sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Documento de Aparecida e a Educação (1)


Uma primeira análise

Itens 328, 329 e 330.

O documento elaborado pela 5ª Conferência Episcopal Latino Americana e Caribe, realizou uma varredura da situação da Educação no Continente. A conclusão básica é que vivemos numa situação de emergência. Todas as indicações levam a uma forma educacional que, ao adaptarem-se às necessidades globais, priorizam a aquisição de habilidades e conhecimentos em detrimento de valores éticos e religiosos. A educação passa por mudanças onde o principal objetivo é atender às demandas do mercado de consumo, priorizando a produção e a competitividade no mercado de trabalho.

Os valores humanos como vida digna, família e uma sexualidade sadia são combatidos em nome de uma pretensa modernidade social. A violência tem dominado os mais diversos setores da sociedade que, estupefata, não visualiza sua motivação. A religião passa ser um item de menor importância na vida dos jovens, submetidos a uma mídia consumista que despreza as virtudes e enaltece os vícios. Constatamos que a política educacional vigente em diversos países, principalmente sul americanos, tende a seguir numa perigosa dicotomia com o ensino religioso.

No item 329 do documento, firma-se um objetivo concreto: ”pensando em uma educação de qualidade à que tem direito, sem distinção, todos os alunos e alunas de nossos povos, é necessário insistir no autêntico fim de toda escola.” Somos convidados, na qualidade de educadores e pais, a inserir em nossas formações valores perenes da doutrina de tal forma que complemente o conhecimento dos jovens estudantes. A aquisição do patrimônio cultural deverá inserir-se nos problemas do tempo no qual se desenvolve a vida do jovem. O educador ao ministrar o conteúdo programático das diferentes disciplinas, precisa “apresentar não só um saber por adquirir, mas valores por assimilar e verdades por descobrir.”

Constitui responsabilidade estrita da escola, enquanto instituição educativa, destacar a dimensão ética e religiosa da cultura, precisamente com o objetivo de ativar o dinamismo espiritual do sujeito e ajudá-lo a alcançar a liberdade ética que pressupõe e aperfeiçoa a psicológica (Aparecida 330). O educador católico inserido na instituição educativa tem a missão evangélica de destacar a dimensão ética e religiosa da cultura, independente do credo ou doutrina de seus alunos. Sem essa dimensão, todo o conhecimento adquirido resulta em mesquinho proveito do sujeito que, individualizando-se, deixa de praticar o verdadeiro modelo de relacionamento humano ensinado pos Cristo. O indivíduo perde o sentido e o valor da vida do ser humano, tornando-se escravo de sua própria visão materialista da existência humana.

Uma educação adequada possibilita que o ser desenvolva plenamente sua capacidade de trabalho, pensamento e liberdade. A sociedade transforma-se numa cultura onde todos tem as mesmas oportunidades segundo sua própria capacidade, socializando os resultados para proveito de todos.


Elaborado pelo Diácono Franco Abelardo, da Arquidiocese de São Paulo

Dia do Nascituro - 08/10

Dia do Dia do Nascituro reafirma direito à vida do ser humano em estágio intra-uterino, explica Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (Brasil)

SÃO PAULO, quinta-feira, 4 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Ao enfatizar que a vida deve ser defendida e preservada desde sua concepção até a morte natural, um bispo brasileiro explica que o Dia do Nascituro «nos desperta para a consciência de que há direitos do ser humano de conservar a sua vida mesmo em estágio intra-uterino».

No Brasil, celebra-se estes dias a Semana da Vida, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como oportunidade para refletir sobre o sentido e o valor da vida como dom de Deus. No dia 8 de outubro celebra-se o Dia do Nascituro.

«Com isto devemos criar uma mentalidade de respeito e de defesa da dignidade da pessoa humana», enfatiza Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (São Paulo), em mensagem aos fiéis difundida pela CNBB essa quarta-feira.

O bispo afirma que são muitos os ataques e ameaças que os nascituros têm sofrido nos últimos tempos.

«Por isto vemos razões sérias para a celebração de uma semana voltada para a beleza da vida.»

«Na realidade hodierna – prossegue o prelado –, a morte passou a ser um fato banal, sem importância. É muito mais grave quando ataca vidas indefesas, inocentes e frágeis.»

«Mas celebrar a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro não é somente uma campanha contra o aborto, mas sim uma conscientização sobre o valor da dignidade humana em todos os sentidos. Na verdade é uma redescoberta da beleza da criação divina», explica.

Segundo Dom Paulo Mendes, o trabalho em prol da vida não pode ficar apenas na celebração de uma Semana Nacional.

«Temos que investir na vida e na sua qualidade. Para isto estão surgido comissões em defesa da vida, que agem realizando palestras e promovendo eventos de conscientização, combatendo a mentalidade antivida que impera no mundo de hoje. O projeto de Deus não é de morte. A vida tem que estar em primeiro plano.»

O bispo de São José do Rio Preto explica que está presente na cultura moderna a mentalidade antivida, antinatalina, tendo como argumento o direito de liberdade.

«Temos que nos dar conta de que a vida está acima do direito de liberdade do outro», escreve.

«A vida deve ser protegida conforme os enunciados pela Constituição Federal. Ali se diz na defesa da pessoa em todas as suas realidades. Então, celebrar o Dia do Nascituro é conscientizar-se contra a legalização do aborto, que afeta frontalmente o projeto da criação e o respeito à nova vida», afirma o bispo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Bento XVI e o rosto do Cristão!

Papa propõe modelo de sociedade com rosto cristão

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Não basta ajudar os pobres de maneira pontual, é preciso um novo modelo de sociedade com «rosto cristão», fundamentada na solidariedade, explica Bento XVI.

Esta foi a conclusão à qual chegou na audiência geral desta quarta-feira, na qual apresentou a aproximadamente 20 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro, do Vaticano, os últimos dias de vida de São João Crisóstomo (347-407), um dos pais da Doutrina Social da Igreja.

Na segunda intervenção dedicada a este bispo de Constantinopla, capital do império romano do Oriente, falecido no exílio, o Papa constatou que propôs «o modelo da Igreja primitiva como modelo para a sociedade, desenvolvendo uma ‘utopia’ social (como uma ‘cidade ideal’)».

É o modelo que o livro dos Atos dos Apóstolos apresenta, quando no capítulo 4 explica que entre os primeiros cristãos «ninguém chamava seus bens de ‘seus’, mas tudo era colocado em comum entre eles» (versículos 32-37).

Com esta proposta, o doutor da Igreja buscou «dar uma alma e um rosto cristão à cidade», explicou o sucessor de Pedro.

«Em outras palavras», sublinhou, João Crisóstomo «compreendeu que não é suficiente dar esmola, ajudar os pobres de vez em quando, mas é necessário criar uma nova estrutura, um novo modelo de sociedade; um modelo baseado na perspectiva do Novo Testamento.»

«João Crisóstomo se converte deste modo em um dos grandes pais da Doutrina Social da Igreja», assegurou, que foi recentemente recolhida por um «Compêndio» publicado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz.

«A velha idéia da ‘pólis’ grega é substituída por uma nova idéia de cidade inspirada na fé cristã», sublinha o Papa.

Esta visão cristã da sociedade, declarou, baseia-se no «primado» da «pessoa enquanto tal, inclusive do escravo e do pobre».

O projeto de São João Crisóstomo «corrige deste modo a tradicional visão da ‘pólis’ grega, da cidade na qual amplas camadas da população ficavam excluídas dos direitos de cidadania, enquanto na cidade cristã, todos são irmãos e irmãs com os mesmos direitos».

«O primado da pessoa é também a conseqüência do fato de que, baseando-se nela, constrói-se a cidade, enquanto na ‘pólis’ grega, a pátria era colocada acima do indivíduo, que ficava totalmente subordinado à cidade em seu conjunto.»

Este santo, explicou o Papa, deu um impulso decisivo à reflexão sobre «a visão de uma sociedade construída com a consciência cristã».

«E nos diz que nossa ‘pólis’ é outra, ‘nossa pátria está nos céus’ e esta pátria nossa, inclusive nesta terra, torna todos iguais, irmãos e irmãs, e nos obriga à solidariedade», concluiu o Papa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Será que o povo está acordando?

De BRASÍLIA, vem a notícia:
"A aprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva caiu na maioria das áreas específicas analisadas na pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 20, na comparação com o levantamento anterior (junho). A aprovação ao governo no combate à fome e à pobreza caiu de 58% para 54%, enquanto a desaprovação subiu de 39% para 43%. Quanto à saúde e à educação, a aprovação recuou de 55% para 51% e a desaprovação aumentou de 41% para 46%."
Fonte: site Estadão
Parece que algumas pessoas começaram a perceber que dar esmolas de forma constante não resolve o problema do subdesenvolvimento. Temos percebido que o número de pessoas que passa a depender da caridade "lula-petista" com nosso dinheiro é cada vez maior. O programa "Robinhood" tem efeito por tempo limitado.

Quem sabe o povo brasileiro consciente torne-se número suficiente para que, mesmo nessa democracia do poder econômico, consiga mudar os rumos da nação.

Enaquanto isso, vamos orar para maior conscientização das pessoas...

CPMF: a vergonha (mais uma) nacional!

"Qualquer pessoa de juízo nesse país sabe que nem o governo Lula, e de qualquer outro ser humano, poderia abrir mão da CPMF nesse instante. Aqueles que acham que é simples acabar, deveriam propor para depois de 2010. Para saber que nenhum governo, do PT, PSDB, PFL, ninguém conseguiria governar o país sem a CPMF hoje", afirmou Lula durante discurso no lançamento do PAC Funasa.
Fonte: G1 globo

Quando ouvi este pensamento (?), fiquei comovido: o único imposto pago pelos brasileiros vai acabar?
Se alguma pessoa em qualquer lugar do mundo ler ou ouvir nosso presidente e os dominadores do poder falando sobre o assunto, pensarão que o povo brasileiro enlouqueceu!

Não adianta, podemos escrever milhares de páginas, podemos gritar nas ruas, podemos reclamar, chorar, espernear, enfim nada adianta mais. Estamos subjugados à vontade do poder capitalista que se apossou do comando de um dos melhores países do mundo.
Se voc~e pedir esmolas para o governo, com certeza receberá cestas básicas, dinheiro via bolsas escola, famílias e outra. Mas não peça dignidade e coerência. Isto está fora de cogitação.


Será que precisaremos do retorno de Cristo para que o povo volte a ter liberdade e dignidade? Pelo jeito, ficaremos a cada dia mais submissos ao poder econômico que logo começará a eliminar os muito pobres.

A CPMF é o símbolo do poder acima de qualquer vontade popular. Seria ousadia "negociar" a manutenção da CPMF em troca da eliminação de algumas das dezenas de outros impostos a que estamos sujeitos?

Só rezando para suportar essas injustiças...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Reflexão sobre a Missão do Diácono Permanente


Esta breve reflexão foi desenvolvida com base nas Meditações desenvolvidas pelo Padre A.C.R. Keller, por ocasião do Retiro dos Diáconos Permanentes da Arquidiocese de São Paulo, realizado em setembro de 2007.

A busca da espiritualidade diaconal está baseada no “servir como Cristo serviu”, o que dará “alma” ao ministério diaconal. Existe o perigo de se fazer as coisas como “rotina” e não como um serviço amoroso, onde se envolve com o coração.
Uma vez ordenados, a mudança é ontológica, o próprio ser é levado a uma mudança estrutural em sua vida no meio do povo. O atendimento ao chamado à vocação diaconal é uma resposta a Deus do homem relacionado com a família, via sacramento do matrimônio, que santifica a relação homem-mulher.
Neste contexto, as meditações foram norteadas no sentido de passar do “fazer” para o “ser” diácono. Envolver-se com a missão da Igreja no mundo vivendo o “Duc in Altum”, passando de pescadores de “anzol” para “rede”. A situação do homem frente à evolução científica e tecnológica é de uma desumanização crescente. O diácono é o homem que dentro do contexto família-sociedade, precisa interpretar e vivenciar os fatos da evolução como sinais dos tempos à luz do Evangelho de Jesus Cristo. Aproximar as pessoas do Cristo, testemunhando a vocação à santidade.
O que atualmente pode salvar o mundo são os homens e mulheres santos, que consagram sua vida ao serviço do amor a Deus e ao próximo. Servir a Deus é servir ao próximo: este é um único e maior mandamento. O diácono, ao envolver sua família e comunidade no serviço, toma consciência de sua pequenez humana e passa a perseguir sua configuração ao Cristo, fazendo-o crescer em sua vida consagrada ao serviço, principalmente aos menos favorecidos.
O diácono vive a essência de sua vida espiritual numa tríplice relação na estrutura desse ministério: a relação com Cristo, fonte da vocação diaconal; a relação com a Igreja, amando-a como Cristo a amou e relacionando-se com o clero, particularmente ligando-se ao Bispo de forma “sobrenatural” e a relação com os irmãos, pois todo homem é o destinatário do amor de Deus.
O diácono é convidado a vigiar e a orar para superar as fadigas da caminhada, perseguindo sempre sua adesão a Cristo. Somos diáconos seculares, no sentido de viver no mundo real onde a Igreja faz-se presente através do ministério. Ser diácono no mundo da Igreja, do trabalho, da família e, enfim, em todos os setores da sociedade. Para isso é preciso ser primeiro um bom “ouvinte” da Palavra de Deus para que nossa pregação seja verdadeiro anúncio da Boa Nova. Não podemos ser meros “repetidores” da Palavra, e sim transmissores da doutrina da Igreja sobre as diversas questões que se apresentam no mundo.
A Eucaristia, a penitência e a oração regulares, melhoram nossa vida em todos os sentidos, levando-nos a amar mais, sabendo que não estamos sozinhos nesta empreitada.
Valorizar a cada momento a dignidade e o compromisso matrimonial, numa sociedade em que se prega que o moderno é a falta de vínculo nas uniões entre homem e mulher. O diácono é o homem da família que vive com seriedade e dedicação seu compromisso sacramental do matrimônio. Foram analisadas as conseqüências sociais da falta de famílias estruturadas e os elevados índices de violência em vigor nas cidades e no mundo.
O caminho para que sejamos diáconos santos é a vida em generosidade e no serviço amoroso às pessoas. Como vocação divina e primeira, o diácono é chamado a vivenciar o matrimônio como alimento do amor a Cristo e sua Igreja. O diácono precisa encontrar o equilíbrio entre o sacramento da Ordem e o do Matrimônio, precisando para isso contar com a esposa e os filhos, procurando sempre melhorar a qualidade de sua vida. O amor conjugal está em constante evolução, está sempre “em obras”, só se concluindo com a morte.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Retiro Anual dos Diáconos Permanentes


O 2º Retiro Anual dos Diáconos Permanentes

Os Diáconos Permanentes da Arquidiocese de São Paulo realizaram nos dia 14, 15 e 16 de setembro de 2007, seu retiro espiritual, na casa de Encontros Mary Ward, em Itapecerica da Serra (SP).
Orientados pelo Pe Antonio Carlos Rossi Keller, o acompanhante arquidiocesano dos diáconos, o retiro proporcionou momentos de profunda integração e reflexão sobre a situação e os desafios para o exercício do ministério diaconal na cidade de São Paulo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Viver é Cristo, morrer é lucro!

Das homilias de São João Crisóstomo, destacamos um texto muito interessante sobre os motivos que levam os homens a perseguirem tanto o poder.
"Nada trouxemos para o mundo e, é certo, nada daqui poderemos levar (1Tm 6,7); os pavores deste mundo são desprezíveis, e seu bens, merecedores de riso. Não tenho medo da pobreza, não ambiciono riquezas, não temo a morte, nem prefiro viver a não ser para vosso proveito. Por isto recordo os acontecimentos atuais e rogo a vossa caridade que tenhais confiança."

O atual sistema político brasileiro tem levado ao poder pessoas inescrupulosas. Estamos contemplando cenas chocantes do que pode o homem fazer para manter suas ambições pessoais. Parece que permitimos aos lobos tomarem conta da carne.

Será que não chegou o momento de repensarmos nossa verdadeira participação neste mundo?
Crisóstomo deixa claro que nada levaremos deste mundo. Será que é tão difícil mostrar aos nossos "líderes políticos" que é possível viver bem com muito menos?
Parece-me que as frustrações pessoais precisam ser compensadas pelo acúmulo de riquezas materiais, sexo e poder. Essa gente precisa ser catequizada para entender a que viemos a este mundo. Será que justifica tanta maldade para vivermos alguns parcos anos nesta terra?

Que o Senhor Jesus ilumine a mente dessas pessoas para que possam reavaliar suas atitudes para com os menso favorecidos. Amém!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Renan, o falso, foi absolvido!

VERGONHA NACIONAL!
Parece que chegamos ao ponto limite: ninguém segura mais o poder econômico e dos grupos que dominam este pobre país subdesenvolvido. São os poderosos dominando os pobres e humildes!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Documento de Aparecida: vamos conhecê-lo!

Documento de Aparecida é texto autêntico do Magistério Episcopal latino-americano,afirma o secretário-geral do CELAM, Dom Andrés Stanovnik

RECONQUISTA, quinta-feira, 30 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o secretário-geral do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), o Documento de Aparecida, autorizado por Sua Santidade Bento XVI, em 29 de junho de 2007, é um texto autêntico do Magistério Episcopal dos bispos da América Latina e do Caribe.

Dom Andrés Stanovnik OFMCap., bispo de Reconquista (Argentina), dirigiu-se ao clero e aos fiéis por meio de nota, na segunda-feira passada, para esclarecer informações que têm sido veiculadas na imprensa sobre as modificações que se teriam efetuado no texto aprovado pela Assembléia da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em 31 de maio passado, em Aparecida (Brasil).

Segundo explica o bispo, o Documento Conclusivo aprovado pela Assembléia da V Conferência foi entregue ao CELAM para uma revisão final que consistiu em «corrigir falhas de digitação, erros gramaticais, de ortografia e pontuação».

Também se «melhorou o estilo e se ordenaram vários parágrafos que estavam fora de lugar e, em alguns, se colocaram letras em lugar de números; corrigiram-se erros nas citações ao pé de página e se melhorou a redação confusa de algum número».

«Isto se realizou em comunicação permanente com a Santa Sé – explica o prelado. Não houve alterações de conteúdo em nenhum dos parágrafos do Documento.»

De acordo com Dom Stanovnik, o Documento, após sua revisão final, foi entregue ao Papa no dia 11 de junho, em Roma.

«Ali, o texto foi distribuído aos diversos Organismos da Santa Sé, que colaboram com o Papa. Esses, por sua vez, encaminharam propostas ao Santo Padre sobre diversos números do Documento.»

Em conseqüência – explica o secretário-geral do CELAM, o Documento Conclusivo, que Bento XVI autorizou publicar, «contém variações sugeridas por seus consultores que, mesmo com os matizes que essas variações introduziram em alguns números do Documento, não se pode afirmar que tenham modificado substancialmente o texto aprovado pela Assembléia de Aparecida».

«Os Bispos, convocados pelo Papa à V Conferência Geral, cuja Assembléia ele mesmo inaugurou, não constituem um organismo independente, mas em comunhão “com Pedro e sob Pedro”, de modo que o Santo Padre tem autoridade para fazer as alterações que ele considerar convenientes aos textos formulados pela Assembléia», enfatiza.

Portanto – refere Dom Stanovnik, «o Documento Conclusivo autorizado por Sua Santidade Bento XVI, em 29 de junho de 2007, é um texto autêntico do Magistério Episcopal dos bispos da América Latina e do Caribe».

Dia de São Lourenço reúne Diáconos!



No dia 10 de agosto de 2007, celebramos na Paróquia Santo Antonio do Limão, a santa Missa, onde compareceram dezoito diáconos da arquidiocese de São Paulo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Somos contra o aborto!


Eugenia

No século IX ac., Os bebês recém-nascidos de Esparta eram inspecionados por um ancião de sua tribo. Se tivessem qualquer deformidade ou fossem fracos, eram jogados num abismo chamado "Apothetai" ("as descartadas").

Em alguns países da nossa "civilização moderna", a legislação ainda permite a "Eugenia" - Na França esta em discussão no Conselho Nacional de Ética, projeto de lei que admite a eliminação de recem-nascidos com síndrome de Down.
Na última manifestação de repúdio - convocada pela Igreja Católica - Centenas de pessoas portadoras da trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down) portavam cartazes com os dizeres: "Olhem para nós e digam-nos, na cara, que não tínhamos o direito de nascer e de estar aqui para protestar contra esse parecer"
Isto exposto, veja o caso acontecido na Itália e relatado pela Agência Zenit de notícias:
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Aborto de feto saudável por erro: «a eugenia impõe suas leis»

Comentário de «L'Osservatore Romano» a um dramático caso ocorrido na Itália

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de agosto de 2007 (ZENIT.org ).- «L'Osservatore Romano», o jornal da Santa Sé, considera que o aborto por erro de uma menina, ao invés de sua irmã gêmea com síndrome de Down, mostra que «a eugenia impõe suas leis».

O jornal vaticano, na edição italiana que estará nas bancas nesta terça-feira, comenta o caso e o atribui à «cultura da perfeição, que impõe a exclusão de tudo o que não parece belo, resplandecente, positivo, cativante».

«E o que resta é o vazio, o deserto de uma vida sem conteúdos, ainda que estiver perfeit amente confeccionada», reconhece.

Um hospital italiano confirmou neste domingo que, durante um aborto seletivo por uma alteração cromossômica em um de dois gêmeos, a equipe médica a cargo da intervenção eliminou equivocadamente o feto saudável.

O hospital São Paulo, de Milão, explicou que se tratou de «uma terrível fatalidade», dado que os embriões, que estavam no terceiro mês de sua gestação, mudaram de posição na placenta antes da intervenção.

Segundo informou o hospital, os médicos conheciam só a posição do embrião enfermo, já que as ecografias realizadas antes da intervenção mostravam que ambos bebês eram morfologicamente iguais, pelo que não apresentavam diferença alguma.

Mas antes da intervenção, mudaram de posição e o feto saudável se situou no lugar que ocupava o gêmeo com a alteração cromossômica.

A polícia de Milão iniciou uma investigação para elucidar as circunstâncias do acontecimento, mas sem fazer referência a indagações nem a hipóteses de delito, segundo deram a conhecer a mídia local nesta segunda-feira.

Com o título «Não há direito», «L'Osservatore Romano» constata que no final «morreram duas meninas, assassinadas como conseqüência de um aborto seletivo».

«Uma decisão radical levou a repetir o aborto da irmãzinha que havia ficado com vida», a menina com síndrome de Down.

Mas ninguém, segundo o diário vaticano, «tem direito de eliminar outra vida. Nenhum homem tem direito de tomar o lugar de Deus. Por nenhum motivo».

«E, contudo, inocentes continuam morrendo. Suas palavras não pronunciadas, seus sorrisos nunca expressados, seus olhares nunca acolhidos, contiunuam suscitando desdém, ou ao menos as necessárias, profundas e sérias reflexões.»

«É uma decisão ilegítima, ainda que esteja autorizada pela lei, como acontece na Itália», acrescenta.

Comentando a notícia do aborto, o bispo Elio Sgreccia, presidente da Comissão Pontifícia para a Vida, fez um chamado a acolher toda vida humana.

«Só com este ato fundamental da parte de todas as pessoas interessadas, alcança-se a verdadeira serenidade, a verdadeira paz da consciência e o verdadeiro bem da sociedade», esclareceu nesta segunda-feira em declarações à «Rádio Vaticano».

«Temos de sentir-nos interpelados, todos, por este e por outros muitos casos que se repetem diariamente, para assumir um compromisso novo e diferente pelo respeito da vida humana desde o primeiro momento, pois estas criaturas têm a mesma dignidade que nós.»

«E no caso de que padeçam alguma enfermidade, simplesmente têm um motivo a mais para ser ajudadas», conclui.
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Caros irmãos, precisamos continuar pregando a dignidade e o respeito à vida em todas as suas instâncias. Que Deus nos ajude a vencer esse grande desafio!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Canção Nova entrevista diácono Nelsinho


Diácono Nelsinho Corrêa

"Ai dos padres, das paróquias, se não houvesse os diáconos"

Consagrado há 24 anos na Comunidade Canção Nova, Nelsinho Corrêa, desde pequeno pensou em ser padre. Cursou Filosofia, mas quando pretendia iniciar seus estudos em Teologia, conheceu Márcia, sua esposa. Com um dom especial para a comunicação, e ainda com uma grande vontade de levar a Palavra de Deus às pessoas, Nelsinho descobriu entre o matrimônio e a paternidade, sua vocação ao diaconato.

Ao lado do fundador da Canção Nova, padre Jonas Abib, há 32 anos e pai de 3 filhos, diácono Nelsinho Corrêa vai completar 6 anos de diaconato, em dezembro próximo, na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

Neste mês dedicado às vocações, o diácono, também formador geral da comunidade a qual pertence, abriu as portas de sua sala para o cancaonova.com e falou sobre o serviço diaconal e a importância desta função na vida da Igreja e da comunidade católica.
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cancaonova.com: Como surgiu a sua vocação?

Diácono Nelsinho: Desde pequeno, eu pensei em ser sacerdote. Fiz curso de Filosofia e entre este e o curso de Teologia, conheci a Márcia, minha esposa. Mas eu sempre ia à Santa Missa e pensava: "Puxa vida, o padre podia falar isso também". Eu via a homilia dele e dizia que se eu fosse padre, falaria isso também. Por isso eu queria ser padre. Nunca pensei em diaconato, pois naquela época, isso não era algo tão popular. Quando fui para Londrina (PR), o arcebispo de lá, dom Albano Bortoletto Cavallin, disse para mim: "Você nunca pensou em ser diácono?". A partir daí, entrei na escola diaconal e iria começar a fazer Teologia. Mas logo, fui remanejado para Palmas e achei que isso tinha acabado. Mas quando cheguei lá, descobri que também tinha escola diaconal. Quando vi, já era diácono. Foi algo que Deus encaminhou, e graças a Ele, hoje eu exercito meu diaconato na formação [membros da Comunidade Canção Nova].

cancaonova.com: Foi o matrimônio que o fez desistir de ser padre ?

Diácono Nelsinho: Sim, mas também perceber que Deus tinha me dado o dom da palavra, porque eu tenho facilidade de falar com crianças, jovens e pessoas de mais idade. O diácono é um servo da Palavra de Deus, e quando eu entendi isso, vi que pode haver mais de mil e quinhentos padres na Missa, mas quem proclama a Palavra é o diácono. Ele tem uma função muito específica, e eu me encantei por isso, mesmo sabendo que se eu ficar viúvo não posso me casar de novo. Mas não está nos meus planos ficar viúvo; já combinei com a Márcia que eu vou "na frente" (risos).

cancaonova.com: Quais as funções de um diácono na Igreja?

Diácono Nelsinho: O diácono está a serviço da Igreja. Diaconia é serviço. Observe que o diácono usa uma estola diferente da dos padres, pois a dele é de lado, simbolizando a toalha que Cristo enrolou na cintura para servir, para lavar os pés dos discípulos. O diácono tem uma função muito específica, pois é ele quem proclama a Palavra na Santa Missa, é ele quem ergue o cálice com o sangue do Senhor. Ele também faz batizados, casamentos, dá a bênção às pessoas e aos objetos. A função dele é o serviço que está ligado ao bispo ou ao presidente da Celebração Eucarística. O diaconato é um dos graus do sacramento da ordem. No meu caso, sou diácono permanente.

cancaonova.com: Uma pessoa solteira pode ser diácono permanente?

Diácono Nelsinho: Pode sim, mas se ele for solteiro, terá de ficar solteiro para sempre. Assim como os diáconos casados que, se ficarem viúvos, não poderão se casar mais. Quando um diácono vai ser padre, é chamado de transitório, pois todo padre antes da sua ordenação sacerdotal, é diácono, mas nem todo diácono vai ser padre. Há algumas exigências mínimas, como ter no mínimo 35 anos, ser casado há 5 anos, a família precisa aceitar, porque se a mulher não aceitar, o bispo não o ordena, pois não adianta ser um homem cheio de encargos e a mulher não o acompanhar. Há também alguns diáconos que, depois que ficaram viúvos, tornaram-se padres, mas isso não está nos meus planos.

cancaonova.com: Como é possível ser casado e, ao mesmo tempo, ser um diácono na Igreja?

Diácono Nelsinho: Eu vejo que sempre tenho que separar uma coisa da outra, mas, na verdade, acaba sendo uma coisa só. Existe um lado meu que é diácono e um outro, que é pai, é marido, que tem as obrigações do dia-a-dia. Mas como eu sou bem caseiro, gosto muito de cozinhar, vou para cozinha e meus filhos gostam muito do meu tempero. Essa é uma forma de eu estar inserido [na família] como pai. Por outro lado, tenho uma função na Igreja, e quando vou à Missa, raramente estou sentado no meio do povo, pois tenho que servir ao altar. Procuro conciliar tudo isso entendendo que ser diácono não é um título, porque o nosso maior título é ser batizado. Nós "aparecemos", mas o que eu procuro evitar é não deixar que [a função de diácono] "suba à cabeça". Então, entendendo bem isso, não tem problema. No reino de Deus não tem cargo, tem encargo, serviço; é uma missão bem exigente. Tenho que ser diácono no meu ministério, proclamando o Evangelho, servindo ao altar, celebrando casamentos. Como eu não vivo em uma paróquia, eu escolho os casamentos que vou fazer, só faço casamentos que são para sempre (risos). Procuro fazer bem as duas coisas, sempre junto com a minha família.

cancaonova.com: Aquele que serve como diácono pode pedir afastamento de suas funções?

Diácono Nelsinho: Pode sim. Há diáconos que pediram afastamento do ministério, mas é preciso que o bispo encaminhe o pedido, porque é tudo ligado a Roma. Isso é uma coisa muito séria, pois ele pede o afastamento, mas será diácono o resto da vida.

cancaonova.com: Além de suplentes dos presbíteros, os diáconos exercem alguma função direta com a comunidade?

Diácono Nelsinho: Eles estão sempre dando apoio a uma paróquia. Inclusive, há algumas paróquias em que há diaconias, onde quem está à frente é um diácono. Lógico que o padre vai lá uma vez por mês para celebrar a Santa Missa, porque o diácono não a celebra nem consagra o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Há alguns que exercem cargos administrativos, ou seja, são administradores de obras, de editoras, de emissoras de TV. Alguns nem vão para o altar [servir]. No meu caso, por exemplo, eu vivo o meu diaconato mais na formação dos membros da Comunidade Canção Nova.

cancaonova.com: Qual a contribuição que o diaconato oferece às necessidades de evangelização do mundo atual?

Diácono Nelsinho: São muitas, porque hoje nós estamos numa fase muito bonita da Igreja Católica, que conta com muitas vocações; os seminários estão cheios. Mas mesmo assim, os padres não dão conta de atender a todos. Se corrermos as dioceses, veremos que os diáconos trabalham muito, pois todos os finais de semana celebram casamentos e batizados. Os padres ficam por conta das Santas Missas, praticamente. Muitos deles celebram cerca de 4 a 5 Celebrações Eucarísticas no domingo. Então, o diácono exerce um papel muito importante. Ele não é um "coroinha diplomado" nem compete com o padre; ele é alguém que está ao lado deste. Muitos diáconos são pais de família que dedicam sua vida à celebração de batizados, casamentos, pastorais. Hoje, os diáconos estão muito envolvidos nas paróquias e exercem um trabalho fabuloso. Ai dos padres, das paróquias, se não houvesse os diáconos.

cancaonova.com: Como diácono da Comunidade Canção Nova, o senhor exerce funções diversas das de outros diáconos de paróquias, como por exemplo, ser formador geral da comunidade. Qual o maior benefício para a sua vocação exercer esta função?

Diácono Nelsinho: Contribui muito, porque eu não nasci diácono, de estola. Fui descobrindo minha vocação e como padre Jonas fala: "Não queremos ter padre Canção Nova, queremos ter Canção Nova padre". Então, eu sou "Canção Nova diácono". Para mim, não tem sentido o diaconato fora da comunidade. Embora eu tenha sido incardinado na diocese de Palmas (TO) – dom Alberto Taveira ordenou-me –, devo obediência à Igreja. Mas eu nasci aqui, fui gerado aqui; tinha 15 anos quando conheci o padre Jonas. Hoje tenho 47 anos, vivi minha vida na comunidade [Canção Nova]. Então, há este sentido de eu servir nesta obra, porque nela eu descobri minha vocação de ser de Deus e de ser consagrado no diaconato.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Anulação do Leilão da Vale 2


Após ocupação da Vale, 136 manifestantes são presos em Belo Horizonte
Polícia alegou formação de quadrilha e cárcere privado; parlamentar desmente acusações

Renato Godoy de Toledo e Luís Brasilino, 22/08/2007
da redação


Nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte (MG), ao fim de um ato que reuniu 500 pessoas, manifestantes ocuparam o prédio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O protesto integrava a jornada nacional em defesa da educação pública e, bem como manifestações em outros estados, na pauta de reivindicações consta a anulação do leilão que privatizou a Vale.

Movimentos de todo o país realizarão um plebiscito popular, na Semana da Pátria, de 1º a 7 de setembro, para opinar se a CVRD deve ou não continuar sob controle do capital privado.

Ao chegar ao local e constatar que a manifestação era pacífica, a polícia procurou negociar com os manifestantes a desocupação. Porém, instantes depois, advogados da Vale, acusando os manifestantes de formação de quadrilha e cárcere privado, exigiram uma ação policial mais forte. A Companhia inicia, neste momento, uma campanha através da imprensa acusando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de manipular os estudantes para participarem dos atos.

Ao todo, 136 manifestantes foram presos, sendo, pelo menos, sete menores de idade. Dentre eles, contudo, não há nenhum militante do MST, apenas estudantes, professores e alguns trabalhadores de outras categorias. Os manifestantes foram levados para a delegacia em dois ônibus, acompanhados de advogados dos movimentos, e estão sendo interrogados.

Segundo o Padre João Carlos Siqueira, deputado estadual (PT-MG), antes de prender os manifestantes, a polícia deu ordem de prisão alegando cárcere privado e formação de quadrilha. "Eu constatei, ao contrário do que a polícia afirmou, que não houve agressão aos seguranças e nenhum tipo de depredação", afirma. Após a desocupação, a polícia montou uma comitiva para vistoriar e prédio e constatou que, de fato, as instalações não foram danificadas.

Plebiscito da Vale



Voces perceberam como a nossa Mídia tão bem informada, nada tem publicado sobre o Plebiscito que será realizado no início de Setembro, para ouvir a opinião do povo sobre a proposta de anulação do Leilão da Cia Vale do Rio Doce?
É o poder econômico e o político controlando a vida do povo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Marcela: a vida continua!

Brasil: Menina com anencefalia completa nove meses e receberá benefício do governo
A menina Marcela de Jesus Ferreira, que nasceu com anencefalia em Patrocínio Paulista, no interior do Estado de São Paulo (Brasil), completou nove meses de idade nessa segunda-feira, dia 20.

Trata-se de um caso raro na medicina. Os bebês com essa enfermidade (não possuem parte do encéfalo), têm previsão de vida de poucas horas ou dias.

Diante de seu desenvolvimento e quadro de saúde estável, a mãe da menina, Cacilda Galante Ferreira, decidiu entrar com um pedido de benefício social junto ao governo, para auxiliar nos cuidados de Marcela.

O benefício assistencial ao portador de deficiência foi solicitado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no dia 29 de junho. Segundo informa a Agência Estado, Cacilda recebeu a visita da perícia do órgão no dia 6 deste mês e uma carta chegou no sábado, avisando que a filha receberia o benefício, no valor de um salário mínimo brasileiro (R$ 380, cerca de 186 dólares americanos), a partir de setembro.

O benefício é intransferível e não poderá ser herdado por parentes do deficiente em caso de morte. A mãe utilizará o dinheiro para ajudar a pagar as despesas com a filha, como energia elétrica e fraldas, roupas e alimentos.

Marcela é cuidada pela mãe, numa casa da família, na cidade, enquanto os demais parentes, o pai e duas irmãs, moram num sítio.

A menina passa cerca de duas a três horas diárias sem o capacete de oxigênio, que, nas demais horas, fica ligado na energia elétrica. Ainda de acordo com Agência Estado, Marcela recebeu nesta terça-feira algumas vacinas, em casa, e na quarta-feira será pesada novamente na Santa Casa. Na última pesagem, ela estava com 7,5 kg. A menina mede pelo menos 62 centímetros.

E nós, diáconos permanentes, continuamos defendendo a vida em todas as instâncias. Contra o Abôrto, a favor da vida com dignidade.

Comunidades Eclesiais de Base - Coerência Apostólica

Anuncia-se «grande congresso» sobre comunidades eclesiais de base

Declarações do cardeal Francisco Javier Errázuriz

SANTIAGO DO CHILE, terça-feira, 21 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Francisco Javier Errázuriz, arcebispo de Santiago do Chile e até pouco atrás presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), anunciou a convocação de um «grande congresso» sobre comunidades eclesiais de base.

O purpurado chileno fez o anúncio em uma declaração publicada em 17 de agosto, na qual esclarece as mudanças que se introduziram ao «Documento de Aparecida» antes de sua aprovação por parte de Bento XVI.

«Há um tema (no qual a modificação foi maior) que é o que mais doeu a muitos grupos no Brasil e também em outros países e é o que se referia às comunidades eclesiais de base, que foi um tema muito relevante e vem de Conferências Episcopais anteriores», declarou o cardeal.

«Em um começo, não foi em todos os lugares muito bem interpretado, de forma que houve comunidades eclesiais de base que fracassaram, outras se polarizaram e em outros lugares cresceram com uma fecundidade extraordinária», acrescentou.

«Que são uma bênção, claro que são», sublinhou.

«Vamos fazer no CELAM um grande congresso para poder recolher as melhores experiências que existem de comunidades eclesiais de base, de forma que isso se possa difundir em toda a América Latina, para o bem dessas comunidades», anunciou.

«Eu penso que essa é a ação importante que se deve fazer», reconheceu. «A solução está em um grande congresso, em um grande diálogo de comunhão fraterna, onde se buscam os melhores caminhos e se recolhem as melhores experiências das comunidades eclesiais de base.»


Temos certeza que esta atitude do diálogo sobre um tema de vital importância para a evangelização, trará enormes contribuições ao nosso trabalho diaconal.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Dom Cláudio e os Diáconos Permanentes

Esta mensagem foi enviada aos diáconos permanentes pelo cardeal Dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero. Dom Cláudio restaurou no ano 2000, na Arquidiocese de São Paulo, o ministério dos diaconos casados, conforme Atos 6,1-6.

AOS DIÁCONOS PERMANENTES

Caríssimos Diáconos Permanentes,
E uma viva alegria para mim dirigir-lhes essa lembrança na festa de São Lourenço, diácono e mártir, neste meu primeiro ano como Prefeito da Congregação para o Clero.

Desde sempre vocês ocupam um lugar especial no meu coração. Eu os admiro e gostaria de dizer-lhes que vejo na restauração do Diaconato Permanente, decidida pelo Concílio Vaticano II, uma preciosa graça do Senhor ao Seu povo e um ministério ordenado de grande potencial idade e atualidade na missão da Igreja.

Agradeço a Deus pela chamada que vocês receberam e pela generosa resposta que deram. Para a maioria de vocês que são casados, essa resposta foi possível também pelo amor, pelo apoio e pela colaboração de vossas esposas e de vossos filhos.

Falando dos Diáconos, o Concilio Vaticano II disse que "Assim, confortados com a graça sacramental, servem o Povo de Deus" (LG 29). O vosso ministério é "diaconia da Igreja junto das comunidades cristãs locais, e sinal ou sacramento do próprio Cristo Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir" (Paulo VI, Ad Pascendum, Introdução) Justamente Santo Inácio de Antioquia afirma que os diáconos são "ministros dos mistérios de Jesus Cristo... ministros da Igreja de Deus (S. Inácio de Antioquia, Ad Trallianos, lI,3).

O Concilio Vaticano II também explica que a graça sacramental conferida através da imposição das mãos os torna capazes de prestar o seu serviço da palavra, do altar e da caridade com especial eficácia (cf. Ad Gentes, 16).

Portanto, vocês foram ordenados para o Serviço da Palavra de Deus. Isso significa que tudo o que se refere à pregação do Evangelho, à catequese, à difusão da Bíblia e sua explicação ao povo, lhes foi conferido ordinariamente, mas obviamente sempre sob a autoridade do vosso Bispo. Hoje, a Igreja chama todos os seus membros, principalmente os ministros ordenados, a serem missionários, ou seja a levantarem-se e irem de maneira organizada ao encontro, antes de mais nada, dos nossos batizados que se afastaram da prática da própria fé católica, mas também de todos aqueles que pouco ou nada sabem de Jesus Cristo e de sua mensagem, para repropor-lhes o primeiro anuncio de Cristo, o querigma e, assim, reconduzi-los a um encontro vivo e concreto com o Senhor. Num encontro assim renova-se a fé e revigora-se a adesão pessoal a Jesus Cristo, condição de uma fé viva e de um testemunho fiel no mundo. Não podemos mais fechar-nos e aguardar os batizados nas nossas Igrejas. Temos que ir buscá-los onde vivem e trabalham, com uma ação missionária permanente, com especial atenção aos pobres das periferias urbanas. Este ministério da Palavra requer de vocês, caros Diáconos, uma familiaridade constante com a Sagrada Escritura, principalmente com os Evangelhos. Ouvir, meditar, estudar e praticar a Palavra de Deus deve ser um permanente esforço para vocês. Assim vocês se tornarão cada vez mais discípulos do Senhor e se sentirão chamados e iluminados pelo Espírito para a missão.

Vocês foram ordenados para o serviço litúrgico-sacramental. Vocês têm funções litúrgicas próprias na celebração e distribuição da Eucaristia, centro da vida da Igreja e, portanto também centro da vida dos ministros ordenados. Vocês têm um ministério que lhes confia uma responsabilidade especial no campo dos sacramentos do Batismo e mo Matrimonio. O Bispo pode lhes confiar tudo o que diz respeito à pastoral batismal e à pastoral matrimonial-familiar.

Vocês foram ordenados para a caridade. Quantas coisas a serem feitas, organizadas, animadas! Os pobres, os excluídos, os desempregados, os esfomeados, os reduzidos à miséria extrema, uma multidão incontável, que estende as mãos e a voz para a Igreja. Bem, os diáconos têm como origem histórica e como ordenação uma responsabilidade central para com todos eles. A caridade, a solidariedade para com os pobres, a justiça social, são um campo sempre de altíssima urgência que desafia os cristãos, pois Cristo disse: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Gv 13,35). Caros Diáconos Permanentes, saúdo novamente a todos com carinho e gratidão. Saúdo as vossas esposas e famílias. Testemunhem o amor de Deus! Confio-os à Santíssima Maria que continua a proclamar: "Eis aqui a serva do Senhor" (Lc 1,38). E com o exemplo de seu serviço, nós também servimos os nossos irmãos na grande família da humanidade e da Igreja. A todos vocês, a minha benção!

Do Vaticano, 10 de agosto de 2007
Festa de São Lourenço, diácono e mártir

Cláudio Card. Hummes
Prefeito

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Anulação do Leilão da Vale 1

COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA O SERVIÇO

DA CARIDADE, DA JUSTIÇA E DA PAZ

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil


Aos irmãos e irmãs das Dioceses, Paróquias e Comunidades de Base da nossa Igreja Católica.


Na Semana da Pátria deste ano será realizado o Plebiscito Popular sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e sobre outros temas ligados aos direitos sociais, em cuja promoção e defesa nossa Igreja sempre esteve empenhada.

Nós, bispos da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB - Dom Pedro Luiz Stringhini, Dom José Luiz Ferreira Salles, Dom Guilherme Antônio Werlang, Dom Ladislau Biernaski, Dom Demétrio Valentini e Dom Maurício Grotto -, convidamos, em nome das Pastorais Sociais, a todos e todas a participarem deste Plebiscito. Estimulamos também a disponibilização de espaços para a realização deste exercício de cidadania em que as Pastorais Sociais são coordenadoras junto com movimentos e organizações da sociedade Civil.

O leilão de privatização está sendo julgado pelo Judiciário, mobilizado por mais de 100 ações que contestam a sua legalidade. E como definiu Dom Luciano Mendes de Almeida, de saudosa memória, em audiência pública pouco antes do leilão de 1997, esse ato não foi ético. Dizia ele:

- “ninguém pode vender uma empresa como a Vale do Rio Doce essa sem ter informado o povo do seu valor real, do seu significado histórico, cultural, político...”

- “ninguém pode vender o chão do país...”

- “uma transação que toca na herança de todo um povo... não pode ser feita sem informar, formar e consultar o próprio povo”.

Contando com a participação e colaboração todos os irmãos e irmãs, recebam nosso abraço afetuoso.

Em Cristo,

Assina Dom Pedro Luiz Stringhini

(em nome do demais bispos da Comissão)

Brasília, 18 de agosto de 2007.

Caros amigos, precisamos fazer alguma coisa para resgatar a dignidade do povo brasileiro. o desafio é enorme, pois afrontar o poder capitalista dos poderosos bancos e políticos que governam nosso país, não é uma tarefa das mais fáceis.
Mas nem para Jesus as coisas foram fáceis. Pelo menos temtaremos mobilizar o maior número de pessoas dignas que ainda existem neste país.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O nosso maravilhoso sistema de saúde!

Justiça obriga SUS a pagar cirurgia de mudança de sexo
União ainda pode entrar com recurso no STJ para tentar suspender a decisão.
Para Ministério Público, cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional
.
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região estabeleceu um prazo de 30 dias para que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a realizar cirurgias de transgenitalização, conhecida como mudança de sexo. A União ainda pode entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão abrange todo o território nacional. Em caso de descumprimento do prazo, o SUS terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.

Para o Ministério Público Federal, que moveu a ação contra a União, possibilitar a cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional, que abrange princípios do respeito à dignidade humana, à igualdade, à intimidade, à vida privada e à saúde.

A União argumenta que a questão é polêmica. Além do questionamento da legalidade da operação, há impossibilidade de recursos orçamentários para a cirurgia. A União alega que a operação atualmente tem caráter experimental e é realizada apenas em hospitais universitários ou públicos adequados à pesquisa.
Fonte: G1 Globo
Pois é, nosso maravilhoso, moderno e eficiente sistema de saúde pública, agora oferece mais essa possibilidade! Os quase 0,000001% da população brasileira devem ficar contentes. O governo vai com certeza priorizar o atendimento a essa importante necessidade do povo brasileiro. Enquanto isso nós, os humildes 99,999999% da população, aguardamos pacientemente cerca de tres meses para agendar uma consulta e mais uns dois meses para se conseguir realizar alguna exames.
Nada como termos um governo bem democrático e popular!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Democracia Sul Americana 1

Será que este tipo de pensamento só acontece na Venezuela? Temos que cuidar para que nosso "sistema democrático" não caminhe nessa direção.


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou hoje a expulsão dos
estrangeiros
que "denigram" seu governo ou o chamem de "tirano". "Nenhum
estrangeiro pode vir aqui atacar-nos.

O que vier será expulso, pois isso é algo que não se pode permitir,
é questão de dignidade nacional", disse Chávez em seu programa Alô
Presidente. "Falo de senhores que vêm dar conferências, pagas, e pela TV
dizem que estamos em uma ditadura e Chávez é um tirano. A Venezuela tem de
se dar o respeito."

O presidente da Venezuela também rejeitou hoje a reeleição
indefinida para governadores e prefeitos e afirmou que seu projeto de
reforma constitucional inclui apenas a reeleição indefinida para presidente
.
Ontem, Chávez garantiu que a propriedade privada será mantida na Venezuela,
mesmo se for instalado um sistema de economia socialista no país.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

IGREJA SANTA E PECADORA - Por Dom Demétrio Valentini

Muito esclarecedora esta reflexão de Dom Demétrio, sobre os últimos acontecimentos envolvendo a Igreja Católica.

Quando falamos em Igreja, levantamos um grande assunto. Pois se trata de um grande projeto, nascido de Deus, fundado em Cristo, assumido pelo Espírito Santo, destinado a reunir toda a humanidade.


Em nosso tempo, este assunto recebeu uma atenção especial por ter sido tema central do Concílio Ecumênico Vaticano Segundo. Depois de dois mil anos de caminhada histórica, pelo Concílio a Igreja resolveu se olhar de frente, para se perguntar como Deus a quer, e conferir como historicamente ela se encontra, e que passos é chamada a dar para se colocar mais de acordo com os desígnios que Deus tem a respeito dela.


Isto colocou em questão, evidentemente, todos os que invocam o nome de Jesus, e querem se sentir integrados em seu projeto de Igreja. Isto é muito salutar. Pois, em princípio, a reflexão sobre a Igreja deveria deslocar o olhar das disputas entre os cristãos, para centrar o olhar em Cristo, no seu Evangelho, e no exemplo que nos deixaram os primeiros cristãos. Para a partir daí, todos percebermos o grande desafio que apresenta a vivência autêntica deste ambicioso projeto de Deus, colocado com temeridade nas mãos da humanidade.


Vivemos hoje, portanto, um tempo em que o assunto Igreja está mais em evidência. Não estranha que ele suscite uma forte discussão toda vez que volta ao centro de nossas atenções.


A experiência mostra que para falar adequadamente sobre a Igreja, é preciso despir-nos de atitudes arrogantes, e assumir a postura de quem quer contar com a graça de Deus e a luz do seu Espírito. Para garantir esta atitude, nada melhor do que colocar-nos em oração, pois ela nos coloca em sintonia com o mistério de Deus.


Daí o velho ditado teológico, que afirma: “lex ordandi, lex credendi”. Isto é, “a lei da oração é a lei da fé”. Ou em outras palavras, a oração nos ensina a crer. Somos convidados a crer da maneira como rezamos. Na justa suposição de que quando nos colocamos em oração, damos a palavra a Deus, que nos conduz pelos caminhos da sua verdade, que são os mesmos caminhos do seu amor.

Pois bem, desde os primeiros concílios ecumênicos, onde a Igreja procurou as palavras humanas mais adequadas para expressar as grandes verdades divinas que ela recebeu, rezamos no Creio da seguinte maneira a respeito da Igreja: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Assim rezamos, com a graça de Deus. Assim devemos crer, em obediência à verdade que esta oração expressa.

Claro que com isto não está dito tudo. Tanto que depois desses concílios que guiaram a Igreja por longos séculos no primeiro milênio, surgiram novas discussões, que infelizmente resultaram em grandes e dolorosas divisões, que ao contrário de diminuir, parecem se agravar, mesmo depois do leal esforço do último Concílio em colocar as bases para a reconciliação histórica de todos os cristãos.

É orçoso constatar que o peso do pecado humano ainda continua exercendo forte influência na maneira como os cristãos abordam a questão da Igreja. Deveríamos estar mais atentos, para ver o que colocar na conta do pecado, e o que colocar na conta da graça, a situação concreta em que se encontra a Igreja, para usar um singular que tenta envolver a todos os que possuem a boa intenção de integrar a verdadeira comunhão eclesial querida por Deus.

Na oração eucarística rezamos pela Igreja “santa e pecadora”. É santa em sua origem, pois brotou da misericórdia do Pai, nasceu do amor de Cristo, e é sustentada pela ação do Espírito. Olhando para Deus, nele encontramos a Igreja perfeita. Olhando para a humanidade, logo percebemos os estragos produzidos pelo pecado.

Bem dizia João 23 que a união dos cristãos precisa começar pela oração. Pois ela nos coloca em sintonia com a Igreja perfeita que está em Deus, e nos mostra que o caminho da unidade não avança com discussões, mas progride pela humildade e pelo amor.

Fonte: Catolicanet - boletim

terça-feira, 10 de julho de 2007

Respostas a algumas questões sobre a doutrina da Igreja

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA

INTRODUÇÃO
É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correcto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambiguidade.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES
Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta: O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio[1]. Paulo VI repetiu-o[2] e assim se exprimiu no acto de promulgação da Constituição Lumen gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura"[3]. Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção[4].
Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual"[5], que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos[6]. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele"[7].
Na Constituição dogmática Lumen gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica[8], na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes[9], já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica[10].
Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica"[11].
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica"[12].
Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos"[13], merecem o título de "Igrejas particulares ou locais"[14] , e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas[15].
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce"[16]. Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa[17].
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história[18].
Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico[19], não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio[20].
O Santo Padre Bento XVI, na Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ratificou e confirmou estas Respostas, decididas na Sessão ordinária desta Congregação, mandando que sejam publicadas.

Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de Junho de 2007, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
William Cardeal LevadaPrefeito
Angelo Amato, SDB,Arcebispo tit. de SilaSecretário


Notas[1] JOÃO XXIII, Alocução de 11 de Outubro de 1962: "… o Concílio … quer transmitir uma doutrina católica íntegra e imutável, não distorcida…Impõe-se todavia que, nos dias de hoje, a doutrina cristã, na sua inteireza e sem mutilações, seja por todos acolhida com novo entusiasmo e com serena e pacífica adesão …É necessário que, como todos os sinceros promotores da realidade cristã, católica e apostólica veementemente desejam, a mesma doutrina seja conhecida de forma cada vez mais ampla e profunda… É necessário que essa doutrina, certa e imutável, a que é devido fiel obséquio, seja estudada e exposta em sintonia com as exigências do nosso tempo. Uma coisa é o próprio depositum fidei, ou seja, as verdades contidas na nossa veneranda tradição, e uma outra é o modo como são enunciadas, sempre porém com os mesmos significado e sentido": AAS 54 [1962] 791.792.
[2] Cf. PAULO VI, Alocução de 29 de Setembro de 1963: AAS 55 [1963] 847-852.[3] PAULO VI, Alocução de 21 de Novembro de 1964: AAS 55 [1964] 1009-1010.
[4] O Concílio quis exprimir a identidade da Igreja de Cristo com a Igreja Católica. É o que se encontra nos debates sobre o Decreto Unitatis redintegratio. O Esquema do Decreto foi apresentado em Aula a 23 de Setembro de 1964 com uma Relatio (Act Syn III/II 296-344). O Secretariado para a Unidade dos Cristãos respondia a 10 de Novembro de 1964 aos modos que os Bispos entretanto haviam enviado (Act Syn III/VII 11-49). Desta Expensio modorum reproduzem-se quatro textos relativos à primeira resposta.
A) [In Nr. 1 (Prooemium) Schema Decreti: Act Syn III/II 296, 3-6]
"Pag. 5, lin. 3-6: Videtur etiam Ecclesiam catholicam inter illas Communiones comprehendi, quod falsum esset.
R(espondetur): Hic tantum factum, prout ab omnibus conspicitur, describendum est. Postea clare affirmatur solam Ecclesiam catholicam esse veram Ecclesiam Christi" (Act Syn III/VII 12).
B) [In Caput I in genere: Act Syn III/II 297-301]
"4 – Expressius dicatur unam solam esse veram Ecclesiam Christi; hanc esse Catholicam Apostolicam Romanam; omnes debere inquirere, ut eam cognoscant et ingrediantur ad salutem obtinendam…
R(espondetur): In toto textu sufficienter effertur, quod postulatur. Ex altera parte non est tacendum etiam in aliis communitatibus christianis inveniri veritates revelatas et elementa ecclesialia" (Act Syn III/VII 15). Cf. também ibidem n. 5.
C) [In Caput I in genere: Act Syn III/II 296s]
"5 – Clarius dicendum esset veram Ecclesiam esse solam Ecclesiam catholicam romanam…
R(espondetur): Textus supponit doctrinam in constitutione ‘De Ecclesia’ expositam, ut pag. 5, lin. 24-25 affirmatur (Act Syn III/VII 15). Portanto, a comissão que deveria pronunciar-se sobre as emendas ao Decreto Unitatis redintegratio exprime claramente a identidade da Igreja de Cristo e da Igreja católica e a sua unicidade, considerando ter essa doutrina fundamento na Constituição dogmática Lumen gentium.
D) [In Nr 2 Schema Decreti: Act Syn III/II 297s]
"Pag 6, lin. I-24: Clarius exprimatur unicitas Ecclesiae. Non sufficit inculcare, ut in textu fit, unitatem Ecclesiae.
R(espondetur): a) Ex toto textu clare apparet identificatio Ecclesiae Christi cum Ecclesia Catholica, quamvis, ut opportet, efferantur elementa ecclesialia aliarum communitatum".
"Pag. 7, lin. 5: Ecclesia a successoribus Apostolorum cum Petri successore capite gubernata (cf. novum textum ad pag. 6, lin. 33-34) explicite dicitur ‘unicus Dei grex’ et lin. 13 ‘una et unica Dei Ecclesia’" (Act Syn III/VII).
Estas duas expressões encontram-se na Unitatis redintegratio 2.5 e 3.1.
[5] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Const. dogm. Lumen gentium, 8.1.
[6] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 3.2, 3.4, 3.5, 4.6.
[7] CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Const. dogm. Lumen gentium, 8.2.
[8] Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Decl. Mysterium Ecclesiae, 1.1: AAS 65 [1973] 397; Decl. Dominus Iesus, 16.3: AAS 92 [2000-II] 757-758; Notificação sobre o livro do P. Leonardo Boff, OFM, "Igreja: carisma e poder": AAS 77 [1985] 758-759.
[9] Cf. JOÃO PAULO II, Carta enc. Ut unum sint, 11.3: AAS 87 [1995-II] 928.
[10] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Const. dogm. Lumen gentium, 8.2.
[11] CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Const. dogm. Lumen gentium, 8.2.
[12] CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 3.4.
[13] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 15.3; cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Carta Communionis notio, 17.2: AAS 85 [1993-II] 848.
[14] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 14.1.
[15] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 14.1; JOÃO PAULO II, Carta enc. Ut unum sint, 56s: AAS 87 [1995-II] 954s.
[16] CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 15.1.
[17] Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Carta Communionis notio, 17.3: AAS 85 [1993-II] 849.
[18] Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Carta Communionis notio, 17.3: AAS 85 [1993-II] 849.
[19] Cf. CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, Decr. Unitatis redintegratio, 22.3.
[20] Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Decl. Dominus Iesus, 17.2: AAS 92 [2000-II] 758.

Fonte: site do Vaticano

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Missa em Latim I

Santa Sé explica Motu Próprio e apresenta características do Missal de 1962
VATICANO, 07 Jul. 07 / 12:00 am (ACI).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé emitiu hoje uma nota informativa sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum, onde afirma alguns alcances deste documento e explica várias características do Missal aprovado pelo Papa João XXIII em 1962.
A nota assinala que o Motu Proprio estabelece novas regras sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma efetuada em 1970 afirmando que "a disposição fundamental é a seguinte: a liturgia romana terá duas formas ("usus"):
a) a forma ordinária: é a que segue a reforma litúrgica do Papa Paulo VI em 1970, como se encontra nos livros litúrgicos então promulgados; há uma edição oficial em língua latina, que pode ser utilizada sempre e em todo lugar e traduções em diversas línguas vernáculas, editadas pelas respectivas conferências episcopais.
b) a forma extraordinária: é a celebrada segundo os livros litúrgicos editados pelo Beato Papa João XXIII em 1962".
Mais adiante indica que "o bispo do lugar pode erigir uma paróquia pessoal sempre que houver um número bastante consistente de fiéis que queiram seguir a liturgia anterior. Conviria que o número de fiéis fora consistente, embora não comparável ao das outras paróquias".
Missal de 1962
A nota da Sala Stampa explica também algumas das características do Missal de 1962. Recorda, entre outras coisas, que é um Missal em língua latina "plenário" ou "integral", que contém também as leituras das celebrações (não é distinto do ‘Leccionario’, como o Missal sucessivo de 1970).
Deste modo assinala que contém apenas uma oração eucarística, o "Canon Romano" (que corresponde à oração eucarística I do Missal sucessivo, que prevê em troca a eleição entre várias orações eucarísticas).
Também indica que diversas orações (também grande parte do Canon) rezam-se em voz baixa pelo sacerdote, de forma não audível para o povo.
Entre as outras diversidades pode recordar a leitura do princípio do Evangelho de São João ao final da Missa.
Assinala que o Missal de 1962 não prevê a concelebração e que não diz nada sobre a orientação do altar e do celebrante (para o povo ou não).
Por último, indica que a carta do Papa prevê a possibilidade de enriquecimentos futuros do Missal de 1962 (inclusão de novos Santos e prefácios).

Carissimos irmãos, nã se trata de nenhum tipo de retrocesso, mas sim de uma abertura para enriquecimento e aprofundamento de nossa fé! Nossa Igreja possui tesouros que não podem ficar enterrados. Basta que saibamos utilizar dignamente as possibilidades de evangelização propostas pelo Papa.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Sobre a Bíblia

UMA HISTÓRIA INTERESSANTE SOBRE A BÍBLIA!

Fato ocorrido em 1892:

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos.

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?
- Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.
- É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba.

O cartão dizia: "Louis Pasteur" Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris.

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima." Louis Pasteur

"Memória de Louis Pasteur"

Que a Paz esteja com todos vocês!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Cai mais um tabu sobre o uso do preservativo!

Nova doença sexualmente transmissível 4 vezes mais freqüente entre usuários de preservativos
WASHINGTON DC, 13 Jun. 07 / 12:00 am (ACI).- Um estudo realizado pela Universidade de Washington na cidade norte-americana de Seattle revelou esta semana que uma doença sexualmente transmissível até agora quase desconhecida, o Mycoplasma genitalium, está avançando notavelmente entre a população sexualmente ativa, especialmente entre aqueles que usam preservativos.
Segundo o estudo, a nova doença superou a gonorréia entre as pessoas sexualmente ativas nos Estados Unidos, e se localizou em segundo lugar, depois da Clamídia.
A doença, produzida por uma das bactérias menores conhecidas até agora, apareceu pela primeira vez na década de 80, mas experimentou um crescimento surpreendente entre as pessoas que vivem com um casal sexual.
Surpreendentemente, o estudo, publicado no prestigiado American Journal of Public Health, assinala que a taxa de infecção foi "quatro vezes mais alta entre aqueles que utilizam preservativos em suas relações sexuais por via vaginal".
O estudo se apóia em testes realizadas em 1714 mulheres e 1218 homens entre 18 e 27 anos.
A doença causa a inflamação da uretra nos homens, a inflamação do colo cervical uterino nas mulheres e pode levar à pessoa a ser propensa à infertilidade.
Outros estudos associam a Mycoplasma genitalium com a inflamação dos testículo, enfermidades neonatais e artrite reativa.
A nova doença demonstra que o preservativo, embora reduza a possibilidade de contágio de algumas doenças sexualmente transmissíveis, é absolutamente inútil para prevenir outras –como a Clamídia– e na realidade facilita a transmissão do Mycoplasma genitalium.

Fonte: acidigital.com

Democracia e Ética - CNBB

Segue a nota da CNBB sobre o momento político atual, aprovada hoje, durante a Reunião do Conselho Permanente.

DEMOCRACIA E ÉTICA

Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acompanhamos, perplexos, com todo o povo brasileiro, o momento político atual.
São freqüentes as denúncias de corrupção em várias instâncias dos Três Poderes. Cresce a indignação ética diante da violação de valores fundamentais para a sociedade. A ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção. A denúncia do profeta Isaías vale também hoje: "eles gostam de subornos, correm atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão e a causa da viúva nem chega até eles" (Is 1,23). Por isso, as palavras do apóstolo Paulo são apropriadas para este momento: "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12,21).
A corrupção e a impunidade estão levando o povo ao descrédito na ação política e nas instituições, enfraquecendo a democracia. A crise, decorrente da falta de consciência moral, é estimulada pela ganância e marcada pelos corporativismos históricos, que utilizam as estruturas de poder para benefício próprio e de grupos.
Os empobrecidos são os mais prejudicados com o desvio das verbas públicas. Os poderes constituídos precisam assumir sua responsabilidade diante da corrupção e da impunidade. Urge também uma profunda reforma do atual sistema político, não limitada à revisão do sistema eleitoral. É necessário aprimorar os mecanismos da democracia representativa e favorecer a democracia participativa; a regulamentação do Art. 14 da Constituição Federal oferece esta possibilidade de participação por meio de referendos, plebiscitos e conselhos. A experiência de participação popular na política é uma conquista e um patrimônio precioso da sociedade.
O povo brasileiro precisa recuperar a esperança. A credibilidade e a legitimidade de nossas instituições serão asseguradas pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos apropriados ilicitamente e pela punição dos delituosos.
Queremos estimular os cristãos que, em nome da sua fé, se engajam no mundo da política, dizendo-lhes que vale a pena dedicar-se à nobre causa do bem comum. O exercício responsável da cidadania é um imperativo ético para todos.
Conclamamos as pessoas de boa vontade e as organizações da sociedade a se posicionarem com coragem, repudiando os desmandos e a impunidade, construindo uma convivência social sadia e velando pelo exercício do poder com honestidade.
Esta crise política poderá se tornar uma ocasião de amadurecimento das instituições democráticas do País, se levar a um comprometimento maior com a verdade que nos liberta e com a luta por um Brasil justo, solidário e livre, onde "justiça e paz se abraçarão" (Sl 85,11).

Brasília, 21 de junho de 2007.



Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB


Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

terça-feira, 12 de junho de 2007

Parabéns, irmãos em Cristo!

PRONUNCIAMENTO DOS DIÁCONOS PERMANENTES NA
V CONFERÊNCIA DO EPISCOPADO LATINO AMERICANO E CARIBENHO

APARECIDA – SP – 25/05/2007
(cinco minutos)

(transcrição integral)

Em nome de nossos irmãos Diáconos, agradeço o convite do Santo Padre para participar nesta V Conferência. Foi uma grande graça, pessoal e para o Diaconato, aceita por todos com alegria, responsabilidade e humildade.

Queremos entregar o melhor de cada um de nós a nossa amada Igreja no serviço e na comunhão com nossos Pastores.

Em nossa ordenação, o Bispo, ao entregar-nos o Evangelho, nos disse: “Recebe o Evangelho de Cristo do qual foste constituído mensageiro”. Naquele momento, recebemos o mandato específico de exercer o ministério profético, que talvez não tenha sido valorizado em toda a sua dimensão, nem sequer por nós mesmos. Trata-se de um verdadeiro tesouro com que o Senhor nos presenteia na nossa tríplice ministerialidade: “a Palavra, a Liturgia e a Caridade”.

Anunciar a Palavra de Deus a todos os homens é um mandato que Cristo, por sua Igreja, nos gravou no coração no dia de nossa ordenação. Queremos colocar este dom a serviço de nossos irmãos e exclamar com São Paulo: “Ai de mim se não proclamar o Evangelho” (1Cor 9,16). Os Diáconos são testemunhas da esperança, para saber dar as razões dela a um mundo desorientado.

Também queremos celebrar nossa fé junto ao Altar, fazendo de nossas vidas um sinal vivo do que celebramos.

Queremos identificar-nos “por Jesus, com Jesus e em Jesus” como servidores humildes, mostrando a bondade de Deus, nosso Pai. A atitude de Jesus, segundo nos relatam os Evangelhos, é de serviço aos mais pobres, excluídos e desvalidos. Nesta V Conferência, tem sido reiteradamente confirmada a continuidade da opção preferencial pelos pobres. O ensinamento de Jesus marca indelevelmente nossa vida e a relação com nossos irmãos, já que “O Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir” (Mt 20,28). Esperamos chegar a dizer como São Paulo: “Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Isto nos leva a ser servidores da comunidade e a superar qualquer atitude que gere privilégios, o que nos afastaria do Povo de Deus, do qual somos parte e ao qual servimos. Queremos ser ponte de comunhão eclesial, junto a nossos Bispos e em estreita colaboração com nossos irmãos Presbíteros, como alegres servidores do Reino.
Outro aspecto importante é que a maioria de nós recebeu, primeiramente, o Sacramento do Matrimônio, e posteriormente o Sacramento da Ordem, ambos orientados ao serviço. Deus nos abençoou duplamente. A missão diaconal se estende ao Matrimônio, no serviço à família,a começar pela nossa. Ali, livremente amamos e recebemos o amor da esposa, dos filhos, dos netos e das pessoas que nos rodeiam, às quais servimos. De nossa casa até a Paróquia preparamos toda nossa ação pastoral: é de casa que trazemos o carinho, e o rico ensinamento vem de nossas comunidades.

Recordemos Santo Domingo no nº 76, que diz: “Para uma Nova Evangelização, para o serviço da Palavra e da Doutrina Social da Igreja, responda as necessidades de promoção humana e vai gerando uma cultura de solidariedade, o Diácono Permanente, por sua condição de ministro ordenado e inserido nas complexas situações humanas, tem um amplo campo de serviço em nosso continente”.

À Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo, pedimos, neste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, que interceda por todos nós ante seu Filho, para que conservemos nossa fé, sejamos fortalecidos em nossa esperança e nossa caridade aumente no dia a dia; e que o Pai envie o seu Espírito a todos os nossos irmãos.



Diácono Victor Alejandro Bonelli (Argentina)
Diácono Luiz Cezar Bahia (Brasil)
Diácono Alberto Ferrando Furntes (Chile)
Diácono Jorge Wise de la Garza (México)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

CÔNEGO DALTO CARAN: UM ANO!

CARO IRMÃO, CONTINUE A INTERCEDER POR NÓS JUNTO AO PAI, PARA QUE REALIZEMOS DIGNAMENTE NOSSO TRABALHO MISSIONÁRIO DE APRESENTAR JESUS CRISTO A TODOS. AMÉM?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A missão vem de Aparecida

Editorial do porta-voz vaticano
ROMA, Domingo, 3 de junho de 2007 (ZENIT.org).
«O caminho aberto pelo grandioso discurso de Bento XVI no dia 13 de maio deu seus primeiros frutos», reconhece o porta-voz vaticano, no contexto da recém-concluída Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe (celebrada em Aparecida, Brasil).
«Dizemos “primeiros” porque os verdadeiros frutos deverão chegar de agora em diante na vida da Igreja no continente. Mas o impulso e a direção são motivos de grande confiança», afirma o padre Federico Lombardi S.I., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Em seu editorial da última edição de «Octava Dies» --semanário produzido pelo «Centro Televisivo Vaticano» (do qual ele é também diretor) e difundido por canais católicos de televiso de todo o mundo--, o sacerdote contempla o grande encontro eclesial, encerrado na quinta-feira passada. «Naturalmente --aponta--, quem espera novidades extraordinárias ficará desiludido».
«Mas o que conta é o sentido vivo da identidade da comunidade eclesial que se compromete em uma nova “missão continental”, cujas prioridades claras são: o anúncio do Reino de Deus e a promoção humana», afirma. Na reflexão dos bispos do continente «estiveram bem presentes» «os grandes desafios do tempo» --comenta o padre Lombardi--, tais como «a dificuldade na transmissão na fé, a globalização» ou a «injustiça estrutural». Nesse contexto, «a partir da fé em Jesus Cristo, que nos revela o amor de Deus Pai, as comunidades eclesiais devem-se renovar em sua pastoral e em seu testemunho de vida cristã», acrescenta. Como explica o porta-voz vaticano, «a “opção preferencial pelos pobres” --que Bento XVI havia declarado “implícita na fé em um Deus que se fez pobre por nós”-- se declara de novo em voz alta, introduzida em um horizonte de compromissos de amplo alcance, que vão desde a promoção da justiça internacional à defesa do matrimônio, da família, da vida e da criação».
Trata-se, portanto, de uma evangelização «encarnada e inculturada, que reabre aos jovens --a esses jovens que vimos com tanta confiança abraçados a Bento XVI no Brasil-- a esperança a que têm direito», insiste. «A Igreja universal sente-se unida à latino-americana em sua renovada condição de “missão permanente”», conclui.