segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dom Odilo recebe a Comissão de Diáconos de SP



A diretoria eleita da Comissão Arquidiocesana de Diáconos foi recebida na sexta feira dia 9 de novembro, pelo Arcebispo metropolitano, Dom Odilo Pedro Scherer. Esta reunião, assistida pelo presbítero acompanhante Padre Antonio Carlos R. Keller, representou um importante momento para a caminhada diaconal na cidade de São Paulo. Os diáconos apresentaram a Dom Odilo o resumo das atividades e foram estabelecidas algumas metas a serem atingidas nos próximos anos.

Reafirmou-se a importância de cada Diácono desempenhar seu ministério orientado pelas necessidades de sua Paróquia, Região Episcopal ou da própria Arquidiocese. O Bispo de sua região orientará as atividades do Diácono, que na medida do possível e da necessidade, realizará seu serviço na Liturgia, na Palavra e na Caridade. Dom Odilo reconhece a importância da Comissão como promotora da formação e como o fórum para o conhecimento e integração dos Diáconos da Arquidiocese.
O Arcebispo manifestou aos presentes a necessidade da criação do Diretório dos Diáconos Permanentes para a Arquidiocese de São Paulo, baseado nas diretrizes dos documentos que dizem respeito à Formação e Vida dos diáconos editados pela Congregação para Educação Católica e pela Congregação para o Clero.
A CAD foi reconhecida por nosso futuro Cardeal, como o meio para a integração dos diáconos, permitindo a troca de experiências e o desenvolvimento de ações para aprofundar o ministério do Cristo-Servidor na cidade de São Paulo.

Convidado pelos diáconos, Dom Odilo prontificou-se a participar do próximo retiro dos Diáconos da Arquidiocese, presidindo a Santa Missa do domingo 27 de julho e, em abril de 2008, preparar uma manhã de formação aos diáconos.

Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, concedeu entrevista onde destaca ações e perspectivas da Igreja no Brasil.

“Estamos agora preparando as novas diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão aprovadas na próxima Assembléia Geral, em Itaici, e estamos nos esforçando justamente para fazer uma recepção criativa do Documento de Aparecida. Fizemos questão de envolver os regionais o máximo possível nessa preparação para a Assembléia Geral com um questionário que foi encaminhado aos diretores regionais para que procurassem envolver os próprios coordenadores arquidiocesanos de pastorais e bispos.”

Que os Diáconos Permanentes possam contribuir em sua regiões para o enriquecimento desse documento, que terá grande importância em nossa caminhada, principalmente na dimensão da Caridade.

domingo, 11 de novembro de 2007

Comissão Episcopal CNBB Sul 1

Comissão Episcopal Representativa se reúne em SP

No dia 8 último, reuniu-se na sede do Regional Sul 1 (São Paulo) a Comissão Episcopal Representativa Ampliada da CNBB. Participaram da reunião os Bispos presidente das 8 Sub-Regiões Pastorais do Regional, Padres Subsecretários das mesmas Sub-Regiões, Coordenadores de Organismos, Pastorais, movimentos e Associações do Sul 1.

Esta reunião se realiza duas vezes ao ano: uma no primeiro e outra no segundo semestre e tem dois momentos: o primeiro reúne todos os participantes e o segundo reúne só os Bispos.

Após a leitura da ata da reunião anterior, foram feitas algumas considerações sobre a Assembléia das Igrejas, realizada no final de outubro, propostas para 2008 e comunicados sobre as principais atividades realizadas pelas diversas áreas pastorais do Regional.

Foram analisadas as conclusões da Assembléia das Igrejas e foi concluída que o Regional deve adaptar o Projeto de Ação Missionária Permanente (PAMP) incluindo propostas do documento de Aparecida e já tendo em vista as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão elaboradas e aprovadas na próxima Assembléia Geral dos Bispos do Brasil no início de 2008.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB

A Comissão Regional de Diáconos Sul 1 tem participado dessa Comissão Episcopal, visando integrar o Diaconato Permanente nas atividades ligadas ao serviço ao Povo de Deus, principalmente aquele que são marginalizados e excluídos de uma vida digna. O Diacono José Carlos Pascoal – presidente da CRD Sul 1 - e o Diácono Franco Abelardo - Arquidiocese de São Paulo representam os diáconos nessa Comissão.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Diaconia Unversitária - Reunião 14/11

Caros Irmãos, Paz e Bem!
Nestes primeiros momentos da Diaconia Universitária na Arquidiocese de São Paulo, estamos convidando os irmãos que de alguma forma estão envolvidos nas Pastorais Universitárias, visando o bom andamento desta caminhada.
Ficaremos felizes com sua participação no próximo dia 14 de novembro, às 13h30 na Cúria Central, na Avenida Higienópolis, 890.
Nesta reunião contaremos com a presença de Dom José Benedito Simão que, com os diáconos envolvidos, apresentarão os objetivos e perspectivas da Diaconia para o próximo triênio.
Antecipadamente agradecemos seu apoio pastoral para que possamos incentivar os jovens universitários a caminharem como profissionais configurados ao Cristo-Servidor.

Fraternalmente
Diácono Franco Abelardo
11 3851 0464 - 7426 5641

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cônego Padre Antonio Manzatto


25 Anos de Ordenação Sacerdotal

O Cônego Antonio Manzatto completa 25 anos de Ordenação Sacerdotal e no dia 17 de novembro às 19h00, será celebrada Santa Missa na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, presidida por Dom Odilo Pedro Scherer. Estamos todos convidados para esse importante momento desse nosso irmão de caminhada.
Pe. Antônio Manzatto é doutor em Teologia pela Univerdade de Lousanne, na Bélgica. Atualmente, é o diretor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Arquidiocese de São Paulo.

A Comissão Arquidiocesana de Diáconos da Arquidiocese de São Paulo parabeniza o Pe Manzatto por essa data tão importante em sua caminhada ministerial.

Viver numa "Democracia" exige discernimento cristão!

Muitas leis democráticas exigem objeção de consciência, explica Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân.
VERONA, terça-feira, 6 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- «Os casos de aborto e de eutanásia não são os únicos que exigem a objeção de consciência», adverte Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân (www.vanthuanobservatory.org), foco de promoção da doutrina social da Igreja.
O último boletim do Observatório, de sexta-feira passada, converte-se em porta-voz dessa realidade, publicando um comentário com o título «A objeção de consciência é um problema político. Sociedade democrática, relativismo e objeção de consciência». «O relativismo que guia freqüentemente a legislação nos países ocidentais situa o cristão diante de novos problemas de consciência – constata. É o caso de leis que legalizam o aborto ou a eutanásia.»
Recorda que João Paulo II indicou que «leis desse tipo não só não criam nenhuma obrigação de consciência, mas, pelo contrário, estabelecem uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas mediante a objeção de consciência («Evangelium vitae», 73). Mas estes casos «não são já os únicos que exigem a objeção de consciência», aponta Fontana, aludindo ao recente discurso no qual Bento XVI sublinhou «a obrigação da objeção de consciência para os farmacêuticos». «Pensemos em uma enfermeira que trabalha em um hospital no qual se praticam abortos», ou nos «funcionários de um município onde se registram uniões civis de pessoas do mesmo sexo», ou «em um empregado de um laboratório no qual se realizam seleções de embriões humanos», ou os trabalhadores de «editoras ou televisões que produzem material pornográfico», ou «em muitos advogados ou juizes que já se encontram com freqüência diante de situações-limite», exemplifica o diretor do citado Observatório Internacional.
Assim, «a objeção de consciência já é um problema político», considera. Daí que seja necessário, em sua opinião, «empreender uma profunda reflexão sobre a objeção de consciência em política, vista como ‘resistência’, mas também como ‘renovação’, isto é, como um empenho não só negativo, mas também positivo e propositivo». Stefano Fontana denuncia que, ao mesmo ritmo em que se «ampliam os casos nos quais se está chamado à objeção de consciência, assiste-se também a freqüentes negações desse direito». «Ambas coisas se devem ao relativismo, que mostra assim sua íntima contradição», sintetiza.
O relativismo – explica – «propõe uma liberdade de consciência quase total, mas se um funcionário municipal rejeita registrar um casal homossexual, esse mesmo relativismo o impediria»: «denunciaria essa liberdade de consciência como imposição e violência para a liberdade de consciência». Trata-se «de um dos aspectos mais sutis da ‘ditadura do relativismo’», conclui.

Em nosso cotidiano como diáconos casados, enfrentamos muitas vezes situações do tipo acima enunciado. Isto exige muita determinação e cuidado pois, apesar de necessitarmos do trabalho para obter o pão de cada dia, precisamos agir como cristãos frente à visão "democrática" da vida humana. Ao nos deparamos com essas dúvidas, nada melhor que recorrer ao nosso Mestre dos mestres e fazer a pergunta: Como agiria Jesus nesta situação?
Com o conhecimento da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja sempre teremos respostas coerentes aos nossos dilemas. Paz e Bem!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Padre Júlio Lancelotti - Nota à Imprensa

NOTA À IMPRENSA A RESPEITO DE PE JÚLIO LANCELOTTI
A Arquidiocese de São Paulo manifesta sua satisfação pelo trabalho de investigação da Polícia, que resultou na prisão de várias pessoas acusadas de atos de chantagem e extorsão contra o Padre Júlio Lancelotti. Esse era um passo muito esperado e necessário para o prosseguimento das investigações e para que a verdade sobre as suspeitas levantadas contra o Padre possa aparecer.
Por outro lado, causam grande perplexidade as acusações levianas feitas contra o Padre Júlio, que é bem conhecido, há muito tempo, e sempre esteve em evidência na cidade de São Paulo; seu trabalho social foi sempre devidamente monitorado por quem de direito. Com seu valioso trabalho social em benefício de numerosas pessoas que vivem em condições de total exclusão social e, muitas vezes, em situações de marginalidade, e com seu trabalho religioso, ele sempre buscou ajudar essas pessoas a recuperarem sua dignidade, para uma adequada re-inserção social. Para isso, ele teve e tem o incentivo e o apoio da Igreja e também de grande parte da sociedade.
É bom recordar que foi o próprio Padre Júlio quem apresentou a denúncia à polícia de ele que estava sendo vítima de extorsão e, para isso, era chantageado, mediante a ameaça da acusação de pedofilia. Sobre isso foi recolhido farto material comprobatório. Lamentavelmente, de vítima, agora ele está sendo transformado em réu. Toda pessoa deve ser considerada inocente, até provas em contrário. Aos acusadores cabe a responsabilidade de apresentar provas convincentes para suas acusações. E ninguém pode ser condenado, mesmo na opinião pública, antes do processo formal e sem ter tido a possibilidade ampla de defesa.
Padre Júlio tem a solidariedade da Arquidiocese de São Paulo, que confia no trabalho da justiça e estará acompanhando as investigações.
São Paulo, 27 de outubro de 2007

D. Odilo Pedro SchererArcebispo de São Paulo

Caros Irmãos, este é um momento para conscientizarmos nossas comunidades de como a Igreja Católica é atacada por todo tipo de pessoas que só pensam em enriquecer às custas da exploração. Como servidores de Cristo, os diáconos permanentes aliam-se à comunidade cristã, apoiando o Padre Júlio nesta passageira tormenta em sua caminhada como homem de Deus.

Entrevista de Dom Odilo - Cardeal


Nova missão como cardeal


BRASÍLIA, segunda-feira, 29 de outubro de 2007 (ZENIT.org).

No próximo dia 24 de novembro, em Roma, acontece o Consistório no qual Bento XVI criará os 23 novos cardeais anunciados no dia 17 de outubro, entre os quais o arcebispo de São Paulo (Brasil), Dom Odilo Pedro Scherer.

Em entrevista à Assessoria de Imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o novo cardeal fala sobre sua nomeação e sobre as funções que lhe caberão como membro do colégio de conselheiros do Papa.

–Quais são as funções do cardeal?

–Dom Odilo: Os cardeais formam um colégio de auxiliares diretos do papa que o assistem em função de sua missão universal diante da Igreja. Podemos dizer que os cardeais são um colégio de consultores, de conselheiros. A função principal do colégio cardinalício é eleger o novo papa quando for o momento.

–Quando o colégio cardinalício se reúne?

- Dom Odilo: Não há reuniões periódicas, mas sempre quando o papa convoca como no Consistório que é a reunião dos cardeais com o papa. O único ato do qual eles automaticamente participam é o conclave. Para os sínodos, por exemplo, precisam ser eleitos por suas respectivas Conferências Episcopais. Quando isso não acontece, a maioria é convocada para participar do sínodo.

–Como é o Consistório durante o qual são criados os novos cardeais?

–Dom Odilo: Em Roma existe todo um ritual e a cidade participa muito. Hoje o colégio cardinalício é universal, mas antes, quando ainda existia o Estado Pontifício, o colégio era quase só italiano e, sobretudo, romano. Por isso o povo romano considera os cardeais como parte do clero de Roma. Isso fica configurado na entrega simbólica de uma paróquia de Roma a cada cardeal ou de uma Igreja de Roma como igreja titular sobre a qual, teoricamente, o cardeal deve velar. Simbolicamente isso significa que cada cardeal é membro do clero de Roma e, na eleição do papa, o clero da diocese de Roma, na pessoa dos cardeais, escolhe o seu bispo.

–Que critérios o papa usa para anunciar os cardeais? Existem sedes cardinalícias?

–Dom Odilo: A nomeação dos cardeais é estrita decisão do papa. Mas existem algumas situações que tornam previsível esta nomeação. Não existem, propriamente, sedes cardinalícias. O título é da pessoa e não da sede, tanto assim que, quando o cardeal é transferido, ele leva consigo o título de cardeal. Porém, existem sedes e funções de serviços, por exemplo, a cúria romana, onde por tradição e pela história sempre houve um cardeal. Por exemplo, ficaria muito estranho, para a opinião pública ou para tradição, que de repente não houvesse mais cardeal no Rio de Janeiro ou em Milão ou em Paris. Portanto, embora não se possa falar em sedes cardinalícias, existem sedes que normalmente sempre terão cardeais.

–Quais seriam as do Brasil?

–Dom Odilo: No Brasil, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo são sedes que, desde há várias décadas, tiveram cardeais e, certamente, sempre terão.

–O Brasil poderia ter mais cardeais?

–Dom Odilo: O Brasil tem nove cardeais, mas cinco deles já são arcebispos eméritos, inclusive já tendo passado dos 80 anos e, por isso, de acordo com as normas atuais, não participam mais da eleição do papa. Então o Brasil tem quatro cardeais eleitores. Dizer que o Brasil poderia ter mais ou menos cardeais, isso é uma decisão que depende do Santo Padre. Há grandes arcebispos no Brasil que evidentemente poderiam ser cardeais, mas não se trata disso. Tradicionalmente existe um equilíbrio de número de cardeais. O número dos eleitores do colégio cardinalício não deve estar abaixo de 120 cardeais e não vai muito além desse número. O número é distribuído com muito cuidado para que haja representação dos vários países e dos continentes. Existem alguns países que têm de fato um maior número de cardeais, como os Estados Unidos e a Itália. Isso faria pensar: o Brasil, um grande país católico, poderia ter mais cardeais? Naturalmente são reflexões que podem ser feitas, mas isso não é o determinante. Na verdade, o tempo é que foi levando ao fato de na Itália, por ser também um país de antiga tradição católica, haver muitos cardeais e, no Brasil, menos. É difícil mudar a tradição. De repente, diminuir o número de cardeais da Itália para nomear mais cardeais para o Brasil poderia se tornar uma situação complicada. O tempo é que vai mudando e adequando o equilíbrio da representatividade dos cardeais.

–Como o senhor recebe esta nomeação e outras funções que tem assumido na Igreja? Não foi rápido demais?

–Dom Odilo: Isso tudo me coloca diante dos misteriosos planos de Deus. Posso dizer com toda tranqüilidade que essas nomeações não vêm da vontade da gente, mas por decisão superior do papa. Ponho-me diante dessa consideração: o que Deus quer de mim? Reconheço que tudo está indo muito rápido e, às vezes, me espanto com isso, mas procuro me colocar diante da interpelação de Deus e participar das responsabilidades da vida da Igreja.

A nomeação cardinalícia me colocou, além da responsabilidade pela arquidiocese, também diante da Igreja no mundo inteiro porque o papa é responsável pela igreja no sentido global e os cardeais o auxiliam. Passando de um plano pessoal, minha nomeação é uma forma como o Brasil é chamado a dar uma contribuição para a Igreja no mundo. De minha parte, recebi tudo com muita simplicidade e muita humildade. Isso não muda meu jeito de ser exceto o sentimento de uma maior responsabilidade e a consciência de maior empenho e seriedade em tudo o que faço e digo porque agora será sempre: o cardeal disse. Isso pesa.

–O que significa para uma diocese e para a Conferência Episcopal de um país ter um cardeal?

–Dom Odilo: O título cardinalício está ligado, certamente, a uma consideração particular na opinião pública e na Igreja. Por isso quando uma cidade tem um cardeal, isso honra a cidade, a diocese e o país, sobretudo os países de cristianismo mais recente. Existe, sim, uma consideração particular para o país, para sede, a diocese, a conferência episcopal e para a própria pessoa. Não há como negar isso. O papa ter escolhido um cardeal do Brasil entre os 23 anunciados é um fato que honra. A gente pode dizer: o papa se lembrou do Brasil, de São Paulo, da CNBB. O fato de eu ter trabalho na CNBB até esse ano e o papa, depois de poucos meses de minha nomeação para São Paulo, ter me nomeado como membro do colégio cardinalício é motivo de alegria particular.


Esta entrevista esclarecedora foi aqui reproduzida, para que cada Diácono possa divulgar estas informações às suas comunidades. A Igreja do Brasil está em festa e devemos todos participar com muita alegria deste momento!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Candidatos ao Diaconato recebem os Ministérios


No domingo dia 28 de outubro, tivemos a alegria de participarmos da Santa Missa presisida por Dom Odilo na Catedral da Sé, onde onze candidatos ao Diaconado receberam os ministérios do Acolitado e do Leitorado.

Pedimos que todos incluam em suas orações, o pedido para que, estes homens chamados ao serviço da Igreja, perseverem na caminhada.

Em março de 2008, esperamos a Ordenação de pelo menos 12 Diáconos Permanentes, que com certeza, vão encontrar muito trabalho nesta Arquidiocese.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Igreja faz a primeira Festa de São Frei Galvão



Novena preparatória do dia do santo brasileiro (25) teve participação de bispos






Diante da imagem de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, dom Odilo
e padre Armênio (dir.) durante novena do 1º santo brasileiro

Diácono Francisco Gonçalves/O SÃO PAULO

Na comemoração da primeira festa de frei Antonio de Sant´Ana Galvão - frei Galvão -, o primeiro brasileiro nato a merecer a grande honra dos altares, a ser realizada na quinta-feira, dia 25, o Mosteiro da Luz de São Paulo (avenida Tiradentes, 676, na Luz, centro de São Paulo) está promovendo novena em louvor ao santo, que era sacerdote da Ordem dos Frades Menores Descalços, e que foi beatificado pelo papa João Paulo 2º, no dia 25 de Outubro de 1998, em Roma, e canonizado pelo papa Bento 16, em São Paulo, dia 11 de Maio de 2007.
A novena se iniciou, dia 16, com pregação de dom Francisco Manuel Vieira, bispo emérito de Osasco (SP), sobre o tema “Frei Galvão, o homem movido pelo Espírito Santo”.
A programação, sempre às 20h, obedeceu ao seguinte calendário: dia 17, dom Pedro Luiz Stringhini, bispo na Região Belém, falou sobre “Frei Galvão, o homem que conheceu a colher de pedreiro”; dia 18, dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, abordou o tema “Frei Galvão, o homem da Palavra de Deus”; dia 19, diácono permanente Benedito Camargo, “Frei Galvão, o homem da fé”; dia 20, diácono permanente Pedro Alexandre Coscelli, “Frei Galvão, o homem da família”; dia 21, dom Antonio Celso Queiros, bispo de Catanduva (SP), “Frei Galvão, o homem enviado por Deus a São Paulo”; dia 22, dom Tomé Ferreira da Silva, bispo na Região Ipiranga, “Frei Galvão, o homem vocacionado do Pai”. Hoje, dia 23, dom Fernando Legal, bispo de São Miguel Paulista (SP) abordará o tema “Frei Galvão, o homem escravo perpétuo da Imaculada”; e amanhã, dia 24, a novena se encerra com pregação de dom Mathias Tolentino Braga, abade do Mosteiro São Bento, que falará sobre “Frei Galvão, o homem que ensina o caminho de Deus”.
Dia 25, dia de Santo Antonio de Sant´Ana Galvão, as missas serão presididas segundo a seguinte programação: 8h padre Antonio Alexandre de Oliveira; 10h – padre Sidnei Fernandes Lima; 12h – padre Jose Renato Ferreira; 14h – cônego Celso Pedro da Silva; 16h – dom Cláudio da Silva Correa, do Mosteiro São Bento; 18h – padre José Antonio Pires de Almeida, e, às 20h, dom José Benedito Simão, bispo na Região Brasilândia, encerra as festividades presidindo a celebração eucarística.
Dom Odilo, em sua pregação, dia 19, salientou que Frei Galvão procurou não só conhecer, mas praticar a Palavra de Deus, e ao acolhê-la, buscou difundi-la através da catequese, em missões junto ao povo, sempre mostrando o seu próprio testemunho. O arcebispo ressaltou que Frei Galvão era um amigo de Deus, título esse a que todos batizados são convidados a portar, e que por ter vivido em São Paulo, evidencia que essa cidade uma cidade de santos, começando por Anchieta, madre Paulina e Antonio de Sant´Ana Galvão. Dom Odilo sinalizou que os santos amigos de Deus proclamam a Palavra de Deus e contam as maravilhas que Deus faz.
Ao final da celebração, padre Armênio Rodrigues Nogueira, capelão do Mosteiro da Luz, agradeceu a presença do arcebispo, e explicou que colocou na programação da novena também os diáconos permanentes da Arquidiocese para destacar essa nova vocação que começa a ser conhecida na cidade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Documento de Aparecida e Educação (2)

Os Centros Educativos Católicos

Itens 331 a 340.

Na primeira análise do tema da Educação enfocada no Documento de Aparecida, resultante dos trabalhos realizados na 5ª Conferência Episcopal Latino Americana (CELAM), constatamos a precária situação do ensino do conhecimento, que visa apenas o objetivo individual e, raramente, a coletividade. Destacamos a importância de se recuperar o componente religioso da formação, propiciando consciência aos educandos, no sentido da partilha dos frutos do trabalho e do conhecimento adquirido.

Para enriquecer este trabalho, transcrevemos um trecho do livro “Superando o Cárcere da Emoção” do psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Augusto Cury: “Tenho dado conferências e cursos a centenas de educadores, por isso tenho sentido de perto o caos em que está a Educação. A Educação no mundo inteiro está passando por crise. Estamos formando homens cultos, mas não homens que pensam. Estamos formando homens que dão respostas ao mercado, mas não homens maduros, completos, que sabem se interiorizar, pensar antes de reagir, expor e não impor as suas idéias, trabalhar em equipe, homens que amam a solidariedade, que sabem se colocar no lugar do outro.”

O item 331 do documento de Aparecida confirma: “A missão primária da Igreja é anunciar o Evangelho de maneira tal que garanta a relação entre a fé e a vida tanto na pessoa individual como no contexto sócio-cultural em que as pessoas vivem e se relacionam entre si.”

Com estas considerações, reafirmamos a importância do componente religioso na formação da pessoa humana. As escolas católicas, por sua própria identidade, conduzem seus educandos a trilhar os caminhos do saber, amparados pelo projeto de um ser humano configurado ao Cristo servidor. O educador cristão procura transmitir, mediante a força da Palavra de Deus, critérios de juízo e de valores condizentes com o modelo apresentado e vivido pelo Cristo, filho de Deus, irmão e amigo vivo no meio de nós. Ora, os valores cristãos do Evangelho germinarão dentro da vida profissional, proporcionando soluções aos problemas da vida cotidiana, de tal forma que respeitem os critérios de respeito à vida e a dignidade humana.

“A Igreja é chamada a promover em suas escolas uma educação centrada na pessoa humana que é capaz de viver na comunidade oferecendo para esta o bem que a Igreja possui” (Aparecida 334). Será que esta não será a solução ao problema detectado pelo escritor Augusto Cury? Procura-se, a todo instante, novas formas de conhecimento para reconduzir o ser humano ao seu propósito maior. Temos observado que a cada dia surgem novas “teorias pedagógicas” tentando justificar e buscar as origens das mazelas cometidas pela humanidade contra toda a criação, destruindo até o meio em que vivemos! Está na hora de recuperarmos as bases da vida cristã através da Bíblia, a rica Tradição e no Magistério da Igreja.

“Contudo, também no nosso trabalho no campo da educação é necessário sermos realistas, para não ficarmos nas nuvens, para não nos iludirmos e, sobretudo, para não nos esforçarmos em vão. É preciso que haja realismo, evidentemente iluminado e sustentado pela fé”. (homilia do Cardeal Zenon Grocholewski, no Congresso Europeu sobre "Os Desafios da Educação” de 3 de Julho de 2004).

A evolução do conhecimento exige diariamente avanço na busca do conhecimento, para atender aos novos desafios da sobrevivência humana, porém até que ponto esses avanços produzem melhoria na qualidade de vida das pessoas? Será que todos se beneficiam das descobertas da medicina, da agricultura e da ciência de maneira geral? Se estivermos melhorando a vida de apenas alguns grupos sociais em detrimento de outros, com certeza perdemos a missão evangélica do verdadeiro fim último do homem.

“Na verdade, o modelo de sociedade, de desenvolvimento adotado, concentrador de renda, segregacionista, baseado no acúmulo de capital das elites, acabou por influenciar o modelo de ensino e de educação do país. E a Educação não tem conseguido influenciar a sociedade como um todo no sentido de transformá-la, pois está condicionada a manter o ‘status quo’. Nesse contexto, os planos de educação foram vários e diversas foram as iniciativas colocadas à prova como resultado de esforços de educadores como Francisco Campos, Anísio Teixeira e Darci Ribeiro. No entanto, as políticas implementadas por sucessivos governos, em diferentes esferas de poder, não conseguiram romper com o paradigma da sociedade que vem se reproduzindo ao longo das décadas.” (Estrutura do Ensino - Breve Histórico e Considerações Profª. Ms. Joana Maria R. Di Santo).

Meditando sobre essa situação voltamos ao documento de Aparecida, no item 336: “...a meta que a escola católica se propõe com relação às crianças e jovens, é a de conduzir ao encontro com Jesus Cristo vivo, Mestre e Pastor misericordioso, esperança, caminho, verdade e vida, e dessa forma colaborando na construção da personalidade dos alunos, tendo Cristo com referência no plano da mentalidade e da vida”. E como resposta à situação apresentada pela Profª. Joana prossegue o documento: “Como conseqüência (da referência cristã), amadurecem e parecem co-naturais as atitudes humanas que levam a se abrir sinceramente à verdade, a respeitar e amar as outras pessoas, a expressar sua própria liberdade na doação de si e no serviço aos demais para a transformação da sociedade.”

Daí, a missão da Escola Católica em resgatar a identidade cristã dos centros educativos, atuando pastoralmente nas atividades do Ensino, formando a pessoa integralmente. A qualidade do ensino, concatenada aos princípios básicos do cristianismo permitem a todos, educadores, educandos e suas famílias, viverem em solidariedade como verdadeira comunidade eclesial.

O documento destaca ainda, no item 339, a liberdade do ensino e o direito à educação, que todos os pais devem ter claros na criação de seus filhos. Os pais, como geradores da vida, tem a responsabilidade de encaminhar seus filhos para condições favoráveis ao crescimento físico e intelectual. Socialmente, são os primeiros e principais educadores.

O poder público, por delegação, precisa garantir a liberdade para que os pais escolham o melhor projeto educativo para seus filhos, independente da condição social em que vivem. “Portanto, a nenhum setor educacional, nem sequer ao próprio Estado, se pode outorgar a faculdade de se reservar o privilégio e a exclusividade da educação dos mais pobres, sem com isso infringir importantes direitos”. (Aparecida 340).

Neste breve estudo, procuramos enfatizar a importância de se divulgar e adotar as informações contidas no Documento de Aparecida, visto que sua elaboração partiu da experiência adquirida das populações do continente latino americano. O agir dependerá do empenho de cada cristão consciente de sua missão evangelizadora na área da Educação, pois isto resultará em profissionais dignos e solidários, que vivam pacificamente e partilhem os frutos do progresso com a sociedade.

Elaborado pelo Diácono Franco Abelardo da Arquidiocese de São Paulo e Assessor da Pastoral da Educação da Região Episcopal Brasilândia - Outubro de 2007.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Diaconia Universitária na Arquidiocese de São Paulo



A Igreja Católica está cada vez mais presente na formação integral da pessoa humana. Em muitas faculdades paulistas, funciona a Pastoral Universitária: um espaço onde os estudantes refletem sobre a importância do conhecimento e de sua finalidade para o bem estar da sociedade.
Em reunião no dia 10 de outubro de 2007, na Cúria Arquidiocesana de São Paulo, estiveram presentes os Diáconos Permanentes Francisco Carlos Pereira Kumagai, Franco Antonio Abelardo, Lácio Leonel e Luiz Carlos de Laet. Com a presença e orientação do Bispo Dom José Benedito Simão, Assessor da Pastoral da Educação e da Pastoral Universitária da Arquidiocese de São Paulo, tem início a Diaconia Universitária na Arquidiocese.
Tem esta, o objetivo principal de concatenar as atividades desenvolvidas pelas diversas Pastorais já existentes nas Escolas de Ensino Superior da Arquidiocese. Lembrou-se que existem experiências com excelentes resultados que precisam ser aproveitados para toda a Arquidiocese. Compete à Diaconia (comissão formada por diáconos), levantar todas as ações positivas desenvolvidas nessas escolas pelas pastorais, orientadas por seus coordenadores. A partir dessas informações, serão estabelecidos critérios para um projeto de trabalho em todas as escolas da Arquidiocese, inclusive as que ainda não tem a Pastoral implantada. Compete aos diáconos, elaborarem esses levantamentos e proporem um plano de trabalho condizente com as orientações apresentadas nos documentos da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Esperamos assim conscientizar, cada vez mais, nossos futuros profissionais a se utilizarem do saber humano para levar vida e dignidade às pessoas, principalmente aos menos favorecidos por nosso atual sistema social. A Igreja procura assim configurar o universitário ao Cristo servidor.

Texto redigido pelo Diácono Permanente Franco Abelardo da Arquidiocese de São Paulo – outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A Biotecnologia não pode violar a Dignidade Humana

Ao receber o novo embaixador Ji-Young Francesco Kim, da Coréia do Sul no Vaticano, o papa Bento XVI no dia 11 de outubro de 2007, alertou sobre a tentação de que a pesquisa científica viole a dignidade fundamental do ser humano, como acontece com os experimentos com embriões humanos que depois são destruídos, ou com a clonagem.
Por outro lado, o pontífice apoiou a pesquisa e o uso de células-tronco adultas, pois neste caso a vida humana não fica em perigo.
Ao reconhecer os enormes passos tecnológicos dados pelo país asiático, o pontífice destacou em particular "os avanços em biotecnologia, que tem a possibilidade de tratar e curar doenças de forma que se melhore a qualidade da vida". "As descobertas neste campo convidam o homem a ter uma consciência cada vez mais profunda das sérias responsabilidades envolvidas em sua aplicação", explicou em seu discurso pronunciado em inglês. "Antes de tudo está a dignidade do ser humano, que não pode ser manipulada em nenhuma circunstância ou tratada como mero instrumento de experimentação."
"A destruição de embriões humanos para obter células estaminais ou com qualquer outro propósito contradiz o pretendido intento de pesquisadores, legisladores e funcionários da saúde pública de promover o bem-estar humano", denunciou o papa. "A Igreja não vacila em aprovar e estimular a pesquisa com as células-tronco adultas, não só pelos resultados favoráveis obtidos com estes métodos alternativos, mas porque – e é o mais importante – esta pesquisa se harmoniza com a tentativa já mencionada, respeitando a vida humana em cada etapa de sua existência", declarou.
O papa Bento XVI assegurou suas orações "para que a sensibilidade moral que é inerente ao povo coreano, como evidenciou em sua firme rejeição à clonagem humana e aos procedimentos relacionados, ajude a comunidade internacional a aderir às profundas implicações éticas e sociais da pesquisa científica e de sua utilização".

Fonte: Zenit.org

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Por que o Aborto não Choca Tanto?

Este artigo foi escrito pelo Padre Norberto Savieto da Paróquia N.S. Aparecida no bairro do Varjão em Jundiaí – SP. A matéria foi extraída do JORNAL DE JUNDIAI, edição Nº13474 do dia 06.10.2007. Recebemos este texto por gentileza do Diácono Benedito Pedro de Jundiaí.


Temos lido e ouvido diversas noticias que nos chocam e nos deixam estarrecidos. Repetem-se os casos de mães que têm abandonado os filhos no mato, no lago, em rio, latas de lixo, etc. Além desses fatos chocarem, trazem até uma revolta na maioria das pessoas. Muitas vezes costuma-se até julgar tais mulheres, desejando a elas a pena de morte.
Os pais nunca são lembrados nesses julgamentos. Se eles estivessem juntos, aceitando os filhos, muito provavelmente as mães não tomariam tal atitude. Em todo caso, não há dúvidas que são situações gravíssimas que não podem ficar sem punição com orientação , uma punição corretiva.
Agora, porque é que o crime de aborto não é tão condenado e por que muitas pessoas, inclusive estudadas e esclarecidas defendem e querem legalizar o aborto?
Tenho certeza de que todos os que são favoráveis ao aborto condenaram com veemência essas mulheres que abandonaram os filhos. E qual é a diferença? Ficaram chocados porque essas crianças choraram? E aqueles milhares e milhões que são mortas dentro do útero por acaso não choram? Elas não gritam quando são espetadas com aqueles instrumentos cortantes que vão dizimando-as e arrancando-as aos pedaços? Nós não as ouvimos, mas elas até são ouvidas depois de tiradas e amontoadas em latões. Já assisti reportagens assim. Vejam o tamanho da hipocrisia de grande numero de pessoas do nosso país. Pensam certamente: o que os olhos não vêm, o que os ouvidos não ouvem o coração não sente. O que é feito escondido não escandaliza quase ninguém.
Abandonar crianças, sem dúvida, é extremamente grave, mas no meu modo de entender abortar é mais grave ainda porque as abandonadas puderam gritar mais alto e muitas foram salvas, enquanto que aquelas que foram agredidas covardemente em salas fechadas e sufocadas para não serem ouvidas, nunca têm chance. Nenhuma pôde ser salva. São torturadas e mortas por facínoras inescrupulosos. Muitos deles até fizeram juramento que defenderiam até as últimas conseqüências a vida humana.
As barbáries aumentam cada vez mais: seqüestros, assassinatos aos milhares, violências sexuais a maiores e menores, corrupções incontáveis e muitas outras. Nem assim, nada pior que o aborto.
Se fosse filmada alguma pessoa quebrando os ovinhos nos ninhos dos passarinhos, certamente ficaríamos revoltados porque deles nasceriam lindas aves. Por que se permite, então, tirar com violência as lindas crianças que estão crescendo nos ninhos do amor de Deus, que são os úteros das mães? Se imaginássemos os milhões de rostinhos sorridentes que iriam chegar, não ficaríamos mais omissos diante da tentativa insistente de muitos e péssimos governantes nossos que são a favor do aborto ou que pelo menos não se posicionam contra os famosos urubus de cima do muro.
É preciso lembrar aqui o exemplo de uma médica italiana, a bem aventurada, a mulher forte, Giovana Bereta Mola, que adoecida na gravidez do 4º filho, não hesitou em nenhum momento e afirmou com segurança: "entre a minha vida e a de minha filha, que ela seja preservada". E de fato dias após ter dado a luz em 1962 ela partia para a eternidade, deixando quatro crianças órfãs. Todos pensariam: de que adiantou ter mais uma e deixou as 4 sem mãe? Não seria melhor sacrificar uma para cuidar das outras três? Ela não esteve presente, mas o seu espírito forte, seu gesto de amor e de doação sempre ficaram presentes na vida do pai e de toda a família que se tornou muito mais unida e solidária. Um exemplo como esse é sem dúvida, muito mais forte do que a presença. Bem aventurada Giovana, reze a Deus por nós para que jamais se aprove no Brasil a lei do aborto.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O Nascituro - Artigo de Dom Luciano Mendes

O direito de decidir sobre o nascituro -D. Luciano*

A quem cabe o direito de decidir? A Comissão Tripartite apresentou suas conclusões sobre a despenalização do aborto propondo o Projeto de Lei 1135/91 que estabelece no artigo 1º o 'direito' da mulher de recorrer ao aborto, com toda liberdade, durante os três primeiros meses de sua gravidez.

O debate sobre o aborto tem se estendido na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos deputados Federais em Brasília. A votação estava marcada para o 19 de outubro no Congresso Nacional e ainda não se realizou. Multiplicam-se, nestes últimos dias as mensagens aos deputados solicitando em nome da 'Campanha em defesa da vida' que votem contra o projeto da Lei que liberaliza o aborto.

São conhecidos os argumentos a favor da vida e contra a interrupção voluntária da gravidez Acaba também de circular pelo país uma série de considerações por parte da Organização não Governamental "Católicas pelo poder de decidir", que não correspondem, no entanto, à doutrina da Igreja Católica. Nesta publicação apresenta-se uma 'visão' teológica, católica e 'feminista'.

Com todo respeito, reconheço , o direito do grupo manifestar as próprias argumentações. Permito-me, no entanto, notar que todos conhecemos a posição católica que é clara e constante em favor da vida nascente, com firme rejeição do aborto provocado. Em discordância e numa outra perspectiva, a representante da ONG escreve suas reflexões, procurando que sejam compreendidas as mulheres que decidem interromper a gravidez.

Apresentam três argumentos:

- O primeiro refere-se à liberdade de decidir de acordo com a própria consciência. Quem assim julgasse deve ter presente que a pessoa humana não possui; autonomia absoluta em relação ao exercício da liberdade. A consciência deve ser reta e portanto, normada pelo bem objetivo. A autonomia plena levaria ao absurdo de decidir sem se orientar pelo bem objetivo, mas unicamente pela própria decisão que poderá ser arbitrária e totalitária.

- O segundo argumento alegado em favor da livre escolha da interrupção abortiva baseia-se no princípio do probabilismo, que em caso de dúvida sobre o que fazer aceita a liberdade de opção ('Ubi dubiun ibi libertas'). O princípio não se aplica pois se trata de uma dúvida superável e ninguém pode agir com risco de cometer um homicídio.

- Terceiro motivo aduzido é o direito das pessoas tomarem decisões com responsabilidade e elaborar seus projetos pessoais, mas há limites na aplicação deste direito; pois a decisão pessoal não pode ir contra a justiça, eliminando a vida do nascituro inocente e indefeso.

É importante que as futuras mães, diante de Deus, reconheçam os direitos e deveres que possuem, todo apreço que de nós merecem, e por outro lado saibam assumir com carinho, sacrifício e generosidade a vida que Deus lhes confia.

A sociedade que se fecha no individualismo fará leis egoístas e nunca compreenderá a beleza e a dignidade da vida.

Para acolher o nascituro, temos que aprender a amar.

*Dom Luciano Mendes de Almeida, sj

(Este artigo foi escrito por Dom Luciano dia 05 de novembro de 2005)

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Documento de Aparecida e a Educação (1)


Uma primeira análise

Itens 328, 329 e 330.

O documento elaborado pela 5ª Conferência Episcopal Latino Americana e Caribe, realizou uma varredura da situação da Educação no Continente. A conclusão básica é que vivemos numa situação de emergência. Todas as indicações levam a uma forma educacional que, ao adaptarem-se às necessidades globais, priorizam a aquisição de habilidades e conhecimentos em detrimento de valores éticos e religiosos. A educação passa por mudanças onde o principal objetivo é atender às demandas do mercado de consumo, priorizando a produção e a competitividade no mercado de trabalho.

Os valores humanos como vida digna, família e uma sexualidade sadia são combatidos em nome de uma pretensa modernidade social. A violência tem dominado os mais diversos setores da sociedade que, estupefata, não visualiza sua motivação. A religião passa ser um item de menor importância na vida dos jovens, submetidos a uma mídia consumista que despreza as virtudes e enaltece os vícios. Constatamos que a política educacional vigente em diversos países, principalmente sul americanos, tende a seguir numa perigosa dicotomia com o ensino religioso.

No item 329 do documento, firma-se um objetivo concreto: ”pensando em uma educação de qualidade à que tem direito, sem distinção, todos os alunos e alunas de nossos povos, é necessário insistir no autêntico fim de toda escola.” Somos convidados, na qualidade de educadores e pais, a inserir em nossas formações valores perenes da doutrina de tal forma que complemente o conhecimento dos jovens estudantes. A aquisição do patrimônio cultural deverá inserir-se nos problemas do tempo no qual se desenvolve a vida do jovem. O educador ao ministrar o conteúdo programático das diferentes disciplinas, precisa “apresentar não só um saber por adquirir, mas valores por assimilar e verdades por descobrir.”

Constitui responsabilidade estrita da escola, enquanto instituição educativa, destacar a dimensão ética e religiosa da cultura, precisamente com o objetivo de ativar o dinamismo espiritual do sujeito e ajudá-lo a alcançar a liberdade ética que pressupõe e aperfeiçoa a psicológica (Aparecida 330). O educador católico inserido na instituição educativa tem a missão evangélica de destacar a dimensão ética e religiosa da cultura, independente do credo ou doutrina de seus alunos. Sem essa dimensão, todo o conhecimento adquirido resulta em mesquinho proveito do sujeito que, individualizando-se, deixa de praticar o verdadeiro modelo de relacionamento humano ensinado pos Cristo. O indivíduo perde o sentido e o valor da vida do ser humano, tornando-se escravo de sua própria visão materialista da existência humana.

Uma educação adequada possibilita que o ser desenvolva plenamente sua capacidade de trabalho, pensamento e liberdade. A sociedade transforma-se numa cultura onde todos tem as mesmas oportunidades segundo sua própria capacidade, socializando os resultados para proveito de todos.


Elaborado pelo Diácono Franco Abelardo, da Arquidiocese de São Paulo

Dia do Nascituro - 08/10

Dia do Dia do Nascituro reafirma direito à vida do ser humano em estágio intra-uterino, explica Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (Brasil)

SÃO PAULO, quinta-feira, 4 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Ao enfatizar que a vida deve ser defendida e preservada desde sua concepção até a morte natural, um bispo brasileiro explica que o Dia do Nascituro «nos desperta para a consciência de que há direitos do ser humano de conservar a sua vida mesmo em estágio intra-uterino».

No Brasil, celebra-se estes dias a Semana da Vida, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como oportunidade para refletir sobre o sentido e o valor da vida como dom de Deus. No dia 8 de outubro celebra-se o Dia do Nascituro.

«Com isto devemos criar uma mentalidade de respeito e de defesa da dignidade da pessoa humana», enfatiza Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (São Paulo), em mensagem aos fiéis difundida pela CNBB essa quarta-feira.

O bispo afirma que são muitos os ataques e ameaças que os nascituros têm sofrido nos últimos tempos.

«Por isto vemos razões sérias para a celebração de uma semana voltada para a beleza da vida.»

«Na realidade hodierna – prossegue o prelado –, a morte passou a ser um fato banal, sem importância. É muito mais grave quando ataca vidas indefesas, inocentes e frágeis.»

«Mas celebrar a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro não é somente uma campanha contra o aborto, mas sim uma conscientização sobre o valor da dignidade humana em todos os sentidos. Na verdade é uma redescoberta da beleza da criação divina», explica.

Segundo Dom Paulo Mendes, o trabalho em prol da vida não pode ficar apenas na celebração de uma Semana Nacional.

«Temos que investir na vida e na sua qualidade. Para isto estão surgido comissões em defesa da vida, que agem realizando palestras e promovendo eventos de conscientização, combatendo a mentalidade antivida que impera no mundo de hoje. O projeto de Deus não é de morte. A vida tem que estar em primeiro plano.»

O bispo de São José do Rio Preto explica que está presente na cultura moderna a mentalidade antivida, antinatalina, tendo como argumento o direito de liberdade.

«Temos que nos dar conta de que a vida está acima do direito de liberdade do outro», escreve.

«A vida deve ser protegida conforme os enunciados pela Constituição Federal. Ali se diz na defesa da pessoa em todas as suas realidades. Então, celebrar o Dia do Nascituro é conscientizar-se contra a legalização do aborto, que afeta frontalmente o projeto da criação e o respeito à nova vida», afirma o bispo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Bento XVI e o rosto do Cristão!

Papa propõe modelo de sociedade com rosto cristão

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Não basta ajudar os pobres de maneira pontual, é preciso um novo modelo de sociedade com «rosto cristão», fundamentada na solidariedade, explica Bento XVI.

Esta foi a conclusão à qual chegou na audiência geral desta quarta-feira, na qual apresentou a aproximadamente 20 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro, do Vaticano, os últimos dias de vida de São João Crisóstomo (347-407), um dos pais da Doutrina Social da Igreja.

Na segunda intervenção dedicada a este bispo de Constantinopla, capital do império romano do Oriente, falecido no exílio, o Papa constatou que propôs «o modelo da Igreja primitiva como modelo para a sociedade, desenvolvendo uma ‘utopia’ social (como uma ‘cidade ideal’)».

É o modelo que o livro dos Atos dos Apóstolos apresenta, quando no capítulo 4 explica que entre os primeiros cristãos «ninguém chamava seus bens de ‘seus’, mas tudo era colocado em comum entre eles» (versículos 32-37).

Com esta proposta, o doutor da Igreja buscou «dar uma alma e um rosto cristão à cidade», explicou o sucessor de Pedro.

«Em outras palavras», sublinhou, João Crisóstomo «compreendeu que não é suficiente dar esmola, ajudar os pobres de vez em quando, mas é necessário criar uma nova estrutura, um novo modelo de sociedade; um modelo baseado na perspectiva do Novo Testamento.»

«João Crisóstomo se converte deste modo em um dos grandes pais da Doutrina Social da Igreja», assegurou, que foi recentemente recolhida por um «Compêndio» publicado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz.

«A velha idéia da ‘pólis’ grega é substituída por uma nova idéia de cidade inspirada na fé cristã», sublinha o Papa.

Esta visão cristã da sociedade, declarou, baseia-se no «primado» da «pessoa enquanto tal, inclusive do escravo e do pobre».

O projeto de São João Crisóstomo «corrige deste modo a tradicional visão da ‘pólis’ grega, da cidade na qual amplas camadas da população ficavam excluídas dos direitos de cidadania, enquanto na cidade cristã, todos são irmãos e irmãs com os mesmos direitos».

«O primado da pessoa é também a conseqüência do fato de que, baseando-se nela, constrói-se a cidade, enquanto na ‘pólis’ grega, a pátria era colocada acima do indivíduo, que ficava totalmente subordinado à cidade em seu conjunto.»

Este santo, explicou o Papa, deu um impulso decisivo à reflexão sobre «a visão de uma sociedade construída com a consciência cristã».

«E nos diz que nossa ‘pólis’ é outra, ‘nossa pátria está nos céus’ e esta pátria nossa, inclusive nesta terra, torna todos iguais, irmãos e irmãs, e nos obriga à solidariedade», concluiu o Papa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Será que o povo está acordando?

De BRASÍLIA, vem a notícia:
"A aprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva caiu na maioria das áreas específicas analisadas na pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 20, na comparação com o levantamento anterior (junho). A aprovação ao governo no combate à fome e à pobreza caiu de 58% para 54%, enquanto a desaprovação subiu de 39% para 43%. Quanto à saúde e à educação, a aprovação recuou de 55% para 51% e a desaprovação aumentou de 41% para 46%."
Fonte: site Estadão
Parece que algumas pessoas começaram a perceber que dar esmolas de forma constante não resolve o problema do subdesenvolvimento. Temos percebido que o número de pessoas que passa a depender da caridade "lula-petista" com nosso dinheiro é cada vez maior. O programa "Robinhood" tem efeito por tempo limitado.

Quem sabe o povo brasileiro consciente torne-se número suficiente para que, mesmo nessa democracia do poder econômico, consiga mudar os rumos da nação.

Enaquanto isso, vamos orar para maior conscientização das pessoas...

CPMF: a vergonha (mais uma) nacional!

"Qualquer pessoa de juízo nesse país sabe que nem o governo Lula, e de qualquer outro ser humano, poderia abrir mão da CPMF nesse instante. Aqueles que acham que é simples acabar, deveriam propor para depois de 2010. Para saber que nenhum governo, do PT, PSDB, PFL, ninguém conseguiria governar o país sem a CPMF hoje", afirmou Lula durante discurso no lançamento do PAC Funasa.
Fonte: G1 globo

Quando ouvi este pensamento (?), fiquei comovido: o único imposto pago pelos brasileiros vai acabar?
Se alguma pessoa em qualquer lugar do mundo ler ou ouvir nosso presidente e os dominadores do poder falando sobre o assunto, pensarão que o povo brasileiro enlouqueceu!

Não adianta, podemos escrever milhares de páginas, podemos gritar nas ruas, podemos reclamar, chorar, espernear, enfim nada adianta mais. Estamos subjugados à vontade do poder capitalista que se apossou do comando de um dos melhores países do mundo.
Se voc~e pedir esmolas para o governo, com certeza receberá cestas básicas, dinheiro via bolsas escola, famílias e outra. Mas não peça dignidade e coerência. Isto está fora de cogitação.


Será que precisaremos do retorno de Cristo para que o povo volte a ter liberdade e dignidade? Pelo jeito, ficaremos a cada dia mais submissos ao poder econômico que logo começará a eliminar os muito pobres.

A CPMF é o símbolo do poder acima de qualquer vontade popular. Seria ousadia "negociar" a manutenção da CPMF em troca da eliminação de algumas das dezenas de outros impostos a que estamos sujeitos?

Só rezando para suportar essas injustiças...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Reflexão sobre a Missão do Diácono Permanente


Esta breve reflexão foi desenvolvida com base nas Meditações desenvolvidas pelo Padre A.C.R. Keller, por ocasião do Retiro dos Diáconos Permanentes da Arquidiocese de São Paulo, realizado em setembro de 2007.

A busca da espiritualidade diaconal está baseada no “servir como Cristo serviu”, o que dará “alma” ao ministério diaconal. Existe o perigo de se fazer as coisas como “rotina” e não como um serviço amoroso, onde se envolve com o coração.
Uma vez ordenados, a mudança é ontológica, o próprio ser é levado a uma mudança estrutural em sua vida no meio do povo. O atendimento ao chamado à vocação diaconal é uma resposta a Deus do homem relacionado com a família, via sacramento do matrimônio, que santifica a relação homem-mulher.
Neste contexto, as meditações foram norteadas no sentido de passar do “fazer” para o “ser” diácono. Envolver-se com a missão da Igreja no mundo vivendo o “Duc in Altum”, passando de pescadores de “anzol” para “rede”. A situação do homem frente à evolução científica e tecnológica é de uma desumanização crescente. O diácono é o homem que dentro do contexto família-sociedade, precisa interpretar e vivenciar os fatos da evolução como sinais dos tempos à luz do Evangelho de Jesus Cristo. Aproximar as pessoas do Cristo, testemunhando a vocação à santidade.
O que atualmente pode salvar o mundo são os homens e mulheres santos, que consagram sua vida ao serviço do amor a Deus e ao próximo. Servir a Deus é servir ao próximo: este é um único e maior mandamento. O diácono, ao envolver sua família e comunidade no serviço, toma consciência de sua pequenez humana e passa a perseguir sua configuração ao Cristo, fazendo-o crescer em sua vida consagrada ao serviço, principalmente aos menos favorecidos.
O diácono vive a essência de sua vida espiritual numa tríplice relação na estrutura desse ministério: a relação com Cristo, fonte da vocação diaconal; a relação com a Igreja, amando-a como Cristo a amou e relacionando-se com o clero, particularmente ligando-se ao Bispo de forma “sobrenatural” e a relação com os irmãos, pois todo homem é o destinatário do amor de Deus.
O diácono é convidado a vigiar e a orar para superar as fadigas da caminhada, perseguindo sempre sua adesão a Cristo. Somos diáconos seculares, no sentido de viver no mundo real onde a Igreja faz-se presente através do ministério. Ser diácono no mundo da Igreja, do trabalho, da família e, enfim, em todos os setores da sociedade. Para isso é preciso ser primeiro um bom “ouvinte” da Palavra de Deus para que nossa pregação seja verdadeiro anúncio da Boa Nova. Não podemos ser meros “repetidores” da Palavra, e sim transmissores da doutrina da Igreja sobre as diversas questões que se apresentam no mundo.
A Eucaristia, a penitência e a oração regulares, melhoram nossa vida em todos os sentidos, levando-nos a amar mais, sabendo que não estamos sozinhos nesta empreitada.
Valorizar a cada momento a dignidade e o compromisso matrimonial, numa sociedade em que se prega que o moderno é a falta de vínculo nas uniões entre homem e mulher. O diácono é o homem da família que vive com seriedade e dedicação seu compromisso sacramental do matrimônio. Foram analisadas as conseqüências sociais da falta de famílias estruturadas e os elevados índices de violência em vigor nas cidades e no mundo.
O caminho para que sejamos diáconos santos é a vida em generosidade e no serviço amoroso às pessoas. Como vocação divina e primeira, o diácono é chamado a vivenciar o matrimônio como alimento do amor a Cristo e sua Igreja. O diácono precisa encontrar o equilíbrio entre o sacramento da Ordem e o do Matrimônio, precisando para isso contar com a esposa e os filhos, procurando sempre melhorar a qualidade de sua vida. O amor conjugal está em constante evolução, está sempre “em obras”, só se concluindo com a morte.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Retiro Anual dos Diáconos Permanentes


O 2º Retiro Anual dos Diáconos Permanentes

Os Diáconos Permanentes da Arquidiocese de São Paulo realizaram nos dia 14, 15 e 16 de setembro de 2007, seu retiro espiritual, na casa de Encontros Mary Ward, em Itapecerica da Serra (SP).
Orientados pelo Pe Antonio Carlos Rossi Keller, o acompanhante arquidiocesano dos diáconos, o retiro proporcionou momentos de profunda integração e reflexão sobre a situação e os desafios para o exercício do ministério diaconal na cidade de São Paulo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Viver é Cristo, morrer é lucro!

Das homilias de São João Crisóstomo, destacamos um texto muito interessante sobre os motivos que levam os homens a perseguirem tanto o poder.
"Nada trouxemos para o mundo e, é certo, nada daqui poderemos levar (1Tm 6,7); os pavores deste mundo são desprezíveis, e seu bens, merecedores de riso. Não tenho medo da pobreza, não ambiciono riquezas, não temo a morte, nem prefiro viver a não ser para vosso proveito. Por isto recordo os acontecimentos atuais e rogo a vossa caridade que tenhais confiança."

O atual sistema político brasileiro tem levado ao poder pessoas inescrupulosas. Estamos contemplando cenas chocantes do que pode o homem fazer para manter suas ambições pessoais. Parece que permitimos aos lobos tomarem conta da carne.

Será que não chegou o momento de repensarmos nossa verdadeira participação neste mundo?
Crisóstomo deixa claro que nada levaremos deste mundo. Será que é tão difícil mostrar aos nossos "líderes políticos" que é possível viver bem com muito menos?
Parece-me que as frustrações pessoais precisam ser compensadas pelo acúmulo de riquezas materiais, sexo e poder. Essa gente precisa ser catequizada para entender a que viemos a este mundo. Será que justifica tanta maldade para vivermos alguns parcos anos nesta terra?

Que o Senhor Jesus ilumine a mente dessas pessoas para que possam reavaliar suas atitudes para com os menso favorecidos. Amém!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Renan, o falso, foi absolvido!

VERGONHA NACIONAL!
Parece que chegamos ao ponto limite: ninguém segura mais o poder econômico e dos grupos que dominam este pobre país subdesenvolvido. São os poderosos dominando os pobres e humildes!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Documento de Aparecida: vamos conhecê-lo!

Documento de Aparecida é texto autêntico do Magistério Episcopal latino-americano,afirma o secretário-geral do CELAM, Dom Andrés Stanovnik

RECONQUISTA, quinta-feira, 30 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o secretário-geral do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), o Documento de Aparecida, autorizado por Sua Santidade Bento XVI, em 29 de junho de 2007, é um texto autêntico do Magistério Episcopal dos bispos da América Latina e do Caribe.

Dom Andrés Stanovnik OFMCap., bispo de Reconquista (Argentina), dirigiu-se ao clero e aos fiéis por meio de nota, na segunda-feira passada, para esclarecer informações que têm sido veiculadas na imprensa sobre as modificações que se teriam efetuado no texto aprovado pela Assembléia da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em 31 de maio passado, em Aparecida (Brasil).

Segundo explica o bispo, o Documento Conclusivo aprovado pela Assembléia da V Conferência foi entregue ao CELAM para uma revisão final que consistiu em «corrigir falhas de digitação, erros gramaticais, de ortografia e pontuação».

Também se «melhorou o estilo e se ordenaram vários parágrafos que estavam fora de lugar e, em alguns, se colocaram letras em lugar de números; corrigiram-se erros nas citações ao pé de página e se melhorou a redação confusa de algum número».

«Isto se realizou em comunicação permanente com a Santa Sé – explica o prelado. Não houve alterações de conteúdo em nenhum dos parágrafos do Documento.»

De acordo com Dom Stanovnik, o Documento, após sua revisão final, foi entregue ao Papa no dia 11 de junho, em Roma.

«Ali, o texto foi distribuído aos diversos Organismos da Santa Sé, que colaboram com o Papa. Esses, por sua vez, encaminharam propostas ao Santo Padre sobre diversos números do Documento.»

Em conseqüência – explica o secretário-geral do CELAM, o Documento Conclusivo, que Bento XVI autorizou publicar, «contém variações sugeridas por seus consultores que, mesmo com os matizes que essas variações introduziram em alguns números do Documento, não se pode afirmar que tenham modificado substancialmente o texto aprovado pela Assembléia de Aparecida».

«Os Bispos, convocados pelo Papa à V Conferência Geral, cuja Assembléia ele mesmo inaugurou, não constituem um organismo independente, mas em comunhão “com Pedro e sob Pedro”, de modo que o Santo Padre tem autoridade para fazer as alterações que ele considerar convenientes aos textos formulados pela Assembléia», enfatiza.

Portanto – refere Dom Stanovnik, «o Documento Conclusivo autorizado por Sua Santidade Bento XVI, em 29 de junho de 2007, é um texto autêntico do Magistério Episcopal dos bispos da América Latina e do Caribe».

Dia de São Lourenço reúne Diáconos!



No dia 10 de agosto de 2007, celebramos na Paróquia Santo Antonio do Limão, a santa Missa, onde compareceram dezoito diáconos da arquidiocese de São Paulo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Somos contra o aborto!


Eugenia

No século IX ac., Os bebês recém-nascidos de Esparta eram inspecionados por um ancião de sua tribo. Se tivessem qualquer deformidade ou fossem fracos, eram jogados num abismo chamado "Apothetai" ("as descartadas").

Em alguns países da nossa "civilização moderna", a legislação ainda permite a "Eugenia" - Na França esta em discussão no Conselho Nacional de Ética, projeto de lei que admite a eliminação de recem-nascidos com síndrome de Down.
Na última manifestação de repúdio - convocada pela Igreja Católica - Centenas de pessoas portadoras da trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down) portavam cartazes com os dizeres: "Olhem para nós e digam-nos, na cara, que não tínhamos o direito de nascer e de estar aqui para protestar contra esse parecer"
Isto exposto, veja o caso acontecido na Itália e relatado pela Agência Zenit de notícias:
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Aborto de feto saudável por erro: «a eugenia impõe suas leis»

Comentário de «L'Osservatore Romano» a um dramático caso ocorrido na Itália

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de agosto de 2007 (ZENIT.org ).- «L'Osservatore Romano», o jornal da Santa Sé, considera que o aborto por erro de uma menina, ao invés de sua irmã gêmea com síndrome de Down, mostra que «a eugenia impõe suas leis».

O jornal vaticano, na edição italiana que estará nas bancas nesta terça-feira, comenta o caso e o atribui à «cultura da perfeição, que impõe a exclusão de tudo o que não parece belo, resplandecente, positivo, cativante».

«E o que resta é o vazio, o deserto de uma vida sem conteúdos, ainda que estiver perfeit amente confeccionada», reconhece.

Um hospital italiano confirmou neste domingo que, durante um aborto seletivo por uma alteração cromossômica em um de dois gêmeos, a equipe médica a cargo da intervenção eliminou equivocadamente o feto saudável.

O hospital São Paulo, de Milão, explicou que se tratou de «uma terrível fatalidade», dado que os embriões, que estavam no terceiro mês de sua gestação, mudaram de posição na placenta antes da intervenção.

Segundo informou o hospital, os médicos conheciam só a posição do embrião enfermo, já que as ecografias realizadas antes da intervenção mostravam que ambos bebês eram morfologicamente iguais, pelo que não apresentavam diferença alguma.

Mas antes da intervenção, mudaram de posição e o feto saudável se situou no lugar que ocupava o gêmeo com a alteração cromossômica.

A polícia de Milão iniciou uma investigação para elucidar as circunstâncias do acontecimento, mas sem fazer referência a indagações nem a hipóteses de delito, segundo deram a conhecer a mídia local nesta segunda-feira.

Com o título «Não há direito», «L'Osservatore Romano» constata que no final «morreram duas meninas, assassinadas como conseqüência de um aborto seletivo».

«Uma decisão radical levou a repetir o aborto da irmãzinha que havia ficado com vida», a menina com síndrome de Down.

Mas ninguém, segundo o diário vaticano, «tem direito de eliminar outra vida. Nenhum homem tem direito de tomar o lugar de Deus. Por nenhum motivo».

«E, contudo, inocentes continuam morrendo. Suas palavras não pronunciadas, seus sorrisos nunca expressados, seus olhares nunca acolhidos, contiunuam suscitando desdém, ou ao menos as necessárias, profundas e sérias reflexões.»

«É uma decisão ilegítima, ainda que esteja autorizada pela lei, como acontece na Itália», acrescenta.

Comentando a notícia do aborto, o bispo Elio Sgreccia, presidente da Comissão Pontifícia para a Vida, fez um chamado a acolher toda vida humana.

«Só com este ato fundamental da parte de todas as pessoas interessadas, alcança-se a verdadeira serenidade, a verdadeira paz da consciência e o verdadeiro bem da sociedade», esclareceu nesta segunda-feira em declarações à «Rádio Vaticano».

«Temos de sentir-nos interpelados, todos, por este e por outros muitos casos que se repetem diariamente, para assumir um compromisso novo e diferente pelo respeito da vida humana desde o primeiro momento, pois estas criaturas têm a mesma dignidade que nós.»

«E no caso de que padeçam alguma enfermidade, simplesmente têm um motivo a mais para ser ajudadas», conclui.
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Caros irmãos, precisamos continuar pregando a dignidade e o respeito à vida em todas as suas instâncias. Que Deus nos ajude a vencer esse grande desafio!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Canção Nova entrevista diácono Nelsinho


Diácono Nelsinho Corrêa

"Ai dos padres, das paróquias, se não houvesse os diáconos"

Consagrado há 24 anos na Comunidade Canção Nova, Nelsinho Corrêa, desde pequeno pensou em ser padre. Cursou Filosofia, mas quando pretendia iniciar seus estudos em Teologia, conheceu Márcia, sua esposa. Com um dom especial para a comunicação, e ainda com uma grande vontade de levar a Palavra de Deus às pessoas, Nelsinho descobriu entre o matrimônio e a paternidade, sua vocação ao diaconato.

Ao lado do fundador da Canção Nova, padre Jonas Abib, há 32 anos e pai de 3 filhos, diácono Nelsinho Corrêa vai completar 6 anos de diaconato, em dezembro próximo, na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

Neste mês dedicado às vocações, o diácono, também formador geral da comunidade a qual pertence, abriu as portas de sua sala para o cancaonova.com e falou sobre o serviço diaconal e a importância desta função na vida da Igreja e da comunidade católica.
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cancaonova.com: Como surgiu a sua vocação?

Diácono Nelsinho: Desde pequeno, eu pensei em ser sacerdote. Fiz curso de Filosofia e entre este e o curso de Teologia, conheci a Márcia, minha esposa. Mas eu sempre ia à Santa Missa e pensava: "Puxa vida, o padre podia falar isso também". Eu via a homilia dele e dizia que se eu fosse padre, falaria isso também. Por isso eu queria ser padre. Nunca pensei em diaconato, pois naquela época, isso não era algo tão popular. Quando fui para Londrina (PR), o arcebispo de lá, dom Albano Bortoletto Cavallin, disse para mim: "Você nunca pensou em ser diácono?". A partir daí, entrei na escola diaconal e iria começar a fazer Teologia. Mas logo, fui remanejado para Palmas e achei que isso tinha acabado. Mas quando cheguei lá, descobri que também tinha escola diaconal. Quando vi, já era diácono. Foi algo que Deus encaminhou, e graças a Ele, hoje eu exercito meu diaconato na formação [membros da Comunidade Canção Nova].

cancaonova.com: Foi o matrimônio que o fez desistir de ser padre ?

Diácono Nelsinho: Sim, mas também perceber que Deus tinha me dado o dom da palavra, porque eu tenho facilidade de falar com crianças, jovens e pessoas de mais idade. O diácono é um servo da Palavra de Deus, e quando eu entendi isso, vi que pode haver mais de mil e quinhentos padres na Missa, mas quem proclama a Palavra é o diácono. Ele tem uma função muito específica, e eu me encantei por isso, mesmo sabendo que se eu ficar viúvo não posso me casar de novo. Mas não está nos meus planos ficar viúvo; já combinei com a Márcia que eu vou "na frente" (risos).

cancaonova.com: Quais as funções de um diácono na Igreja?

Diácono Nelsinho: O diácono está a serviço da Igreja. Diaconia é serviço. Observe que o diácono usa uma estola diferente da dos padres, pois a dele é de lado, simbolizando a toalha que Cristo enrolou na cintura para servir, para lavar os pés dos discípulos. O diácono tem uma função muito específica, pois é ele quem proclama a Palavra na Santa Missa, é ele quem ergue o cálice com o sangue do Senhor. Ele também faz batizados, casamentos, dá a bênção às pessoas e aos objetos. A função dele é o serviço que está ligado ao bispo ou ao presidente da Celebração Eucarística. O diaconato é um dos graus do sacramento da ordem. No meu caso, sou diácono permanente.

cancaonova.com: Uma pessoa solteira pode ser diácono permanente?

Diácono Nelsinho: Pode sim, mas se ele for solteiro, terá de ficar solteiro para sempre. Assim como os diáconos casados que, se ficarem viúvos, não poderão se casar mais. Quando um diácono vai ser padre, é chamado de transitório, pois todo padre antes da sua ordenação sacerdotal, é diácono, mas nem todo diácono vai ser padre. Há algumas exigências mínimas, como ter no mínimo 35 anos, ser casado há 5 anos, a família precisa aceitar, porque se a mulher não aceitar, o bispo não o ordena, pois não adianta ser um homem cheio de encargos e a mulher não o acompanhar. Há também alguns diáconos que, depois que ficaram viúvos, tornaram-se padres, mas isso não está nos meus planos.

cancaonova.com: Como é possível ser casado e, ao mesmo tempo, ser um diácono na Igreja?

Diácono Nelsinho: Eu vejo que sempre tenho que separar uma coisa da outra, mas, na verdade, acaba sendo uma coisa só. Existe um lado meu que é diácono e um outro, que é pai, é marido, que tem as obrigações do dia-a-dia. Mas como eu sou bem caseiro, gosto muito de cozinhar, vou para cozinha e meus filhos gostam muito do meu tempero. Essa é uma forma de eu estar inserido [na família] como pai. Por outro lado, tenho uma função na Igreja, e quando vou à Missa, raramente estou sentado no meio do povo, pois tenho que servir ao altar. Procuro conciliar tudo isso entendendo que ser diácono não é um título, porque o nosso maior título é ser batizado. Nós "aparecemos", mas o que eu procuro evitar é não deixar que [a função de diácono] "suba à cabeça". Então, entendendo bem isso, não tem problema. No reino de Deus não tem cargo, tem encargo, serviço; é uma missão bem exigente. Tenho que ser diácono no meu ministério, proclamando o Evangelho, servindo ao altar, celebrando casamentos. Como eu não vivo em uma paróquia, eu escolho os casamentos que vou fazer, só faço casamentos que são para sempre (risos). Procuro fazer bem as duas coisas, sempre junto com a minha família.

cancaonova.com: Aquele que serve como diácono pode pedir afastamento de suas funções?

Diácono Nelsinho: Pode sim. Há diáconos que pediram afastamento do ministério, mas é preciso que o bispo encaminhe o pedido, porque é tudo ligado a Roma. Isso é uma coisa muito séria, pois ele pede o afastamento, mas será diácono o resto da vida.

cancaonova.com: Além de suplentes dos presbíteros, os diáconos exercem alguma função direta com a comunidade?

Diácono Nelsinho: Eles estão sempre dando apoio a uma paróquia. Inclusive, há algumas paróquias em que há diaconias, onde quem está à frente é um diácono. Lógico que o padre vai lá uma vez por mês para celebrar a Santa Missa, porque o diácono não a celebra nem consagra o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Há alguns que exercem cargos administrativos, ou seja, são administradores de obras, de editoras, de emissoras de TV. Alguns nem vão para o altar [servir]. No meu caso, por exemplo, eu vivo o meu diaconato mais na formação dos membros da Comunidade Canção Nova.

cancaonova.com: Qual a contribuição que o diaconato oferece às necessidades de evangelização do mundo atual?

Diácono Nelsinho: São muitas, porque hoje nós estamos numa fase muito bonita da Igreja Católica, que conta com muitas vocações; os seminários estão cheios. Mas mesmo assim, os padres não dão conta de atender a todos. Se corrermos as dioceses, veremos que os diáconos trabalham muito, pois todos os finais de semana celebram casamentos e batizados. Os padres ficam por conta das Santas Missas, praticamente. Muitos deles celebram cerca de 4 a 5 Celebrações Eucarísticas no domingo. Então, o diácono exerce um papel muito importante. Ele não é um "coroinha diplomado" nem compete com o padre; ele é alguém que está ao lado deste. Muitos diáconos são pais de família que dedicam sua vida à celebração de batizados, casamentos, pastorais. Hoje, os diáconos estão muito envolvidos nas paróquias e exercem um trabalho fabuloso. Ai dos padres, das paróquias, se não houvesse os diáconos.

cancaonova.com: Como diácono da Comunidade Canção Nova, o senhor exerce funções diversas das de outros diáconos de paróquias, como por exemplo, ser formador geral da comunidade. Qual o maior benefício para a sua vocação exercer esta função?

Diácono Nelsinho: Contribui muito, porque eu não nasci diácono, de estola. Fui descobrindo minha vocação e como padre Jonas fala: "Não queremos ter padre Canção Nova, queremos ter Canção Nova padre". Então, eu sou "Canção Nova diácono". Para mim, não tem sentido o diaconato fora da comunidade. Embora eu tenha sido incardinado na diocese de Palmas (TO) – dom Alberto Taveira ordenou-me –, devo obediência à Igreja. Mas eu nasci aqui, fui gerado aqui; tinha 15 anos quando conheci o padre Jonas. Hoje tenho 47 anos, vivi minha vida na comunidade [Canção Nova]. Então, há este sentido de eu servir nesta obra, porque nela eu descobri minha vocação de ser de Deus e de ser consagrado no diaconato.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Anulação do Leilão da Vale 2


Após ocupação da Vale, 136 manifestantes são presos em Belo Horizonte
Polícia alegou formação de quadrilha e cárcere privado; parlamentar desmente acusações

Renato Godoy de Toledo e Luís Brasilino, 22/08/2007
da redação


Nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte (MG), ao fim de um ato que reuniu 500 pessoas, manifestantes ocuparam o prédio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O protesto integrava a jornada nacional em defesa da educação pública e, bem como manifestações em outros estados, na pauta de reivindicações consta a anulação do leilão que privatizou a Vale.

Movimentos de todo o país realizarão um plebiscito popular, na Semana da Pátria, de 1º a 7 de setembro, para opinar se a CVRD deve ou não continuar sob controle do capital privado.

Ao chegar ao local e constatar que a manifestação era pacífica, a polícia procurou negociar com os manifestantes a desocupação. Porém, instantes depois, advogados da Vale, acusando os manifestantes de formação de quadrilha e cárcere privado, exigiram uma ação policial mais forte. A Companhia inicia, neste momento, uma campanha através da imprensa acusando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de manipular os estudantes para participarem dos atos.

Ao todo, 136 manifestantes foram presos, sendo, pelo menos, sete menores de idade. Dentre eles, contudo, não há nenhum militante do MST, apenas estudantes, professores e alguns trabalhadores de outras categorias. Os manifestantes foram levados para a delegacia em dois ônibus, acompanhados de advogados dos movimentos, e estão sendo interrogados.

Segundo o Padre João Carlos Siqueira, deputado estadual (PT-MG), antes de prender os manifestantes, a polícia deu ordem de prisão alegando cárcere privado e formação de quadrilha. "Eu constatei, ao contrário do que a polícia afirmou, que não houve agressão aos seguranças e nenhum tipo de depredação", afirma. Após a desocupação, a polícia montou uma comitiva para vistoriar e prédio e constatou que, de fato, as instalações não foram danificadas.

Plebiscito da Vale



Voces perceberam como a nossa Mídia tão bem informada, nada tem publicado sobre o Plebiscito que será realizado no início de Setembro, para ouvir a opinião do povo sobre a proposta de anulação do Leilão da Cia Vale do Rio Doce?
É o poder econômico e o político controlando a vida do povo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Marcela: a vida continua!

Brasil: Menina com anencefalia completa nove meses e receberá benefício do governo
A menina Marcela de Jesus Ferreira, que nasceu com anencefalia em Patrocínio Paulista, no interior do Estado de São Paulo (Brasil), completou nove meses de idade nessa segunda-feira, dia 20.

Trata-se de um caso raro na medicina. Os bebês com essa enfermidade (não possuem parte do encéfalo), têm previsão de vida de poucas horas ou dias.

Diante de seu desenvolvimento e quadro de saúde estável, a mãe da menina, Cacilda Galante Ferreira, decidiu entrar com um pedido de benefício social junto ao governo, para auxiliar nos cuidados de Marcela.

O benefício assistencial ao portador de deficiência foi solicitado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no dia 29 de junho. Segundo informa a Agência Estado, Cacilda recebeu a visita da perícia do órgão no dia 6 deste mês e uma carta chegou no sábado, avisando que a filha receberia o benefício, no valor de um salário mínimo brasileiro (R$ 380, cerca de 186 dólares americanos), a partir de setembro.

O benefício é intransferível e não poderá ser herdado por parentes do deficiente em caso de morte. A mãe utilizará o dinheiro para ajudar a pagar as despesas com a filha, como energia elétrica e fraldas, roupas e alimentos.

Marcela é cuidada pela mãe, numa casa da família, na cidade, enquanto os demais parentes, o pai e duas irmãs, moram num sítio.

A menina passa cerca de duas a três horas diárias sem o capacete de oxigênio, que, nas demais horas, fica ligado na energia elétrica. Ainda de acordo com Agência Estado, Marcela recebeu nesta terça-feira algumas vacinas, em casa, e na quarta-feira será pesada novamente na Santa Casa. Na última pesagem, ela estava com 7,5 kg. A menina mede pelo menos 62 centímetros.

E nós, diáconos permanentes, continuamos defendendo a vida em todas as instâncias. Contra o Abôrto, a favor da vida com dignidade.

Comunidades Eclesiais de Base - Coerência Apostólica

Anuncia-se «grande congresso» sobre comunidades eclesiais de base

Declarações do cardeal Francisco Javier Errázuriz

SANTIAGO DO CHILE, terça-feira, 21 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Francisco Javier Errázuriz, arcebispo de Santiago do Chile e até pouco atrás presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), anunciou a convocação de um «grande congresso» sobre comunidades eclesiais de base.

O purpurado chileno fez o anúncio em uma declaração publicada em 17 de agosto, na qual esclarece as mudanças que se introduziram ao «Documento de Aparecida» antes de sua aprovação por parte de Bento XVI.

«Há um tema (no qual a modificação foi maior) que é o que mais doeu a muitos grupos no Brasil e também em outros países e é o que se referia às comunidades eclesiais de base, que foi um tema muito relevante e vem de Conferências Episcopais anteriores», declarou o cardeal.

«Em um começo, não foi em todos os lugares muito bem interpretado, de forma que houve comunidades eclesiais de base que fracassaram, outras se polarizaram e em outros lugares cresceram com uma fecundidade extraordinária», acrescentou.

«Que são uma bênção, claro que são», sublinhou.

«Vamos fazer no CELAM um grande congresso para poder recolher as melhores experiências que existem de comunidades eclesiais de base, de forma que isso se possa difundir em toda a América Latina, para o bem dessas comunidades», anunciou.

«Eu penso que essa é a ação importante que se deve fazer», reconheceu. «A solução está em um grande congresso, em um grande diálogo de comunhão fraterna, onde se buscam os melhores caminhos e se recolhem as melhores experiências das comunidades eclesiais de base.»


Temos certeza que esta atitude do diálogo sobre um tema de vital importância para a evangelização, trará enormes contribuições ao nosso trabalho diaconal.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Dom Cláudio e os Diáconos Permanentes

Esta mensagem foi enviada aos diáconos permanentes pelo cardeal Dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero. Dom Cláudio restaurou no ano 2000, na Arquidiocese de São Paulo, o ministério dos diaconos casados, conforme Atos 6,1-6.

AOS DIÁCONOS PERMANENTES

Caríssimos Diáconos Permanentes,
E uma viva alegria para mim dirigir-lhes essa lembrança na festa de São Lourenço, diácono e mártir, neste meu primeiro ano como Prefeito da Congregação para o Clero.

Desde sempre vocês ocupam um lugar especial no meu coração. Eu os admiro e gostaria de dizer-lhes que vejo na restauração do Diaconato Permanente, decidida pelo Concílio Vaticano II, uma preciosa graça do Senhor ao Seu povo e um ministério ordenado de grande potencial idade e atualidade na missão da Igreja.

Agradeço a Deus pela chamada que vocês receberam e pela generosa resposta que deram. Para a maioria de vocês que são casados, essa resposta foi possível também pelo amor, pelo apoio e pela colaboração de vossas esposas e de vossos filhos.

Falando dos Diáconos, o Concilio Vaticano II disse que "Assim, confortados com a graça sacramental, servem o Povo de Deus" (LG 29). O vosso ministério é "diaconia da Igreja junto das comunidades cristãs locais, e sinal ou sacramento do próprio Cristo Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir" (Paulo VI, Ad Pascendum, Introdução) Justamente Santo Inácio de Antioquia afirma que os diáconos são "ministros dos mistérios de Jesus Cristo... ministros da Igreja de Deus (S. Inácio de Antioquia, Ad Trallianos, lI,3).

O Concilio Vaticano II também explica que a graça sacramental conferida através da imposição das mãos os torna capazes de prestar o seu serviço da palavra, do altar e da caridade com especial eficácia (cf. Ad Gentes, 16).

Portanto, vocês foram ordenados para o Serviço da Palavra de Deus. Isso significa que tudo o que se refere à pregação do Evangelho, à catequese, à difusão da Bíblia e sua explicação ao povo, lhes foi conferido ordinariamente, mas obviamente sempre sob a autoridade do vosso Bispo. Hoje, a Igreja chama todos os seus membros, principalmente os ministros ordenados, a serem missionários, ou seja a levantarem-se e irem de maneira organizada ao encontro, antes de mais nada, dos nossos batizados que se afastaram da prática da própria fé católica, mas também de todos aqueles que pouco ou nada sabem de Jesus Cristo e de sua mensagem, para repropor-lhes o primeiro anuncio de Cristo, o querigma e, assim, reconduzi-los a um encontro vivo e concreto com o Senhor. Num encontro assim renova-se a fé e revigora-se a adesão pessoal a Jesus Cristo, condição de uma fé viva e de um testemunho fiel no mundo. Não podemos mais fechar-nos e aguardar os batizados nas nossas Igrejas. Temos que ir buscá-los onde vivem e trabalham, com uma ação missionária permanente, com especial atenção aos pobres das periferias urbanas. Este ministério da Palavra requer de vocês, caros Diáconos, uma familiaridade constante com a Sagrada Escritura, principalmente com os Evangelhos. Ouvir, meditar, estudar e praticar a Palavra de Deus deve ser um permanente esforço para vocês. Assim vocês se tornarão cada vez mais discípulos do Senhor e se sentirão chamados e iluminados pelo Espírito para a missão.

Vocês foram ordenados para o serviço litúrgico-sacramental. Vocês têm funções litúrgicas próprias na celebração e distribuição da Eucaristia, centro da vida da Igreja e, portanto também centro da vida dos ministros ordenados. Vocês têm um ministério que lhes confia uma responsabilidade especial no campo dos sacramentos do Batismo e mo Matrimonio. O Bispo pode lhes confiar tudo o que diz respeito à pastoral batismal e à pastoral matrimonial-familiar.

Vocês foram ordenados para a caridade. Quantas coisas a serem feitas, organizadas, animadas! Os pobres, os excluídos, os desempregados, os esfomeados, os reduzidos à miséria extrema, uma multidão incontável, que estende as mãos e a voz para a Igreja. Bem, os diáconos têm como origem histórica e como ordenação uma responsabilidade central para com todos eles. A caridade, a solidariedade para com os pobres, a justiça social, são um campo sempre de altíssima urgência que desafia os cristãos, pois Cristo disse: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Gv 13,35). Caros Diáconos Permanentes, saúdo novamente a todos com carinho e gratidão. Saúdo as vossas esposas e famílias. Testemunhem o amor de Deus! Confio-os à Santíssima Maria que continua a proclamar: "Eis aqui a serva do Senhor" (Lc 1,38). E com o exemplo de seu serviço, nós também servimos os nossos irmãos na grande família da humanidade e da Igreja. A todos vocês, a minha benção!

Do Vaticano, 10 de agosto de 2007
Festa de São Lourenço, diácono e mártir

Cláudio Card. Hummes
Prefeito

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Anulação do Leilão da Vale 1

COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA O SERVIÇO

DA CARIDADE, DA JUSTIÇA E DA PAZ

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil


Aos irmãos e irmãs das Dioceses, Paróquias e Comunidades de Base da nossa Igreja Católica.


Na Semana da Pátria deste ano será realizado o Plebiscito Popular sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e sobre outros temas ligados aos direitos sociais, em cuja promoção e defesa nossa Igreja sempre esteve empenhada.

Nós, bispos da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB - Dom Pedro Luiz Stringhini, Dom José Luiz Ferreira Salles, Dom Guilherme Antônio Werlang, Dom Ladislau Biernaski, Dom Demétrio Valentini e Dom Maurício Grotto -, convidamos, em nome das Pastorais Sociais, a todos e todas a participarem deste Plebiscito. Estimulamos também a disponibilização de espaços para a realização deste exercício de cidadania em que as Pastorais Sociais são coordenadoras junto com movimentos e organizações da sociedade Civil.

O leilão de privatização está sendo julgado pelo Judiciário, mobilizado por mais de 100 ações que contestam a sua legalidade. E como definiu Dom Luciano Mendes de Almeida, de saudosa memória, em audiência pública pouco antes do leilão de 1997, esse ato não foi ético. Dizia ele:

- “ninguém pode vender uma empresa como a Vale do Rio Doce essa sem ter informado o povo do seu valor real, do seu significado histórico, cultural, político...”

- “ninguém pode vender o chão do país...”

- “uma transação que toca na herança de todo um povo... não pode ser feita sem informar, formar e consultar o próprio povo”.

Contando com a participação e colaboração todos os irmãos e irmãs, recebam nosso abraço afetuoso.

Em Cristo,

Assina Dom Pedro Luiz Stringhini

(em nome do demais bispos da Comissão)

Brasília, 18 de agosto de 2007.

Caros amigos, precisamos fazer alguma coisa para resgatar a dignidade do povo brasileiro. o desafio é enorme, pois afrontar o poder capitalista dos poderosos bancos e políticos que governam nosso país, não é uma tarefa das mais fáceis.
Mas nem para Jesus as coisas foram fáceis. Pelo menos temtaremos mobilizar o maior número de pessoas dignas que ainda existem neste país.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O nosso maravilhoso sistema de saúde!

Justiça obriga SUS a pagar cirurgia de mudança de sexo
União ainda pode entrar com recurso no STJ para tentar suspender a decisão.
Para Ministério Público, cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional
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O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região estabeleceu um prazo de 30 dias para que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a realizar cirurgias de transgenitalização, conhecida como mudança de sexo. A União ainda pode entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão abrange todo o território nacional. Em caso de descumprimento do prazo, o SUS terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.

Para o Ministério Público Federal, que moveu a ação contra a União, possibilitar a cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional, que abrange princípios do respeito à dignidade humana, à igualdade, à intimidade, à vida privada e à saúde.

A União argumenta que a questão é polêmica. Além do questionamento da legalidade da operação, há impossibilidade de recursos orçamentários para a cirurgia. A União alega que a operação atualmente tem caráter experimental e é realizada apenas em hospitais universitários ou públicos adequados à pesquisa.
Fonte: G1 Globo
Pois é, nosso maravilhoso, moderno e eficiente sistema de saúde pública, agora oferece mais essa possibilidade! Os quase 0,000001% da população brasileira devem ficar contentes. O governo vai com certeza priorizar o atendimento a essa importante necessidade do povo brasileiro. Enquanto isso nós, os humildes 99,999999% da população, aguardamos pacientemente cerca de tres meses para agendar uma consulta e mais uns dois meses para se conseguir realizar alguna exames.
Nada como termos um governo bem democrático e popular!