quarta-feira, 23 de maio de 2007
Marcela, Menina que Evangeliza!
Marcela de Jesus Ferreira completou seis meses de vida neste domingo, 20. Diagnosticada como anencefálica (sem cérebro) desde o quarto mês de gestação, ela contrariou as expectativas médicas e está sobrevivendo, e bem, com a mãe Cacilda, numa casa do bairro Marumbé (desde 18 de abril), em Patrocínio Paulista, na região de Ribeirão Preto.
O pai da menina e as irmãs continuam morando num sítio, a 18 quilômetros da cidade. "Vou cuidar dela até quando Deus quiser", diz a mãe Cacilda, que não esconde a sua alegria diária.
A pediatra Márcia Beani Barcellos, que a visita uma a duas vezes por semana, continua se surpreendendo e documenta o que acompanha para posterior publicação científica sobre casos de anencefalia. Ela, porém, fica furiosa quando algum colega de profissão opina sobre o caso de Marcela sem ao menos tê-la visto ou buscado informações sobre a menina.
"Em teoria, uma criança anencefálica não teria dor, fome, sentimento, frio, mas a Marcela prova justamente o contrário, pois ela tem frio, dor, sente a presença da mãe, chora quando tem desconforto, emite sons e respira um bom tempo sem o auxílio do aparelho de oxigênio", relata Márcia.
A pediatra lembra que a bebê só tem o tronco cerebral, que a mantém viva. "A medicina é uma ciência exata, mas muitas vezes não tem explicação, e o caso da Marcela é um caso raro." E a pediatra acrescenta: "Infelizmente ela não tem um prognóstico de viver, não será normal, mas tem vida e traz alegria para a família e é interessante conhecer o caso dela."Marcela tem anencefalia, mas não uma vida vegetativa, ou seja, não está entrevada no berço. Ela se movimenta e, mesmo que por instinto, sente o mundo que a circunda. "Ela pede colo, gosta de tomar banho", diz a médica Márcia, que é a favor da discriminação do aborto em casos de anencefalia, mas desde que a mãe faça a escolha se vai ou não seguir com a gestação."Quanto mais informação para a mãe que passa por isso, melhor, aí ela escolhe de acordo com a sua filosofia, religião, ciência", explica a pediatra, afirmando que fica triste com as opiniões de profissionais sérios, mas que não conhecem o caso da Marcela de perto. "Falam que ela não tem vida, não tem percepção, e vejo na prática que isso não é verdade, e fico chateada quando usam o caso da Marcela para defender ou criticar o aborto", destaca Márcia.
Marcela pesa atualmente quase 6 kg e mede 59 centímetros, e é alimentada com leite (90 ml a cada três horas), sucos de frutas (20 ml por vez) e papinha de legumes (20 ml, duas vezes ao dia). "Ela está gorda e grande", diz a mãe Cacilda, que comemorou os seis meses de vida da filha com a família."É uma alegria contínua, só agradeço a Deus", afirma ela, que também fica indignada com comentários contrários à situação da filha. Parentes, amigos e religiosos a visitam periodicamente e até um padre de Anápolis (GO) telefona esporadicamente, perguntando sobre a menina e abençoando-a.
Cacilda é uma católica fervorosa, mas, como diz a pediatra Márcia, ela é simples, tem a família organizada e também não faz apologias e nem espera um milagre no caso da filha. "Ela (Cacilda) é esclarecida, sabe dos problemas da filha, não é alienada", informa a médica.
"A mãe não é amargurada, triste ou solitária; está muito segura e só ela sabe o que a filha sente", completa Márcia.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Ascensão do Senhor!
Parece incoerente, mas seu afastamento humano, permite-nos entender a mensagem de como devemos proceder para sermos verdadeiros discípulos e discípulas de Jesus. Para melhor refletirmos, sugiro a leitura da pregação do Pe Raniero Cantalamessa sobre a Ascensão de Jesus.
Se não queremos que a Ascensão pareça mais um melancólico «adeus» que uma verdadeira festa, é necessário compreender a diferença radical que existe entre um desaparecimento e uma partida. Com a Ascensão, Jesus não partiu, não se «ausentou», só desapareceu da vista. Quem parte já não está; quem desaparece pode estar ainda ali, a dois passos, só que algo impede de vê-lo. No momento da ascensão, Jesus desaparece, sim, da vista dos apóstolos, mas para estar presente de outra forma, mais íntima, não fora, mas dentro deles. Acontece como na Eucaristia: enquanto a hóstia está fora de nós, nós a vemos, nós a adoramos; quando a recebemos, já não a vemos, desapareceu, mas para estar dentro de nós. Inaugurou-se uma presença nova e mais forte.
Mas surge uma objeção. Se Jesus já não está visível, como os homens farão para saber de sua presença? A resposta é: Ele quer tornar-se visível através de seus discípulos! Tanto no Evangelho como nos Atos dos Apóstolos, o evangelista Lucas associa estreitamente a Ascensão ao tema do testemunho: «Vós sois testemunhas dessas coisas» (Lc 24, 48). Esse «vós» assinala em primeiro lugar os apóstolos que estiveram com Jesus. Depois dos apóstolos, este testemunho, por assim dizer «oficial», isto é, ligado ao ofício, passa a seus sucessores, os bispos e os sacerdotes. Mas aquele «vós» se refere também a todos os batizados e aos crentes em Cristo. «Cada leigo -- diz um documento do Concílio -- deve ser ante o mundo testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus, e sinal do Deus vivo» (Lumen gentium, 38).
Tornou-se célebre a afirmação de Paulo VI: «Hoje há uma maior necessidade de testemunhas do que de mestres». É relativamente fácil ser mestre, bastante menos ser testemunha. De fato, o mundo está cheio de mestres, verdadeiros ou falsos, mas escasso de testemunhas. Entre os dois papéis existe a mesma diferença que existe, segundo o provérbio, entre a palavra e a ação... os fatos, segundo um refrão inglês, falam com mais força que as palavras.
A testemunha é quem fala com a vida. Um pai e uma mãe crentes devem ser, para os filhos, «as primeiras testemunhas da fé» (isso é pedido a eles pela Igreja a Deus, na bênção que acompanha o rito do matrimônio). Usemos um exemplo concreto. Neste período do ano, muitas crianças [e jovens] se aproximam da primeira comunhão e da confirmação. Uma mãe e um pai crentes podem ajudar seu filho a repassar o catecismo, explicar-lhe o sentido das palavras, ajudar-lhe a memorizar as respostas. Fazem algo belíssimo e oxalá fossem muitos os que o fizessem! Mas o que pensará a criança se, depois de tudo o que os pais disseram e fizeram por sua primeira comunhão, descuidam depois sistematicamente da Missa dos domingos, e nunca fazem o sinal da cruz nem pronunciam uma oração? Foram mestres, não testemunhas.
O testemunho dos pais não deve, naturalmente, limitar-se ao momento da primeira comunhão ou da confirmação dos filhos. Com seu modo de corrigir e perdoar o filho e de perdoar-se entre si, de falar com respeito dos ausentes, de comportar-se ante um necessitado que pede esmola, com os comentários que fazem em presença dos filhos ao ouvir as notícias do dia, os pais têm diariamente a possibilidade de dar testemunho de sua fé. A alma das crianças é um filme fotográfico. Tudo o que vêem e ouvem nos anos da infância se marca nele e um dia «se revelará» e dará seus frutos, bons e maus.
Fonte: Zenit
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Discurso do Papa aos Jovens no Pacaembú
Veja a íntegra do discurso do Papa aos jovens e como sempre, destacamosQueridos jovens! Queridos amigos e amigas!
"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres [...] Depois, vem e segue-me" (Mt.19,21).
Desejei ardentemente encontrar-me convosco nesta minha primeira viagem à América Latina. Vim para abrir a V Conferência do Episcopado Latino-americano que, por meu desejo, vai realizar-se em Aparecida, aqui no Brasil, no Santuário de Nossa Senhora. Ela nos coloca aos pés de Jesus para aprendermos suas lições sobre o Reino e impulsionar-nos a ser seus missionários, para que os povos deste “Continente da Esperança” tenham, n’Ele, vida plena. Os vossos Bispos do Brasil, na sua Assembléia Geral do ano passado, refletiram sobre o tema da evangelização da juventude e colocaram em vossas mãos um documento. Pediram que fosse acolhido e aperfeiçoado por vós durante todo o ano. Nesta última Assembléia retomaram o assunto, enriquecido com vossa colaboração, e desejam que as reflexões feitas e as orientações propostas sirvam como incentivo e farol para vossa caminhada. As palavras do Arcebispo de São Paulo e do encarregado da Pastoral da Juventude, as quais agradeço, bem atestam o espírito que move a todos vocês. Ontem pela tarde, ao sobrevoar o território brasileiro, pensava já neste nosso encontro no Estádio do Pacaembu, com o desejo de dar um grande abraço bem brasileiro a todos vós, e manifestar os sentimentos que levo no íntimo do coração e que, bem a propósito, o Evangelho de hoje nos quis indicar. Sempre experimentei uma alegria muito especial nestes encontros. Lembro-me particularmente da Vigésima Jornada Mundial da Juventude, que tive a ocasião de presidir há dois anos atrás na Alemanha. Alguns dos que estão aqui também lá estiveram! É uma lembrança comovedora, pelos abundantes frutos da graça enviados pelo Senhor. E não resta a menor dúvida que o primeiro fruto, dentre muitos, que pude constatar foi o da fraternidade exemplar havida entre todos, como demonstração evidente da perene vitalidade da Igreja por todo o mundo. Pois bem, caros amigos, estou certo de que hoje se renovam as mesmas impressões daquele meu encontro na Alemanha. Em 1991, o Servo de Deus o Papa João Paulo II, de venerada memória, dizia, na sua passagem pelo Mato Grosso, que os “jovens são os primeiros protagonistas do terceiro milênio [...] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade” (Discurso 16/10/1991). Hoje, sinto-me movido a fazer-lhes idêntica observação. O Senhor aprecia, sem dúvida, vossa vivência cristã nas numerosas comunidades paroquiais e nas pequenas comunidades eclesiais, nas Universidades, Colégios e Escolas e, especialmente, nas ruas e nos ambientes de trabalho das cidades e dos campos. Trata-se, porém, de ir adiante. Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caiba sempre mais amor, mais bondade, mais compreensão pelos nossos semelhantes e pelos problemas que envolvem não só a convivência humana, mas também a efetiva preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte. “Nossos bosques têm mais vida”: não deixeis que se apague esta chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em vossos lábios. A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando.
Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus. Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida. A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente? Logo entendemos, na formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende. Em outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ela está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão. A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, ao contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e conseqüentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente? Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude. Antes, porém, de dar sua resposta, Jesus questiona a pergunta do jovem num aspecto muito importante: por que me chamas de bom? Nesta pergunta se encontra a chave da resposta. Aquele jovem percebeu que Jesus é bom e que é mestre. Um mestre que não engana. Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo. Jesus nos garante que só Deus é bom. Estar aberto à bondade significa acolher Deus. Assim Ele nos convida a ver Deus em todas as coisas e em todos os acontecimentos, mesmo lá onde a maioria só vê a ausência de Deus. Vendo a beleza das criaturas e constatando a bondade presente em todas elas, é impossível não crer em Deus e não fazer uma experiência de sua presença salvífica e consoladora. Se nós conseguíssemos ver todo o bem que existe no mundo e, ainda mais, experimentar o bem que provém do próprio Deus, não cessaríamos jamais de nos aproximar dele, de O louvar e Lhe agradecer. Ele continuamente nos enche de alegria e de bens. Sua alegria é nossa força. Mas nós não conhecemos senão de forma parcial. Para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela catequese. Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus. Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.
Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos. Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus.
E vós, jovens do Brasil e da América Latina? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade? Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade. Muitas vezes sentimos trepidar nossos corações de pastores, constatando a situação de nosso tempo. Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registramos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida. Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus. Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher despreparados para os desafios reais de uma correta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais atuantes em todos os níveis. Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano. Definitivamente, existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivo de exclusão, mas de recíproco enriquecimento. Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse-á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo. Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um. “Por amor do reino dos céus” (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, “exímio dom da graça”, como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr. Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens.
Por isso, abençôo e invoco a proteção divina a todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. “A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si” (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5). Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.
O Evangelho nos assegura que aquele jovem, que veio correndo ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus lhe deu tal valor que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra. Mas o Evangelho nos refere que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio nos faz refletir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza. Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida? Em outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta. Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4). Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada. Queridos jóvenes, dentro de poco inauguraré la Quinta Conferencia del Episcopado Latinoamericano. Os pido que sigáis con atención sus trabajos; que participéis en sus debates; que recéis por sus frutos. Como ocurrió con las Conferencias anteriores, también ésta marcará de modo significativo los próximos diez años de Evangelización en América Latina y en el Caribe. Nadie debe quedar al margen o permanecer indiferente ante este esfuerzo de la Iglesia, y mucho menos los jóvenes. Vosotros con todo derecho formáis parte de la Iglesia, la cual representa el rostro de Jesucristo para América Latina y el Caribe.
Je salue les francophones qui vivent sur le Continent latino-américain, les invitant à être des témoins de l’Évangile et des acteurs de la vie ecclésiale. Ma prière vous rejoint tout particulièrement, vous les jeunes, vous êtes appelés à construire votre vie sur le Christ et sur les valeurs humaines fondamentales. Que tous se sentent invités à collaborer pour édifier un monde de justice et de paix.
Dear young friends, like the young man in the Gospel, who asked Jesus “what must I do to have eternal life?”, all of you are searching for ways of responding generously to God’s call. I pray that you may hear his saving word and become his witnesses to the people of today. May God pour out upon all of you his blessings of peace and joy.
Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
O Papa Bento esclarece a que veio!

"...promover o respeito pela vida, desde sua concepção até sua declinação natural, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados".
Anunciou ainda que a Igreja "não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família - como célula mãe da sociedade; da juventude - cuja formação constitui um fator decisivo para o futuro de uma Nação; e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas".
Para os irmãos brasileiros, estas palavras são suficientes para fortalecer nossa caminhada rumo a uma evangelização consciente e objetiva.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Reportagem sobreo Diaconato Permanente na UOL
Poucas vezes as reportagens são feitas com coerência e retratando a realidade.
Para ler, clique no título desta notícia.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Contribuições da Igreja no Brasil para a CELAM em Aparecida
Comvém a nós diáconos, humildes servidores, conhecermos o pensamento da Igreja no Brasil sobre diversos aspectos da realidade deste mundo tão globalizado.
Fonte: CNBB
Para ler o documento, clique no título desta notícia.
Os Tres Desafios do Mundo Globalizado

O Papa apresenta três pontos: ambiente e desenvolvimento sustentável, respeito aos direitos (dignidade) das pessoas e o perigo de se perderem os valores espirituais.
No primeiro desafio, declara que “a comunidade internacional reconhece que os recursos do mundo são limitados e que cada povo tem o dever de aplicar políticas orientadas à proteção do meio ambiente. A destruição desse patrimônio natural cujos frutos são necessários para o bem da humanidade.” Como sabemos da experiência de participar do dia a dia da luta contra a destruição da natureza e da recente Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia, o Papa esclarece que “deve-se prestar especial atenção ao fato de que os países mais pobres são aqueles que parecem destinados a pagar o preço mais alto pela deterioração ecológica”.
Por isso, adverte, “um desenvolvimento que se limitasse ao aspecto tecnológico e econômico, descuidando a dimensão moral e religiosa, não seria um desenvolvimento humano integral e, ao ser unilateral, terminará fomentando a capacidade destrutiva do homem”.
A solução proposta pelo Papa é a de se exigir uma relação responsável não só com a criação, mas também com nosso próximo, próximo e distante, no espaço e no tempo, e com o Criador.
O respeito pela pessoa humana é o segundo desafio apresentado pelo Servo dos Servos: “se os seres humanos não são vistos como pessoas, homem e mulher, criados à imagem de Deus, dotados de uma dignidade inviolável, será muito difícil alcançar uma plena justiça no mundo”.
Continua o Papa: “Apesar do reconhecimento dos direitos da pessoa em declarações internacionais e em documentos legais, é necessário avançar muito para assegurar que este reconhecimento tenha conseqüências sobre os problemas globais.”
O terceiro desafio é o desmoronamento dos valores do espírito, suscitado pela sociedade tecnológica e alavancado por preocupações econômicas, onde os bens materiais se sobrepõem aos espirituais. “Ao contrário dos bens que podem ver-se, os bens espirituais, como o conhecimento e a educação, são indivisíveis, e quanto mais se compartilham, mais se possuem”, continua o bispo de Roma.
“A globalização provocou um aumento da interdependência dos povos, com suas diferentes tradições, religiões e sistemas de educação. Isso significa que os povos do mundo, em virtude de suas diferenças, estão continuamente aprendendo um do outro e chegando a um contato muito maior.”
Bento XVI, um Papa de uma produção intelectual que surpreende a cada dia, destaca ainda que: “Para enfrentar positivamente estes desafios, é urgentemente necessária uma justa igualdade de oportunidades, especialmente no campo da educação e da transmissão do conhecimento”, lamentando que “a educação, especialmente a fundamental, continua sendo dramaticamente insuficiente em muitas partes do mundo”.
O Papa conclui que para se enfrentar esses três desafios, exige-se amor ao próximo (vida e dignidade humana), amor na família (fundada por homem e mulher) e a caridade (justiça social).
Caros irmãos de vocação diaconal, estes elementos pregamos diariamente em nossos serviços pastorais. O mundo globalizado apresenta desafios que juntos, bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos que entenderam a mensagem evangélica de Cristo, precisam ser vencidos com nosso empenho e com muito amor.
Fonte: Zenit
quinta-feira, 3 de maio de 2007
11 de Maio será ponto facultativo!
CNBB tem novo presidente

terça-feira, 1 de maio de 2007
Reflexão Pós Dia do Trabalho!
O diácono, além da família e da vocação diaconal, encontra no mundo do trabalho uma de suas dimensões de vida. Convém refletir com nossos grupos o que vem acontecendo em nossa sociedade.
O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.
E colheu o trigo ela mesma.
"Não, eu vou comer os cinco pães sozinha".
Homilia de Posse de Dom Odilo
Disponibilizamos para os colegas que normalmente visitam este blog, a íntegra da homilia de posse do novo arcebispo de São Paulo. Como sempre,destacamos alguns pontos que poderão servir de reflexão para nossa caminhada diaconal.Queridos e muito amados Irmãos e Irmãs no Senhor!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!Agradeço ao Papa Bento XVI pela confiança em mim depositada ao me entregar a missão de pastorear a Arquidiocese de São Paulo.
Capela do Papa em Aparecida
Todos os ambientes em que o Papa Bento XVI estará em sua visita ao Brasil, têm como primeiro objetivo a simplicidade. Mesmo assim, alguns “designers” realizam produções para realçar certos pontos do ambiente.Exemplo disto, vemos nesta foto da Capela em Aparecida, onde o Papa poderá fazer suas orações pessoais. Na foto vemos o Padre Gilson Maia e Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida.
Posse de Dom Odilo 1
“A Igreja e suas organizações estão a serviço da comunidade humana e onde houver pés a lavar, fomes a saciar, lágrimas a enxugar e dores a aliviar, ali está empenhada a missão da Igreja; ali deverão estar servindo igualmente os discípulos de Jesus.”Este é um dos pontos colocados no último domingo dia 29 de abril, por ocasião da cerimônia de posse do 7º arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, 57anos.
Estiveram presentes os bispos auxiliares da Arquidiocese, bispos das mais diversas cidades do país, líderes de outras confissões religiosas, padres, diáconos, religiosos e religiosas, coordenadores de movimento, autoridades civis e um grande número de fiéis leigos, totalizando cerca de três mil e quinhentas pessoas.
Contemplamos um momento de elevada importância para a Igreja no Brasil, pois Dom Odilo, apesar de “jovem” para os padrões episcopais, demonstrou enorme capacidade administrativa e pastoral em todas as áreas em que atuou.
Dom Odilo convidou todos os fiéis a perseverarem “na realização da obra de Jesus Cristo, cada um em sua comunidade e na vocação que Deus lhe deu”. O convite ao trabalho foi feito a todos, independente de sua situação, leigo ou consagrado, o empenho deve ser integral.
Ele continua:”convido todos a irradiarem a alegria da fé e da pertença à igreja, através do testemunho de uma vida santa.”
Que a Paz do Cristo Ressuscitado esteja sempre na vida de todos nós.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Bispo confirma: aborto é crime horrível!
A tentativa de legalização do aborto é fruto da arbitrariedade e da prepotência.
"O embrião ou feto é vida humana em processo como a minha e como a sua" diz o Bispo em sua matéria.
"Supõe-se que os dirigentes de uma nação tenham suficiente discernimento para resguardarem os direitos fundamentais do ser humano e suficiente formação moral para discernirem entre o bem e o mal", afirma aida Dom Eduardo.
Eis uma iniciativa que precisamos assumir como cristãos, seguidores de Cristo. Nós diáconos permanentes, homens casados e com família, sabemos da importância do amor que uma criança precisa desde sua concepção. É lamentável que pessoas que se julgam inteligentes e cultas, não entendam a importância de se preservar a dignidade da vida humana em todas as suas dimensões.
Precisamos cada dia de mais cristãos que opinem e que preguem a esses "homens de cabeça dura", os princípios evangélicos de amor ao próximo, mesmo nos primeiros instantes de sua existência.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Posse do Novo Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Recebemos o Convite para a Posse de Dom Odilo conforme segue:
"A Arquidiocese de São Paulo tem a honra de convidar
os senhores Bispo, Sacerdotes, Diáconos,
Religiosos e Religiosas, irmãos de outras Confissões Religiosas,
as Autoridades Civis e Militares e
todo o Povo de Deus para a
solene Missa de Posse de
Dom Odilo Pedro Scherer,
como 7º Arcebispo Metropolitano.
Data: 29 de abril de 2007
Horário: 15 horas
Local: Catedral Metropolitana da Sé."
Foto1 : cortesia de "O São Paulo"
domingo, 22 de abril de 2007
Lógica do Abortista
Este texto do Sr. Olavo de Carvalho, foi publicado no Jornal do Brasil e deixa bem claro os interêsses econômicos na aprovação de leis abortivas. Como sempre, os grifos são meus.
“ Nem a ciência nem a religião, afirma o editorial da Folha de S. Paulo do dia 15, podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida -- se na concepção, ao longo do desenvolvimento fetal ou no nascimento.”
A premissa está mal formulada, mas, supondo-se que seja verdadeira em essência, a conclusão que dela decorre para qualquer inteligência normal é a seguinte: Como ignoramos se o feto é um ser humano dotado de vida própria ou apenas uma peça do corpo da mãe, também não sabemos se retalhá-lo em pedaços é homicídio ou não; mas sabemos com certeza absoluta que, no presente estado de empate entre as duas possibilidades, todo aborto é uma aposta cega na inocência de um ato que tem cinqüenta por cento de chance de ser um homicídio. A própria existência da dúvida impõe, como dever moral incontornável, abster-se desse ato até que a dúvida seja dirimida, se é que algum dia o será.
Mas a conclusão da Folha é simetricamente inversa: “A única alternativa é deixar que o direito estabeleça o ponto, que será necessariamente arbitrário.” Ou seja: se ignoramos se o feto é gente ou não é, o legislador pode fazer com ele o que bem entenda. Correr ou não o risco de matar um possível ser humano é apenas uma questão de gosto.
É claro que o editorialista não tem a menor consciência da imoralidade do que escreveu. Para uma mente sã, qualquer conduta baseada numa dúvida é dúbia em si mesma; e ninguém tem direito à ação dúbia quando ela põe em risco uma possível vida humana. Mas seria demasiado exigir que cérebros formados num ambiente de artificialismo sufocante compreendessem uma coisa tão simples. Nada destrói mais completamente a intuição moral elementar do que o pedantismo “intelequituau” (para usar o termo do Reinaldo Azevedo) que é o estilo mental inconfundível daquele diário paulista.
Tentando adornar a enormidade com uma afetação de bons sentimentos, o jornal diz que sua preocupação é com as pobres mães que se sujeitam aos riscos do aborto ilegal. E explica: “Segundo a metodologia desenvolvida pelo Instituto Alan Guttmacher, centro de pesquisa de saúde reprodutiva e políticas públicas dos EUA, realizaram-se no Brasil 1,1 milhão de abortos clandestinos em 2005.”
Impressionante, não é mesmo? Só que Alan Gutmacher – isto a Folha não informa -- foi presidente da Planned Parenthood (PP). Seu instituto não é senão uma organização de fachada dessa entidade que comanda uma enorme rede de clínicas de aborto. Não é uma pura entidade científica. É parte interessada. Segundo: O médico Bernard Nathanson, um dos líderes do movimento abortista americano na década de 70, diz que a PP “é a organização mais perigosa dos Estados Unidos”. É o depoimento de um cúmplice arrependido: com a ajuda dele próprio, as organizações abortistas americanas falsificaram as estatísticas de abortos clandestinos, de menos de cem mil para mais de um milhão por ano, para forçar a legalização. Essa é a “metodologia” em que a Folha se apóia para enfeitar o absurdo com a falsidade. Diga-me em quem um jornal confia, e eu lhe direi se ele próprio é confiável.
Onde ficarão os Diáconos?

pergunto então: E OS LUGARES RESERVADOS PARA OS DIÁCONOS? ONDE SERÁ? pelo menos na imagem virtual publicada não se vê lugares reservados para os Diáconos."
São Paulo aprova feriado na Visita do Papa

O projeto de lei do vereador Domingos Dissei (DEM) começou a tramitar na Câmara no começo de fevereiro. Ele prevê que os paulistanos folguem nos dias de missas ou outros encontros de livre acesso. No caso da visita de Bento XVI, a regra poderá ser aplicada na sexta-feira 11 de maio. No dia será realizada uma missa campal para canonização de Frei Galvão.
De acordo com a assessoria do vereador, não será decretado feriado no encontro do Papa com os jovens no Pacaembu, na quinta-feira 10 de maio. A diferença de tratamento entre os dois eventos se deve à necessidade de convites para participação na celebração com os jovens. São esperados 37 mil católicos dentro do estádio e um público de até 300 mil no entorno da Praça Charles Miller.
Fonte: G! globo.com
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Tu me amas?
sobre a necessidade dos discípulos insistirem na realidade da ressurreição de Cristo.
Este é, de fato, o ensinamento que se deduz da passagem evangélica, que a ressurreição de Jesus não é só um modo de falar, mas que ressuscitou, em seu verdadeiro corpo.
«Nós comemos e bebemos com Ele depois de sua ressurreição dos mortos», dirá Pedro nos Atos dos Apóstolos, referindo-se provavelmente precisamente a este episódio (Atos 10, 41).
À cena de Jesus que come com os apóstolos o peixe assado nas brasas, segue o diálogo entre Jesus e Pedro. Três perguntas: «Tu me amas?»; três respostas: «Tu sabes que te amo»; três conclusões: «Apascenta minhas ovelhas!».
Com estas palavras, Jesus confere de fato a Pedro - e segundo a interpretação católica, a seus sucessores - a tarefa de supremo e universal pastor do rebanho de Cristo.
O que mais comove desta página do Evangelho é que Jesus permanece fiel à promessa feita a Pedro, apesar de que Pedro havia sido infiel à promessa feita a Jesus de não o trair jamais, ainda à custa da vida (Mateus 26,35).
A tripla pergunta de Jesus se explica com o desejo de dar a Pedro a possibilidade de suprimir sua tripla negação durante a Paixão. Deus dá sempre aos homens uma segunda possibilidade; freqüentemente uma terceira, uma quarta e infinitas possibilidades.
Não expulsa as pessoas de seu livro no primeiro erro. O que ocorre então? A confiança e o perdão do Mestre fizeram de Pedro uma pessoa nova, forte, fiel até a morte. Ele apascentou o rebanho de Cristo nos difíceis momentos de seus inícios, quando era necessário sair da Galiléia e lançar-se aos caminhos do mundo. Pedro será capaz de manter, finalmente, sua promessa de dar a vida por Cristo.
Se aprendêssemos a lição contida na forma de atuar de Cristo com Pedro, dando confiança a alguém depois de que ter errado uma vez, quantas pessoas menos fracassadas e marginalizadas haveria no mundo!
O diálogo entre Jesus e Pedro deve ser trasladado à vida de cada um de nós. Santo Agostinho, comentando esta passagem evangélica, diz: «Interrogando Pedro, Jesus interrogava também cada um de nós». A pergunta: «Tu me amas?» dirige a cada discípulo.
O cristianismo não é um conjunto de doutrinas e de práticas; é algo muito mais íntimo e profundo. É uma relação de amizade com a pessoa de Jesus Cristo. Muitas vezes, durante sua vida terrena, havia perguntado às pessoas: «Crês?», mas nunca: «Tu me amas?». Ele o faz só agora, depois de que, em sua paixão e morte, deu a prova do quanto nos amou.
Jesus faz que o amor por Ele consista em servir os demais: «Tu me amas? Apascenta minhas ovelhas». Não quer ser Ele quem receba os frutos desse amor, mas quer que sejam suas ovelhas. Ele é o destinatário do amor de Pedro, mas não é o beneficiário.
É como se lhe dissesse: «Considero feito a mim o que farás por meu rebanho». Também nosso amor a Cristo não deve ficar em um fato intimista e sentimental, mas deve expressar-se no serviço aos demais, em fazer o bem ao próximo.
E nós, homens consagrados ao serviço, será que vivenciamos esta realidade proposta por Jesus? Em nosso relacionamento com nossos irmãos ordenados ou no dia a dia dos serviços na comunidade, queremos os frutos de nosso trabalho ou os oferecemos ao rebanho?
É tempo de repensarmos nossas atitudes, pois precisamos vivenciar o que pregamos!
Fonte: baseado numa pregação do Padre Cantalamessa
Evolução na Teologia do Limbo
20/04/2007 - 13h17
Vaticano abole o limbo e abre portas do paraíso aos bebês
CIDADE DO VATICANO - Os teólogos do Vaticano estão convencidos, após vários meses de reflexão, que o limbo não existe e que as criancinhas mortas sem o sacramento do batismo vão diretamente para o paraíso.
Um documento da comissão teológica pontifical teve alguns extratos publicados no site da agência Catholic News Service (CNS) mas ainda não foi divulgado pelo Vaticano, apesar de pronto há várias semanas - precisou à AFP um integrante da comissão, o arcebispo de Dijon (França) Roland Minnerath.
O texto foi aprovado com a concordância do papa Bento 16, informou o secretariado deste órgão consultivo da cúria, precisando, no entanto, que as conclusões não têm valor de dogma.
A idéia do limbo, uma espécie de terra de ninguém, onde a tradição católica colocava os pequeninos sem batismo, reflete "uma visão muito restrita da salvação", explicaram teólogos que trabalham no assunto desde novembro de 2005.
A hipótese da existência do limbo, relacionada à concepção cristã da Salvação, foi transmitida pelo teólogo santo Agostinho, morto no ano 430.
Fonte: AFP Internacional
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Nota para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Apuramos pela nota da CNBB, que a Igreja assume uma posição definida com relação à alteração da maioridade penal para punição de crimes. A justificativa é clara: o atual sistema penitenciário não corrige ninguém, nem os maiores e muito menos os menores infratores. Antes de se alterar a maioridade, é preciso revisar toda o sistema de correção penal. Esta é uma medida que afetaria toda a estrutura carcerária do país e isto é demorado e não rende votos nem poder a curto prazo!
As Pastorais Sociais e os Organismos Vinculados à Comissão da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, reunidos em Brasília nos dias 16 e 17 de abril de 2007, manifestam sua posição contrária à proposta de emenda constitucional que prevê a redução da maioridade penal que tramita na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado Federal.
Neste momento em que também o Senado Federal pensa em deliberar sobre uma Legislação mais rigorosa para os adolescentes em conflito com a lei, ampliando o tempo de internação dos mesmos, solicitamos a retirada de pauta da referida proposta e que seja promovido um amplo debate não apenas com os parlamentares mas com todas as forças vivas da sociedade, no sentido de aprofundar a realidade do atual sistema, no qual a ampliação do tempo de internação poderá contribuir, sobretudo para o agravamento da criminalidade no país.
A Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz apresenta alternativas concretas para se aprimorar o sistema corretivo. Esperamos que ainda existam políticos interessados em mudar as bases e que entendam a pobreza da formação familiar e educacional de nossos jovens.
Veja o texto completo no site da CNBB, clicando no título deste artigo.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Nação de Extremistas!
Uma nação de extremistas
Olavo de CarvalhoJornal do Brasil, 12 de abril de 2007
Já se tornou prática geral da nossa mídia, quase uma norma de redação, carimbar como “extremista de direita”, sugerindo a conveniência de excluí-lo do debate decente, quem quer que se oponha ao abortismo, à eutanásia, à lei da mordaça gay , ao desarmamento civil, ao neo-racismo anti-racista e a outros itens do cardápio jurídico-moral servido às nações pelos autonomeados governantes do mundo.
Acontece que, segundo vêm mostrando repetidamente as pesquisas do Datafolha, a maioria do povo brasileiro se inclui precisamente nessa categoria. Mais de sessenta por cento dos nossos compatriotas vêem com mal disfarçada hostilidade os novos padrões de conduta que o governo, os jornais, a TV, o cinema e as escolas lhes querem impor como normativos e obrigatórios.
Em contrapartida, se somarmos todos os jornalistas, intelectuais, ativistas, ongueiros, empresários, banqueiros, políticos e burocratas que escolhem as opiniões aprovadas e condenadas, não obteremos um por cento da população nacional. Vamos portanto entrando num novo tipo de democracia, em que uma elite minúscula, montada no poder do dinheiro, do ativismo e da propaganda, marginaliza e criminaliza a maioria, sempre a pretexto de libertá-la das trevas da ignorância e conduzi-la ao paraíso da igualdade, da não-discriminação e dos direitos humanos.
A diferença é que essa minoria se reúne, se adestra, se organiza, suga e junta recursos, ocupa espaços, acumula poder e age sem parar. A maioria, amorfa e dispersa, a tudo assiste, boquiaberta e passiva, às vezes desejando reagir mas sem saber nem por onde começar.
A minoria não aceita contradição. Quando frustrada nas suas exigências, entende isso como recuo tático provisório, voltando à carga depois de algumas semanas. A maioria, justamente porque percebe a absurdidade das pretensões minoritárias, apega-se à esperança suicida de que tudo seja uma moda passageira, sem saber que se trata de uma estratégia abrangente preparada ao longo de mais de setenta anos sob o patrocínio de algumas das maiores fortunas do universo e calculada para desembocar na utopia de Herbert George Wells: o “mundo planejado”. Embora os preparativos para essa maravilha sejam abertos, públicos e fartamente documentados, convencionou-se que mencioná-los é “teoria da conspiração”, rótulo infamante que ninguém quer atrair sobre si.
Para completar, a minoria ambiciosa é totalmente desprovida de escrúpulos, não hesitando em falsificar estatísticas em massa, suprimir os fatos adversos, calar pelo boicote e pela intimidação as vozes discordantes e paralisar o adversário por meio de chantagem emocional, fazendo-se de vítima perseguida e clamando por socorro policial cada vez que ouve a palavra “mas”. A maioria, apegada aos resíduos de uma civilização milenar, ainda acredita estar diante de pessoas razoáveis e cordatas, das quais é possível obter concessões mediante argumentação e diálogo. Anestesiada por essa crença ilusória, vai ela própria fazendo concessão em cima de concessão, até o dia em que nada mais lhe restará para conceder, porque tudo lhe terá sido tomado.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/070412jb.html
sexta-feira, 13 de abril de 2007
BíbliaXHomossexualismo
Pela minha fé, não aceito esse tipo de argumento, contudo, existem pessoas que tem a capacidade e o conhecimento que permitem comprovar pela razão, o que acreditamos pela fé.
Leia a íntegra do documento de Dom Estevão Bettencourt no site do Professor Felipe Aquino: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0042
Acolher o pecador porém combater o pecado!
Parabéns a você: Papa faz 80 anos!
O Papa, o Brasil e a Teologia da Libertação!
O cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena e membro da Congregação para a Doutrina da Fé, informou na sexta feira 13, que a Teologia da Libertação será discutida pelo Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil (provavelmente na 5ª Conferência).
O cardeal relacionou a frase do livro do Papa, "Jesus de Nazaré": nenhum reino deste mundo é o reino de Deus como referência à Teologia da Libertação.
Mais polêmica a vista: o Livro do Papa

O primeiro livro do papa Bento XVI desde quando eleito em 2005, foi lançado nesta sexta feira 13 de abril, em Roma. A obra é dedicada à figura de Jesus de Nazaré e foi definida pelo Pontífice como 'a expressão da minha pesquisa pessoal sobre o' perfil de Cristo''. 'Por ele, cada um é livre para me contradizer. Peço apenas às leitoras e leitores certa antecipação de simpatia sem a qual não há compreensão alguma', escreveu o Papa. No livro, chamado 'Jesus de Nazaré', Bento XVI critica 'a ideologia do êxito e do bem-estar' em uma passagem do capítulo sobre a oração Pai Nosso, ao analisar a frase 'livrai-nos do mal'. Toda a história do Deus que morre e renasce 'aconteceu de fato'. 'Jesus não é um mito, é um homem feito de carne e sangue, uma presença real na história', escreve o Papa em seu livro. O cristianismo, enfatizou, não é 'falsa bondade', é 'a nova bondade' de Deus. O papa ainda disse que 'sem um morrer, sem o naufrágio do que é somente nosso, não existe comunicação com Deus, não há redenção'. 'A grande promessa de Jesus: dar vida em abundância' é uma das frases principais do Pontífice em seu livro e se refere às grandes figuras do Evangelho de João, do qual o Papa faz sua interpretação do mistério da Eucaristia.
Fonte: site CNBB
Caros amigos, este é um Papa octogenário com a disposição de um garoto de 25 anos!
Se vocês pensam que é fácil ser católico, preparem-se. A exemplo do Cristo, o Papa não é um homem acomodado. Ele está mexendo com a tendência de querer "modernizar e descartar " tudo e assume posturas que poucos teriam coragem de assumir.
A imprensa "inteligente" logo pegará trechos deste livro e fará grandes manchetes sensacionalistas. Como consagrados, precisamos adotar posturas coerentes com o Evangelho de Jesus Cristo, da Tradição e do Magistério.
Acredito que com muita fé, oração e estudo, estaremos preparados para mais esse momento importante de nossa Igreja.
Tecnologia Digital a serviço da Igreja

Na missa, que será presidida por Bento XVI, o maestro Ricardo Mielli será o coordenador da música na liturgia da missa de canonização.
Fonte: G1 - globo.com
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Quem é Bento XVI?
Diretoria da CRD Sul 1 - Calendário de Atividades
Participaram da reunião como convidados, Frei Benedito e Lazinho (Franca), Diác. Benedito (Mogi Guaçu), Diác. Zanchetta e esposa Maria de Fátima (Arquidiocese de São Paulo) que vieram apresentar a atual situação do diaconado da Arquidiocese paulistana, agendando reunião para a participação do Diácono Zaia, Tesoureiro da CRD, na próxima reunião dos Diáconos daquela região.
A novidade do calendário fica por conta da participação da Romaria Estadual dos Diáconos
e esposas a Aparecida, em apenas um dia, sendo que os encontros de formação serão
realizados por Províncias Eclesiásticas, à partir de janeiro de 2008.
Confira abaixo:
* 19/05, sábado, 09h: Reunião da Diretoria da CRD Sul 1 – Pirassununga.
* 21/07, sábado: Reunião do Conselho Consultivo da CRD Sul – Reunião de esposas de Diáconos
– Pirassununga, 09h as 12h.
* 15/09, sábado: Reunião da Diretoria da CRD Sul 1 com Conselho Fiscal e Econômico – Pirassununga, 09h.
* 02/12: Romaria dos Diáconos e esposas da CRD Sul 1 a Aparecida. Concentração às 07h30,
Missa às 08h e Reza do Terço às 10h30.
Fonte: O servo boletim da CRD Sul 1
Papa questiona teoria da evolução de Charles Darwin

Igreja confirma Sobel no encontro com o Papa
Dom Pedro disse que os organizadores do encontro ficaram de sobreaviso para o caso da comunidade judaica indicar o nome de outro participante. "A comunidade judaica até agora não mudou. A gente acredita que não vai mudar. Eles estão dando a entender que está confirmada a presença dele", comentou.
Esta atitude dos organizadores do evento, confirma o bom relacionamento entre os representantes das duas religiões. "Quem está junto tem que estar junto nos momentos bons e nos difíceis", resumiu.
Fonte: G1-globo.com
terça-feira, 3 de abril de 2007
Solidariedade ao Rabino Sobel
Amig@,
Colocamos no ar uma carta de solidariedade ao rabino Sobel, à qual vc pode aderir, clicando em http://www.petitiononline.com/petsobel/petition.html
Seria muito importante apoiá-lo com o seu nome nesse momento tão triste. Repasse também aos seus amigos. Imagine o quanto poderia significar para ele este simples gesto de retribuição pelo tanto que ele já fez.
Prezado senhor Henry Sobel,
O lamentável episódio que o envolveu mostra que todos somos humanos, e ninguém está livre de atitudes irracionais e autodestrutivas.
O acontecido em nada diminui a importância que o rabino Henry Sobel tem para o desenvolvimento da comunidade judaica brasileira, no sentido de uma abertura às melhores causas e ao diálogo ecumênico.
Neste momento extremamente difícil de sua vida, na véspera do Pessach e da Páscoa, apelamos à comunidade judaica e ao público brasileiro a manter o espírito de compreensão e compaixão, valorizando no homem público Henry Sobel aquilo que o destaca em todo o seu longo histórico de realizações: - a sua rara coragem de perseverantemente lutar pelas causas da Justiça, dos Direitos Humanos, e pela Paz entre os povos, mesmo quando contrariando as poderosas forças dominantes.
Com respeito e solidariedade,
Assine em http://www.petitiononline.com/petsobel/petition.html, e envie para os amigos.
Shalom, Sobel!
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também divulgou nota em que lamenta o episódio "em que foi envolvido" Henry Sobel e lembra a participação do rabino no primeiro ato ecumênico brasileiro, em 1975, realizado em memória de Vladimir Herzog, jornalista assassinado pelo regime militar (foto)."Realizado na catedral da Sé, o culto marcou um momento de grandeza na história recente do País, pois foi a partir daquele ato, que reuniu 8 mil pessoas, representando setores diversos de sociedade civil, que a ditadura militar começou a cair", diz a nota.
Fonte: G1 - globo.com
Rabino Henri Sobel, Shalom!
"Querido Rabino Sobel, estou a teu lado, solidário em teu sofrimento. De ti não me envergonho! Sempre senti orgulho de ti. Ao lado de Dom Paulo, teu corajoso testemunho nos anos de trevas não deve ser esquecido e tua imagem resguardada.
Seja qual for a explicação que se queira prestar ao triste episódio, tu que foste tão misericordioso em teu ministério receba misericórdia, não humilhação. Oxalá que todos descubram que o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, de Moisés e dos Profetas tem entranhas de misericórdia.
Meu caro amigo, Shalom! Paz e Bem. Estou contigo nesta hora de contradição. Tu és um filho da Luz e não das trevas. Desejo te ver de novo conduzindo teu povo e testemunhando a fraternidade universal. Como admiro tua capacidade de superar preconceitos e ultrapassar barreiras.
Receba o abraço de teu amigo de muitos anos. Ferido gravemente e hospitalizado no Hospital das Clínicas, tua visita acompanhada de prece e bênção me confortou e renovou minha esperança.
Com o ósculo da paz, suplico que o Senhor volte Seu rosto para ti e te abençoe, seja tua consolação e te dê a paz”.
Dom Mauro Morelli - bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias
Belo Horizonte, MG, 30 de março de 2007
fonte: site CNBB





