têm a mesma dignidade que nós.»
«E no caso de que padeçam alguma enfermidade, simplesmente têm um motivo a mais para ser ajudadas», conclui.
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Caros irmãos, precisamos continuar pregando a dignidade e o respeito à vida em todas as suas instâncias. Que Deus nos ajude a vencer esse grande desafio!
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Marcela, Menina que Evangeliza!
Marcela de Jesus Ferreira completou seis meses de vida neste domingo, 20. Diagnosticada como anencefálica (sem cérebro) desde o quarto mês de gestação, ela contrariou as expectativas médicas e está sobrevivendo, e bem, com a mãe Cacilda, numa casa do bairro Marumbé (desde 18 de abril), em Patrocínio Paulista, na região de Ribeirão Preto.
O pai da menina e as irmãs continuam morando num sítio, a 18 quilômetros da cidade. "Vou cuidar dela até quando Deus quiser", diz a mãe Cacilda, que não esconde a sua alegria diária.
A pediatra Márcia Beani Barcellos, que a visita uma a duas vezes por semana, continua se surpreendendo e documenta o que acompanha para posterior publicação científica sobre casos de anencefalia. Ela, porém, fica furiosa quando algum colega de profissão opina sobre o caso de Marcela sem ao menos tê-la visto ou buscado informações sobre a menina.
"Em teoria, uma criança anencefálica não teria dor, fome, sentimento, frio, mas a Marcela prova justamente o contrário, pois ela tem frio, dor, sente a presença da mãe, chora quando tem desconforto, emite sons e respira um bom tempo sem o auxílio do aparelho de oxigênio", relata Márcia.
A pediatra lembra que a bebê só tem o tronco cerebral, que a mantém viva. "A medicina é uma ciência exata, mas muitas vezes não tem explicação, e o caso da Marcela é um caso raro." E a pediatra acrescenta: "Infelizmente ela não tem um prognóstico de viver, não será normal, mas tem vida e traz alegria para a família e é interessante conhecer o caso dela."Marcela tem anencefalia, mas não uma vida vegetativa, ou seja, não está entrevada no berço. Ela se movimenta e, mesmo que por instinto, sente o mundo que a circunda. "Ela pede colo, gosta de tomar banho", diz a médica Márcia, que é a favor da discriminação do aborto em casos de anencefalia, mas desde que a mãe faça a escolha se vai ou não seguir com a gestação."Quanto mais informação para a mãe que passa por isso, melhor, aí ela escolhe de acordo com a sua filosofia, religião, ciência", explica a pediatra, afirmando que fica triste com as opiniões de profissionais sérios, mas que não conhecem o caso da Marcela de perto. "Falam que ela não tem vida, não tem percepção, e vejo na prática que isso não é verdade, e fico chateada quando usam o caso da Marcela para defender ou criticar o aborto", destaca Márcia.
Marcela pesa atualmente quase 6 kg e mede 59 centímetros, e é alimentada com leite (90 ml a cada três horas), sucos de frutas (20 ml por vez) e papinha de legumes (20 ml, duas vezes ao dia). "Ela está gorda e grande", diz a mãe Cacilda, que comemorou os seis meses de vida da filha com a família."É uma alegria contínua, só agradeço a Deus", afirma ela, que também fica indignada com comentários contrários à situação da filha. Parentes, amigos e religiosos a visitam periodicamente e até um padre de Anápolis (GO) telefona esporadicamente, perguntando sobre a menina e abençoando-a.
Cacilda é uma católica fervorosa, mas, como diz a pediatra Márcia, ela é simples, tem a família organizada e também não faz apologias e nem espera um milagre no caso da filha. "Ela (Cacilda) é esclarecida, sabe dos problemas da filha, não é alienada", informa a médica.
"A mãe não é amargurada, triste ou solitária; está muito segura e só ela sabe o que a filha sente", completa Márcia.
domingo, 22 de abril de 2007
Lógica do Abortista
Este texto do Sr. Olavo de Carvalho, foi publicado no Jornal do Brasil e deixa bem claro os interêsses econômicos na aprovação de leis abortivas. Como sempre, os grifos são meus.
“ Nem a ciência nem a religião, afirma o editorial da Folha de S. Paulo do dia 15, podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida -- se na concepção, ao longo do desenvolvimento fetal ou no nascimento.”
A premissa está mal formulada, mas, supondo-se que seja verdadeira em essência, a conclusão que dela decorre para qualquer inteligência normal é a seguinte: Como ignoramos se o feto é um ser humano dotado de vida própria ou apenas uma peça do corpo da mãe, também não sabemos se retalhá-lo em pedaços é homicídio ou não; mas sabemos com certeza absoluta que, no presente estado de empate entre as duas possibilidades, todo aborto é uma aposta cega na inocência de um ato que tem cinqüenta por cento de chance de ser um homicídio. A própria existência da dúvida impõe, como dever moral incontornável, abster-se desse ato até que a dúvida seja dirimida, se é que algum dia o será.
Mas a conclusão da Folha é simetricamente inversa: “A única alternativa é deixar que o direito estabeleça o ponto, que será necessariamente arbitrário.” Ou seja: se ignoramos se o feto é gente ou não é, o legislador pode fazer com ele o que bem entenda. Correr ou não o risco de matar um possível ser humano é apenas uma questão de gosto.
É claro que o editorialista não tem a menor consciência da imoralidade do que escreveu. Para uma mente sã, qualquer conduta baseada numa dúvida é dúbia em si mesma; e ninguém tem direito à ação dúbia quando ela põe em risco uma possível vida humana. Mas seria demasiado exigir que cérebros formados num ambiente de artificialismo sufocante compreendessem uma coisa tão simples. Nada destrói mais completamente a intuição moral elementar do que o pedantismo “intelequituau” (para usar o termo do Reinaldo Azevedo) que é o estilo mental inconfundível daquele diário paulista.
Tentando adornar a enormidade com uma afetação de bons sentimentos, o jornal diz que sua preocupação é com as pobres mães que se sujeitam aos riscos do aborto ilegal. E explica: “Segundo a metodologia desenvolvida pelo Instituto Alan Guttmacher, centro de pesquisa de saúde reprodutiva e políticas públicas dos EUA, realizaram-se no Brasil 1,1 milhão de abortos clandestinos em 2005.”
Impressionante, não é mesmo? Só que Alan Gutmacher – isto a Folha não informa -- foi presidente da Planned Parenthood (PP). Seu instituto não é senão uma organização de fachada dessa entidade que comanda uma enorme rede de clínicas de aborto. Não é uma pura entidade científica. É parte interessada. Segundo: O médico Bernard Nathanson, um dos líderes do movimento abortista americano na década de 70, diz que a PP “é a organização mais perigosa dos Estados Unidos”. É o depoimento de um cúmplice arrependido: com a ajuda dele próprio, as organizações abortistas americanas falsificaram as estatísticas de abortos clandestinos, de menos de cem mil para mais de um milhão por ano, para forçar a legalização. Essa é a “metodologia” em que a Folha se apóia para enfeitar o absurdo com a falsidade. Diga-me em quem um jornal confia, e eu lhe direi se ele próprio é confiável.
domingo, 25 de março de 2007
Igreja de SP contra o Aborto

Esse Ato Ecumênico foi liderado pelo Padre Marcelo Rossi e contou com populares, religiosos e juristas que defendem a vida.
A Igreja não pode ficar passiva nestes momentos em que os interesses de certos grupos, propõem cada vez mais a destruição da vida em favor de uma suposta “liberdade de direitos” da mulher.
"A vida humana é um direito natural anterior ao Estado, que o mesmo deve reconhecer como direito fundamental”, defende a advogada Marília de Castro, coordenadora do Comitê Estadual da Campanha Nacional em Defesa da Vida.

