terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carta do Papa sobre tarefa urgente da Educação

À diocese de Roma
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Queridos fiéis de Roma:
Eu quis dirigir-me a vós com esta carta para falar-vos de um problema que vós mesmos experimentais e no qual estão comprometidos os diferentes componentes de nossa Igreja: o problema da educação. Todos nos preocupamos profundamente pelo bem das pessoas que amamos, em particular de nossas crianças, adolescentes e jovens. Sabemos, de fato, que deles depende o futuro de nossa cidade. Devemos, portanto, preocupar-nos pela formação das futuras gerações, por sua capacidade de orientar-se na vida e de discernir o bem do mal, por sua saúde não só física, mas também moral.
Pois bem, educar nunca foi fácil, e hoje parece ser cada vez mais difícil. Este fato é bem conhecido pelos pais de família, professores, sacerdotes e todos os que têm responsabilidades educativas diretas. Fala-se, por este motivo, de uma grande “emergência educativa”, confirmada pelos fracassos que encontram com muita freqüência nossos esforços por formar pessoas sólidas, capazes de colaborar com os outros e de dar um sentido à própria vida. Então se coloca a culpa espontaneamente nas novas gerações, como se as crianças que hoje nascem fossem diferentes das que nasciam no passado. Fala-se também de uma “fratura entre as gerações”, que certamente existe e tem seu peso, mas é mais o efeito e não a causa da falta de transmissão de certezas e de valores.
Portanto, temos de colocar a culpa nos adultos de hoje, que já não são capazes de educar? Certamente, é forte a tentação de renunciar, tanto entre os pais como entre os professores, e em geral entre os educadores, e inclusive se dá o risco de não compreender nem sequer qual é seu papel ou inclusive a missão que lhes foi confiada. Na verdade, não estão em jogo somente as responsabilidades pessoais dos adultos e dos jovens, que certamente existem e não devem esconder-se, mas também um ambiente difundido, uma mentalidade e uma forma de cultura que levam a duvidar do valor da pessoa humana, do próprio significado da verdade e do bem, em última instância, da bondade da vida. Torna-se difícil, então, transmitir de uma geração a outra algo válido e certo, regras de comportamento, objetivos confiáveis sobre os quais se pode construir a própria vida.
Queridos irmãos e irmãs de Roma: frente a esta situação, quero dizer-vos algo muito simples: Não tenhais medo! Todas estas dificuldades, de fato, não são insuperáveis. São mais, por assim dizer, o outro lado da moeda desse dom grave e precioso que é nossa liberdade, com a responsabilidade que justamente implica. Ao contrário do que acontece no campo tecnológico ou econômico, onde os processos de hoje podem somar-se aos do passado, no âmbito da formação e do crescimento moral das pessoas não se dá uma possibilidade semelhante de acumulo, pois a liberdade do homem sempre é nova e, portanto, cada pessoa e cada geração têm de tomar nova e pessoalmente suas decisões. Inclusive os maiores valores do passado não podem ser simplesmente herdados, têm de ser assumidos e renovados através de uma opção pessoal, que com freqüência custa.
Agora, quando se abalam os fundamentos e faltam certezas essenciais, a necessidade desses valores é sentida de maneira urgente: concretamente, aumenta hoje a exigência de uma educação que seja realmente tal. Ela é pedida pelos pais, preocupados e com freqüência angustiados pelo futuro de seus filhos; é pedida por tantos professores, que vivem a triste experiência da degradação de suas escolas; é pedida pela sociedade em seu conjunto, que vê como se põem em dúvida as próprias bases da convivência; é pedida em sua intimidade pelos próprios jovens, que não querem ficar abandonados ante os desafios da vida. Quem crê em Jesus Cristo tem também um ulterior e mais intenso motivo para não ter medo: sabe que Deus não nos abandona, que seu amor nos alcança onde estamos e como estamos, com nossas misérias e fraquezas, para oferecer-nos uma nova possibilidade de bem.
Queridos irmãos e irmãs: para tornar minhas reflexões mais concretas, pode ser útil encontrar alguns requisitos comuns para uma autêntica educação. Antes de mais nada, é necessária essa proximidade e essa confiança que nascem do amor: penso nessa primeira e fundamental experiência do amor que as crianças fazem, ou que ao menos deveriam fazer, com seus pais. Mas todo autêntico educador sabe que para educar é preciso dar algo de si mesmo e que só assim pode ajudar seus alunos a superar os egoísmos para poder, por sua vez, ser capazes do autêntico amor.
Em uma criança pequena já se dá também um grande desejo de saber e compreender, que se manifesta em suas contínuas perguntas e petições de explicações. Pois bem, seria uma educação sumamente pobre a que se limitasse a dar noções e informações, deixando de lado a grande pergunta sobre a verdade, sobretudo sobre essa verdade que pode ser a guia da vida.
O sofrimento da verdade também faz parte de nossa vida. Por este motivo, ao tentar proteger os jovens de toda dificuldade e experiência de dor, corremos o risco de criar, apesar de nossas boas intenções, pessoas frágeis e pouco generosas: a capacidade de amar corresponde, de fato, à capacidade de sofrer, e de sofrer juntos.
Deste modo, queridos amigos de Roma, chegamos ao ponto que talvez seja o mais delicado na obra educativa: encontrar o equilíbrio adequado entre liberdade e disciplina. Sem regras de comportamento e de vida, aplicadas dia após dia em pequenas coisas, não se forma o caráter e não se prepara para enfrentar as provas que não faltarão no futuro. A relação educativa é, antes de mais nada, o encontro entre duas liberdades, e a educação conseguida é uma formação para o uso correto da liberdade. Na medida em que a criança vai crescendo, ela se converte em um adolescente e depois em um jovem; temos de aceitar, portanto, o risco da liberdade, permanecendo sempre atentos para ajudar os jovens a corrigir idéias ou decisões equivocadas. O que nunca podemos fazer é apoiá-los nos erros, fingir que não os vemos ou, pior ainda, compartilhá-los, como se fossem as novas fronteiras do progresso humano.
A educação não pode prescindir do prestígio que torna confiável o exercício da autoridade. Esta é fruto de experiência e competência, mas se conquista, sobretudo, com a coerência da própria vida e com o envolvimento pessoal, expressão do amor autêntico. O educador é, portanto, uma testemunha da verdade e do bem: certamente ele também é frágil, e pode ter falhas, mas procurará estar sempre novamente em sintonia com sua missão.
Queridos fiéis de Roma, destas simples considerações, se vê como na educação é decisivo o senso de responsabilidade: responsabilidade do educador, certamente, mas também, na medida em que vai crescendo com a idade, responsabilidade do filho, do aluno, do jovem que entra no mercado de trabalho. É responsável quem sabe dar respostas a si mesmo e aos outros. Quem crê busca, também e antes de tudo, responder a Deus, que o amou primeiro.
A responsabilidade é, em primeiro lugar, pessoal; mas também há uma responsabilidade que compartilhamos juntos, como cidadãos de uma mesma cidade e de uma mesma nação, como membros da família humana e, se somos crentes, como filhos de um único Deus e membros da Igreja. De fato, as idéias, os estilos de vida, as leis, as orientações globais da sociedade em que vivemos, e a imagem que oferece de si mesma através dos meios de comunicação, exercem uma grande influência na formação das novas gerações, para o bem e com freqüência também para o mal. Pois bem, a sociedade não é algo abstrato; no final, somos nós mesmos, todos juntos, com as orientações, as regras e os representantes que escolhemos, ainda que os papéis e a responsabilidade de cada um sejam diferentes. É necessária, portanto, a contribuição de cada um de nós, de cada pessoa, família ou grupo social, para que a sociedade, começando por nossa cidade de Roma, se converta em um ambiente mais favorável à educação.
Por último quero propor-vos um pensamento que desenvolvi na recente carta encíclica “Spe salvi” sobre a esperança cristã: só uma esperança fiável pode ser alma da educação, como de toda a vida. Hoje, nossa esperança é afetada por muitas partes e também nós corremos esse risco, como os antigos pagãos, homens “sem esperança e sem Deus neste mundo” – como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso (Efésios 2, 12). Daqui nasce precisamente a dificuldade talvez ainda mais profunda de realizar uma autêntica obra educativa: na raiz da crise da educação se encontra, de fato, uma crise de confiança na vida.
Portanto, não posso terminar esta carta sem um caloroso convite a pôr nossa esperança em Deus. Só Ele é a esperança que resiste a todas as decepções, somente seu amor não pode ser destruído pela morte; só a justiça e a misericórdia podem curar as injustiças e recompensar os sofrimentos padecidos. A esperança que se dirige a Deus não é nunca esperança só para mim; é sempre, ao mesmo tempo, esperança para os outros: não nos abandona, mas nos torna solidários no bem, estimula-nos a educar-nos reciprocamente na verdade e no amor.
Saúdo-vos com afeto e vos garanto uma lembrança especial na oração, enquanto envio a todos a minha bênção.
Vaticano, 21 de janeiro de 2008
BENEDICTUS PP. XVI

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Santo do Dia: São Francisco de Sales

24 de Janeiro
São Francisco de Sales - bispo e doutor da Igreja
"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi" Jo 15,16a
A festa do Santo de hoje é-nos muito querida. Trata-se de São Francisco de Sales. Esse santo oferece-nos a mais perfeita lição do quanto se pode conseguir pela bondade e pela doçura. Foi Bispo de Genebra, na Suíça, tendo vivido entre 1567 e 1622. Viu-se logo cercado pelos calvinistas que, naquele tempo, eram tomados por uma grande aversão contra tudo o que fosse católico. Ao invés de brigar e de se entregar à oposição, S. Francisco de Sales preferiu seguir o caminho de um humanismo suave. Fez valer esta máxima: "Mais moscas se caçam com um pingo de mel do que com um barril de vinagre".
Mas não é só isso que nos ensina o santo que lembramos nesta data. Ele passou a vida escrevendo. E hoje, é patrono dos jornalistas. Seus dois livros - "Tratado do Amor de Deus" e "Introdução à Vida Devota" lêem-se em nossos dias com a mesma facilidade e interesse como no tempo em que foram escritos. Fundou a Ordem da Visitação e foi capaz de interpretar o que Deus deseja e o que está no íntimo de cada coração humano.
Ao lembrarmos a figura dos santos de hoje sentimo-nos convidados a integrar o mundo de Deus e o mundo dos homens num único grande amor: Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Evangelho de 24 de janeiro e Reflexão

Evangelho segundo S. Marcos 3,7-12.

Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão vinda da Galileia. E da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele fazia. E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser molestado pela multidão, pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para lhe tocarem. Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: "Tu és o Filho de Deus!" Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.

Comentário ao Evangelho do dia feito por João Cassiano (c. 360-435), fundador de convento em Marselha Conferência 13.

“Da Galileia, da Judeia, da Idumeia, de Tiro e de Sídon..., vinde a mim, todos "Deus não criou o homem para ele se perder, mas para viver eternamente; e este desígnio permanece imutável. […] Ele “deseja que todos os homens se salvem e conheçam a verdade” (1Tim 2, 4). É vontade do vosso Pai que está nos céus, diz Jesus, “que não se perca um só destes pequeninos” (Mt 18, 14). E também está escrito: “Deus não quer que pereça uma só alma” (2 Sam 4, 14); Ele difere a execução dos Seus decretos, a fim de que aquele que foi rejeitado não se perca para sempre. Deus é verdadeiro e não mente, quando garante por meio de juramento: “Por Minha vida […], não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua conversão, de maneira que ele tenha a vida” (Ez 33, 11).
Poderá alguém então pensar, sem incorrer em enorme sacrilégio, que Ele não quer a salvação de todos em geral, mas apenas de alguns? Quem se perde perde-se contra a vontade de Deus, que clama sem cessar: “Convertei-vos! Afastai-vos desse mau caminho que seguis; por que persistis em querer morrer, casa de Israel?” (Ez 33, 11). E de novo insiste: “Por que persiste este povo de Jerusalém na sua obstinada rebeldia?” (Jer 8, 5) “O seu semblante é mais duro do que pedra; recusam-se a converter-se” (Jer 5, 3). A graça de Cristo está, pois, sempre à nossa disposição. Visto que quer que todos os homens se salvem, Ele chama-os a todos, sem excepção: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei” (Mt 11, 28).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Curso: Fé e Política do CNLB

Curso de Fé e Política que será realizado pelas Faculdades Integradas Claretianas:
Assessoria: Humberto Dantas
às quintas-feiras, das 19:30 às 21:50h.
Início em 21 de fevereiro

Informações e Matrículas: Fone 3823-59-69 c/ Nelson ou
secretaria@claretiano-sp.com.br /
www.claretiano-sp.com.br

Rua Martim Francisco, 636 - Higienópolis 01226-000 – São Paulo – SP
Próximo ao Metrô Santa Cecília
Silvestre dos Santos Lima
Comissão de Comunicação do CNLB
Coordenação: Caci Amaral / Pedro Aguerre

Nomeado Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de São Paulo



Papa nomeia bispo auxiliar para São Paulo

quarta: 23 de janeiro de 2008
Acolhendo a solicitação de dom Odilo Pedro Scherer de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar, o papa Bento XVI nomeou hoje, 23 de janeiro, bispo titular de Segia e auxiliar de São Paulo (SP) o padre Tarcísio Scaramussa, SDB, atualmente assistente geral da Congregação em Roma, Itália.
Padre Tarcísio é natural de Prosperidade, município de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Nasceu em 19 de setembro de 1950. Estudou Filosofia e Pedagogia na Faculdade Dom Bosco, em São João Del Rei (MG) e Teologia, no Instituto Central de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte (MG). Possui especialização em orientação educacional pela Universidade Católica de Minas Gerais.
Exerceu as seguintes atividades eclesiais:

formador no pós-noviciado, em São João Del Rei;

diretor da comunidade religiosa, no Instituto Salesiano Anchieta, em Jaciguá (ES);

pároco da Paróquia Cristo Luz dos Povos, em Belo Horizonte, e da paróquia São João Batista, em Jaciguá (ES);

coordenador da Equipe de Coordenação das Comunidades Eclesiais de Base, da diocese de Cachoeiro de Itapemirim;

conselheiro inspetorial; diretor do Instituto Regional de Pastoral Catequética, do Regional Leste II da CNBB;

coordenador da equipe nacional de Pastoral Juvenil; vice-provincial da Inspetoria São João Bosco e coordenador do Desenvolvimento Educativo-Pastoral Salesiano, em Belo Horizonte; provincial; presidente da Conferência das Inspetorias Salesianas do Brasil; membro da diretoria da CRB do Regional Leste II e do Conselho Superior da União Brasiliense de Educação e Cultura – Mantenedora da Universidade Católica de Brasília;

conselheiro geral para a Comunicação Social – Congregação dos Salesianos de Dom Bosco, em Roma.
Padre Tarcísio é autor de dois livros: O Sistema Preventivo de Dom Bosco: um estilo de educação e O Sistema.


Para ler o trabalho Pedagogia do Amor, elaborado pelo novo bispo, acesse:


ou para ler trechos da obra:



Os diáconos permanentes da Arquidiocese se colocam em oração para que o neo bispo auxiliar seja fraternalmente acolhido por todo o Clero e pelo povo de Deus em São Paulo.

Divorciados: a Igreja não vos esqueceu!

MILÃO, terça-feira, 22 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).

Não poder comungar não significa ficar excluído da Igreja, explica o arcebispo de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi.
Ele o esclarece na carta pastoral "O Senhor está perto de quem tem o coração ferido", dirigida a pessoas que se divorciaram e que vivem uma nova união.
"A impossibilidade de aproximar-se da comunhão eucarística para os casados que vivem estavelmente uma segunda união, não implica um juízo sobre a relação que une os divorciados que voltaram a se casar".
"O fato de que com freqüência estas relações sejam vividas com senso de responsabilidade e com amor no casal e para com os filhos é uma realidade que a Igreja e seus pastores levam em consideração", reconhece.
"É um erro considerar que a norma que regulamenta o acesso à comunhão eucarística signifique que os cônjuges divorciados que voltam a se casar estejam excluídos de uma vida de fé e de caridade, vividas dentro da comunhão eclesial."
Certamente, "a vida cristã tem seu cume na plena participação da Eucaristia, mas não se reduz só a seu cume".
Por este motivo, o purpurado italiano pede aos divorciados que voltam a se casar que "participem com fé da missa", ainda que não possam comungar, pois "a riqueza da vida da comunidade eclesial continua à disposição de quem não pode aproximar-se da santa comunhão".
E assegura que a Igreja espera destas pessoas "uma presença ativa e uma disponibilidade para servir quem tem necessidade de sua ajuda", começando pela tarefa educativa que como pais têm de desempenhar com as famílias de origem.
O cardeal afirma que escreve a carta para "estabelecer um diálogo, para tentar escutar algo de vossa vida cotidiana, para deixar-me interpelar por algumas de vossas perguntas".
"A Igreja não vos esqueceu e não vos rejeita nem vos considera indignos. Para a Igreja e para mim, como bispo, sois irmãos e irmãs amados".
Quando se rompe um matrimônio, segundo o cardeal, não sofrem só os interessados, mas a Igreja também sofre: "Por que o Senhor permite que se rompa o vínculo que constitui o grande sinal de seu amor total, fiel e inquebrantável?".
"Quando se rompe este laço, a Igreja, em certo sentido, se empobrece, fica privada de um sinal luminoso que devia ser motivo de alegria e consolo", conclui.

Acredito que estas informações do Cardeal Tettamanzi, ajudarão em nossas reflexões com casais em segunda união estável. É preciso acolher e conscientizar a todos, sem discriminação.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

CF 2008: Arquidiocese de Brasília




BRASÍLIA, segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Um dia inteiro de formação sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2008 para movimentos, pastorais, serviços e todos que se dedicam à defesa da vida na capital do Brasil.
Cerca de 250 pessoas foram à Universidade Católica de Brasília no último sábado (dia 19) para conhecer mais sobre a campanha que tem como tema "Fraternidade e Defesa da Vida" e lema "Escolhe, pois, a Vida!".
O presidente da Comissão Justiça e Paz arquidiocesana, Hélio da Silva, abriu o encontro lembrando que a campanha acontece nas paróquias, mas deve ser irradiada para toda sociedade. "É compromisso nosso a defesa da vida desde a concepção até a morte natural", salientou Hélio da Silva.
Foi apresentado um vídeo com a mensagem do arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, saudando aos presentes e abençoando o encontro. Ele não pôde participar por causa de uma viagem. "Queremos que o encontro e as formações ajudem a arquidiocese a fazer bem feita a campanha", afirmou Dom João Braz.
A explicação do texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano foi dada pelo presidente da Comissão Arquidiocesana de Defesa da Vida, padre Jairo Grajalles. "A sociedade nos propõe amar as coisas e utilizar as pessoas. Nem tudo que é possível, é ético e moral", ressaltou. Segundo o padre, a posição da Igreja em defesa da integralidade da vida humana é coerente, fundamentada, razoável e iluminada pelo Espírito Santo.
Encíclicas como a Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, e Evangelium Vitae, de João Paulo II, foram citadas em diferentes palestras do encontro.
O casal coordenador da Equipe de Métodos Naturais de Brasília, Marco e Susy de Araújo, explicou de maneira bem-humorada a eficácia dos métodos naturais para maternidade e paternidade responsáveis. "O método é do casal, ajuda no relacionamento e no diálogo", explicou Susy de Araújo.
As pastorais da saúde e da criança deram seu testemunho de defesa da vida. Além delas, o grupo Santos Inocentes, de Samambaia, periferia de Brasília, explicou seu trabalho de defesa da vida do nascituro. Há sete anos eles trabalham com a conscientização de mães que desejam abortar.
Segundo o presidente da Comissão Arquidiocesana de Leigos, o advogado Francisco Victor Bouissou, o Brasil está enfrentando três grandes riscos contra a vida. Ele citou uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal que libera o aborto de bebês anencéfalos; o projeto de lei que legaliza o aborto que está para ser votado na Câmara dos Deputados; e a pesquisa com células-tronco embrionárias, já legalizada no país, mas com possibilidades de ser julgada inconstitucional.
"Estamos chamados a defender as crianças com anencefalia, a vida na sua integralidade", afirmou Francisco Bouissou.
A presidente da Federação dos Movimentos em Defesa da Vida do Estado de São Paulo, Dra. Maria das Dores Guimarães, falou sobre medidas estratégicas para impedir a legalização do aborto. Ela apresentou como a chamada "cultura da morte" de legalização do aborto e da eutanásia atua por todo mundo. "É uma luta de Davi contra Golias", disse, em referência à dificuldade de financiamento das entidades em defesa da vida em relação a seus opositores.
Segundo ela, é necessária uma maior mobilização da comunidade católica de Brasília para pressionar parlamentares a votarem a favor da vida, bem como a criação de Comissões Diocesanas e Paroquiais de Defesa da Vida.

Por todo o país, a Igreja tem apresentado e preparado o Clero e os Leigos, para que a CF 2008 leve ao povo brasileiro, o verdadeiro sentido da Defesa da Vida em toda a sua plenitude. Como Diáconos, servidores do Cristo, participemos ativamente com nosso testemunho de vida.

Escola Católica não pode perder sua Identidade

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Em meio à atual "crise educativa", a escola católica não pode perder sua identidade: sua perspectiva humana e cristã, afirma o Papa.
Bento XVI deixou esta mensagem aos participantes da assembléia plenária da Congregação para a Educação Católica, reunidos hoje no Vaticano.
"A escola católica, que tem como missão primária formar o aluno segundo uma visão antropológica integral, apesar de estar aberta a todos e respeitando a identidade de cada um, não pode deixar de apresentar sua perspectiva educativa, humana e cristã", afirmou o Papa.
O bispo de Roma apresentou "o novo desafio que torna ainda mais aguda a globalização e o crescente pluralismo, ou seja, o encontro das religiões e das culturas na busca comum da verdade".
"A acolhida da pluralidade cultural dos alunos e dos pais tem de enfrentar necessariamente duas exigências: por um lado, não pode excluir alguém em nome de sua pertença cultural ou religiosa; por outro, uma vez reconhecida e acolhida esta diversidade cultural e religiosa, não deve ficar em mera constatação", afirmou.
Segundo o Papa, "isso implicaria negar que as culturas se respeitem verdadeiramente quando se encontram, pois todas as culturas autênticas estão orientadas para a verdade do homem e para seu bem".
Bento XVI assegurou que "os homens, procedentes de culturas diferentes, podem falar-se, compreender-se muito além das distâncias de espaço e de tempo, pois no coração de cada pessoa se encontram as mesmas grandes aspirações ao bem, à justiça, à verdade, à vida e ao amor".

Será que em nosso país, conseguiremos implementar essa Identidade? O Brasil encontra-se em uma das maiores crises educacionais de sua história, porém, nossos governantes não tem o menor interesse em solucionar essa questão. Quanto menos cultura e conhecimento, mais facilmente se engana e se domina um povo. Precisamos conscientizar nossos educadores para que ampliem essa mensagem do Sumo Pontífice e, na medida do possível, colocar em prática essas propostas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Como ler a Bíblia!

Este artigo foi elaborado pelo Sr. Olavo de Carvalho
Publicado no Jornal do Brasil de 17 de janeiro de 2007



Quando você lê um romance ou peça de teatro, não tem como julgar a verossimilhança das situações e dos caracteres se antes não deixar que a trama o impressione e seja revivida interiormente como um sonho. Ficção é isso: um sonho acordado dirigido. Como os personagens não existem fisicamente (mesmo que porventura tenham existido historicamente no passado), você só pode encontrá-los na sua própria alma, como símbolos de possibilidades humanas que estão em você como estão em todo mundo, mas que eles encarnam de maneira mais límpida e exemplar, separada das contingências que podem tornar obscura a experiência de todos os dias. A leitura de ficção é um exercício de autoconhecimento antes de poder ser análise literária, atividade escolar ou mesmo diversão: não é divertido acompanhar uma história opaca, cujos lances não evocam as emoções correspondentes.

A mesma exigência vigora para os livros de História, com o atenuante de que em geral o historiador já processou intelectualmente os dados e nos fornece um princípio de compreensão em vez da trama bruta dos acontecimentos. Se você não apreende os atos dos personagens históricos como símbolos investidos de verossimilhança psicológica, não tem a menor condição de avaliar em seguida se são historicamente verdadeiros ou não. Um livro de História tem de ser lido primeiro como ficção, só depois como realidade.

O problema é que nem sempre as possibilidades que dormem no fundo da nossa alma nos são conhecidas -- e então não podemos reconhecê-las quando aparecem na ficção ou na História. O resultado é que a narrativa se torna opaca. Pior ainda, você pode se deixar enganar por falsas semelhanças, reduzindo os símbolos da narrativa a sinais convencionais das possibilidades já conhecidas, senão a estereótipos banais da atualidade. O reconhecimento interior não é só um exercício de memória, mas um esforço sério para ampliar a imaginação de modo que ela possa abarcar mesmo as possibilidades mais extremas e inusitadas. Você não pode fazer isso se não se dispõe a descobrir na sua alma monstros, heróis e santos que jamais suspeitaria encontrar lá.

Compreensivelmente, os monstros são mais fáceis de descobrir do que os heróis e santos. O medo, o nojo, a raiva e o desprezo são emoções corriqueiras, e eles bastam para tornar verossímil o que quer que nos pareça ser pior do que nós mesmos. Já aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama, e esse amor traz imediatamente consigo um sentimento de dever, de obrigação, como no célebre soneto de Rilke em que a perfeição de uma estátua de Apolo transcende a mera contemplação estética e convoca o observador a mudar de vida, a tornar-se melhor. A impressão humilhante de não estar à altura desse apelo produz quase automaticamente uma reação negativa -- o despeito. Negando a existência do melhor, reduzindo-o ao banal ou fazendo dele uma camuflagem enganosa do feio e do desprezível, a alma encontra um alívio momentâneo para o seu orgulho ferido, restaurando uma auto-imagem tranqüilizante à custa de encurtar miseravelmente a medida máxima das possibilidades humanas.

Se esse problema existe em qualquer livro de ficção ou de História, imaginem na Bíblia, onde o personagem central é o próprio Deus. Abrir-se ao chamado da perfeição divina é trabalho para uma vida inteira e mais uns dias, e vem entremeado de inumeráveis derrotas e humilhações -- mas sem isso você não compreenderá uma só palavra da Bíblia. Cem por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Palavra e Serviço na Igreja

Comentário ao Evangelho do dia feito por João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005
Marcos 1,40-45 :
Um leproso aproximou-se de Jesus e suplicou-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me". Jesus estendeu a mão, tocou-o e lhe disse:"Eu quero, sê curado". E, imediatemente, desapareceu dele a lepra e foi purificado. Jesus o despediu, dizendo-lhe:"Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testeminho". Esse homem, porém, divulgou o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade.

Homilia aos jovens

“Jesus estendeu a mão e tocou-lhe”
O gesto afetuoso de Jesus, que Se aproxima dos leprosos, reconfortando-os e curando-os, tem a sua expressão mais plena e misteriosa na Paixão. Supliciado e desfigurado pelo suor de sangue, pela flagelação, pela coroação de espinhos, pela crucifixão, abandonado pela população, que esquecera os benefícios Dele recebidos, na Sua Paixão Jesus identifica-Se com os leprosos, tornando-Se imagem e símbolo deles, como havia intuído o profeta Isaías, ao contemplar o mistério do Servo do Senhor: “Vimo-lo sem aspecto atraente, desprezado e evitado pelos homens, como homem […] diante do qual se tapa o rosto. […] Nós o repudiávamos como um leproso, ferido por Deus e humilhado” (Is 53, 2-4).
Mas é precisamente das chagas do corpo supliciado de Deus e do poder da Sua ressurreição que brotam a vida e a esperança para todos os homens atingidos pelo mal e pela enfermidade.
A Igreja sempre foi fiel à missão de anunciar a palavra de Cristo, unida ao gesto concreto de misericórdia solidária pelos mais humildes, pelos últimos. No decurso dos séculos, houve um crescendo de dedicação, comovente e extraordinária, por quantos eram atingidos pelas doenças humanamente mais repugnantes. A história põe claramente em evidência que os cristãos foram os primeiros a preocupar-se com o problema dos leprosos. O exemplo de Cristo tinha feito escola, e foi fecundo em gestos de solidariedade, de dedicação, de generosidade e de caridade desinteressada.

Na caminhada como consagrados ao serviço de Cristo-Servidor, os diáconos realizam esta passagem da Escritura, pois na atual sociedade existe grande número de pessoas necessitadas. Como aqueles leprosos, muitos são desprezados e esquecidos pelo atual sistema, onde a mídia controlada por uma pequena parcela dominante, divulga apenas o que interessa ao sistema. Cabe a nós, discípulos e missionários, atender a estas pessoas carentes, conforme diz João Paulo II.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Dom Edmilson, novo Bispo de Barretos


Papa nomeia novo bispo de Barretos (Brasil)

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

CIDADE DO VATICANO, 9 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé informou esta quarta-feira que Bento XVI aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Barretos (Brasil), apresentada por Dom Antônio Gaspar, por razões de idade.
Para substituí-lo, o Papa nomeou bispo de Barretos Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist., até o momento abade do Mosteiro «Nossa Senhora de São Bernardo», em São José do Rio Pardo (São Paulo).
Dom Edmilson Amador Caetano nasceu em São Paulo, a 20 de abril de 1960. Estudou Filosofia no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, e Teologia no Instituto Teológico “Pio XI”, também em São Paulo, e no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Estudou ainda Liturgia no Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma.
Ordenado sacerdote no dia 25 de março de 1982, atuou como vigário-paroquial, pároco, capelão, mestre de noviços. Foi ainda diretor da Faculdade de Filosofia e Teologia “Coração de Maria”, pior e abade do Mosteiro «Nossa Senhora de São Bernardo».
Dom Edmilson Caetano irá assumir uma diocese, Barretos, que tem superfície de 8.767 km2, população de 322.052 habitantes, sendo os católicos 254.969, os sacerdotes 37, e os religiosos 99.

Veja abaixo o currículo do bispo eleito:

Sacramentos da Iniciação Cristã
Batismo: 29.06.1960: Paróquia Imaculada Conceição (Bela Vista, São Paulo-SP)
Confirmação: junho de 1961 (Hospital Matarazzo – Bela Vista, São Paulo-SP)
1ª. Eucaristia: 10 de dezembro de 1967: Paróquia Imac. Conceição (Bela Vista , São Paulo-SP)

Vida religiosa
Ingresso ao noviciado: 02.02.1978 (Mosteiro S. Bernardo – São José do Rio Pardo-SP)
Profissão temporária: 15.02.1979 (Mosteiro S. Bernardo – São José do Rio Pardo-SP)
Profissão solene: 25.03.1982 (Mosteiro S. Bernardo – são José do Rio Pardo-SP)
Ministérios de Leitor e Acólito: 15.08.1983 (idem)
Ordenação diaconal: 12.12.1984 (Paróquia N.Sra. das Graças, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo-SP, bispo ordenante: D. Joel Ivo Catapan SVD, bispo auxiliar)
Ordenação presbiteral: 07.12.1985 (Mosteiro São Bernardo – São José do Rio Pardo-SP, bispo ordenante: D. Tomás Vaquero-bispo diocesano de S.João da Boa Vista)
Eleição abacial: 19.03.1997
Bênção abacial: 04.05.1997

Estudos:
1967: 1ª. Série: Grupo Escolar Rodrigues Alves (Av. Paulista, São Paulo-SP)
1968-1970: 2ª-4ª séries: Grupo Escolar Tito Prates da Fonseca (Vila Nova Cachoeirinha
São Paulo-SP)
1971-1977: 5ª;-8ª.séries, 1º.-3º Colegial: Colégio Estadual Augusto Meirelles Reis Filho
(Imirim – São Paulo-SP)
1979-1981: Curso de Filosofia: Instituto Superior de Filosofia do Mosteiro de São Bento (São Paulo-SP)
1982: 1º. Ano de Teologia – Instituto Teológico Pio XI (São Paulo-SP)
1983-1985: 2º-4º. Anos de Teologia: Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil – Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
1987-1989: Biênio de Especialização em Teologia Monástica, no Pontifício Ateneu Santo Anselmo – Roma – Itália

Cargos no mosteiro/ Congregação/ e vida monástica:
1989-1993: Mestre dos professos temporários
1990-1993; 1995-1996; 2001- : Mestre de noviços
1990-1993; dez/1996-março/1997: Prior do Mosteiro
1995-1996: diretor dos oblatos seculares
1997: Abade do mosteiro
1999-2006: Presidente da CIMBRA (Conferência de Intercâmbio Monástico do Brasil)
2005: Membro do Conselho do Abade Presidente da Congregação de São Bernardo da Itália, Ordem Cisterciense

Cargos nas Paróquias e Diocese de São João da Boa Vista
1985-1987; 1989-1990; 1992-1997: Vigário Paroquial da Paróquia São Roque – São José do Rio Pardo-SP
1990-1992: Pároco da Paróquia Cristo Redentor: São José do Rio Pardo-SP
1997-2001: Pároco da Paróquia São Roque – São José do Rio Pardo-SP
1991- : Presbítero de equipes de Catequistas do Caminho Neocatecumenal na diocese de São João da Boa Vista
1986-1987; 1989-1993: Capelão do Hospital S. Vicente – S. J. Rio Pardo-SP
1995-2001; 2004-2007: Membro do Conselho de Presbíteros da diocese de S.J.Boa Vista
1999- Acompanhamento espiritual aos grupos de reflexão sobre a Economia de Comunhão e Movimento Político pela Unidade, do Movimento dos Focolares, em são José do Rio Pardo
2001 - Acompanhamento espiritual das Comunidades da Pastoral Familiar da Paróquia Nossa Senhor das Graças – Vila Nova Cachoeirnha – São Paulo –SP (residência dependente do Mosteiro São Bernardo)
1998-2007: Membro do Colégio de Consultores da Diocese de São João da Boa Vista
1989- : Professor de História da Filosofia Antiga e Medieval no Instituto de Filosofia “Imaculado Coração de Maria”, em São João da Boa Vista
1992-1998: Professor de Espiritualidade no Curso Propedêutico da diocese de São João da Boa Vista, em Caconde-SP
1992-2001: Professor de Patrologia no Instituto de Teologia “Imaculado Coração de Maria” em São João da Boa Vista
1995-1997: Diretor de Estudos filosóficos e teológicos do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria, São João da Boa Vista
2004-: Professor de Patrologia no Instituto Teológico Santa Clara de Assis, da comunidade Missionária Providência Santíssima, diocese de São João da Boa Vista, Mococa-SP

Dom Edmilson é abade do Mosteiro N. Sra. de São Bernardo em São José do Rio Pardo-SP. Ele foi o sucessor de D. Orani João Tempesta, que deixou a abadia do mosteiro para ser o bispo de São José do Rio Preto.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Epifania!

Cantiga dos Pastores
Adélia Prado

À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!

Muitas vezes as grandes verdades são escritas com palavras simples.
Que neste ano de 2008, nossas atividades pastorais sejam direcionadas de maneira simples e que realmente mude a vida das pessoas mais necessitadas.
Feliz ano de 2008!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Igreja e os Leigos em 2008

O que a Igreja espera dos leigos para 2008

Homens e mulheres sejam mais ousados no anúncio do Evangelho.

A Igreja sempre contou com a participação dos leigos (as) em sua caminhada pastoral. Sem dúvida, esta presença faz história. O espírito laical se mostrou mais ativo e reconhecido no meio eclesial, pós-Vaticano II. Esta conquista pode ser observada desde as pequenas comunidades, onde hoje, leigos (as) estão cada vez mais engajados, demonstrando um verdadeiro gosto pelas coisas de Deus e buscando, inclusive, formação e aperfeiçoamento nos estudos bíblicos e teológicos.
Esta conquista, que aos poucos vai se solidificando, é bastante favorável para os nossos dias. Mais do que parecer uma afronta ou competição com o próprio clero, como alguns ainda podem pensar a unidade entre clero e leigos no serviço pastoral, como nos orienta a Lumem Gentium, proporciona benefícios para toda a Igreja. Principalmente agora, inspirados pelo documento de Aparecida (V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, em maio último) em que somos chamados a ser missionários e missionárias de Jesus.
Olhando a realidade com os olhos de Deus Pai, impulsionada pela oferta redentora de Cristo Salvador e aberta à ação do Espírito Santo, a Igreja de Cristo retomou as páginas da história que ela escreve neste continente. Páginas escritas com grande sabedoria e santidade, experimentando luzes e sombras, sofrendo tempos difíceis, com torturas e perseguições, também com as debilidades e compromissos mundanos e incoerências dos seus filhos e filhas. Claro é o reconhecimento de que a maior riqueza é a fé dos seus povos no Deus amor e a tradição católica na vida e na cultura.
Aparecida, então, é sempre mais uma convocação: “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com o Jesus Cristo, que desperte discípulos missionários. Isto não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos” (DA 11).
Nós, Igreja da América Latina somos convidados a vivenciar em gestos e palavras, testemunhando como autênticos missionários, o sentido primeiro da nossa própria fé. É neste momento que o papel dos leigos (as) torna-se especial para o rosto da Igreja. É preciso que os fiéis leigos, homens e mulheres, sejam mais ousados e criativos em sua ação de anunciar o Evangelho e viver o sublime Amor de Deus em seu cotidiano.
O protagonismo dos leigos (as) deve ser assumido com entusiasmo e garra, pois não resta dúvida que será preciso “arregaçar as mangas” e encarar, com fé e coragem, os desafios que a modernidade nos apresenta. Porém, o devido apoio em suas iniciativas será um importante instrumento para a ação evangelizadora em nosso continente. É isso que esperamos para nossa eclesiologia: uma Igreja com rosto missionário, que aponte para homens e mulheres cada vez mais conscientes de seu papel; criativos e entusiasmados em sua vida como cristãos (as).
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belo Horizonte

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Forum das Pastorais Sociais e Organismos 1


Caros Irmãos em Cristo-Servidor, que a Paz esteja com vocês!

Fórum das Pastorais Sociais e Organismos

A Comissão Regional de Diáconos Sul 1, tem participado do Fórum das Pastorais Sociais e Organismos. Trata-se de um espaço de reflexão, debate e planejamento, mútuo conhecimento, entrosamento e articulação das coordenações das Pastorais Sociais, organismos, movimentos e entidades do Regional Sul 1 da CNBB.

Este Fórum conta com a presença de um bispo indicado pela presidência do Conselho Episcopal e do secretário-executivo do Regional, o que garante a comunhão e a integração com as diretrizes pastorais do Regional Sul 1.

Quem participa do Fórum?

Além do bispo indicado para o Fórum, que atualmente é Dom Jacyr Francisco Braido (bispo de Santos), o Fórum conta com a participação dos representantes das Pastorais Sociais (Operária, Carcerária, Saúde, Povo de Rua, Fé e Política, Migrantes, Afro, Criança, Menor, Sobriedade, dentre outras...), organismos, entidades e movimentos. As reuniões realizadas nos Fóruns são abertas às coordenações interessadas.

O que o Fórum proporciona aos seus participantes?

Ele não é um organismo nem tem função deliberativa. Proporciona aos seus participantes a oportunidade de planejar as ações propostas pela CNBB Nacional e Regional, promovendo a integração, visando eficácia, coerência e entrosamento nas ações conjuntas.

Visa ainda, ser espaço de estímulo e apoio às ações próprias a cada Pastoral, que poderão repercutir, rapidamente, junto a outras Pastorais, movimentos, entidades e organismos.
Ações comuns ao Regional, como as Semanas Sociais, a Campanha da Fraternidade e a Campanha da Evangelização, mostram a importância de um Fórum de integração das ações para que se obtenham melhores resultados na pastoral.
O apelo de todo o Episcopado por um Brasil que queremos exige que esforços isolados sejam integrados em ações que revelem, claramente, o testemunho e o serviço do regional.

O Diaconato e o Fórum

A atual diretoria da CRD Sul 1, por intermédio do presidente Diácono Pascoal, foi convidada a integrar o Fórum das Pastorais Sociais e Organismos. A vida de serviço do Diácono o insere no contexto do Fórum.
No Documento de Aparecida (DA) item 207, observamos sobre os diáconos: “Sua formação os habilitará a exercer seu ministério com fruto nos campos da evangelização, da vida das comunidades, da liturgia e da ação social, especialmente com os mais necessitados, dando assim testemunho de Cristo servidor ao lado dos enfermos, dos que sofrem, dos migrantes e refugiados, dos excluídos e das vítimas da violência e encarcerados.”
Esta destaque dado pelo DA ao Diácono, evidencia a importância de nossa participação ativa no Fórum, pois ordenados fomos para o Serviço da Palavra e da Caridade.

Como participar?

O Diácono é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos. Com os leigos, que santificam o mundo por suas vidas, os Diáconos, pela presença sacramental e testemunho, ajudam a construir um mundo mais de acordo com o Projeto de Deus (Síntese das Diretrizes para o DP, item 3.4.).
Em sua comunidade paroquial ou diocese, existem pastorais e movimentos que desenvolvem ações sociais. Se possível, converse com seu pároco ou o seu bispo, solicitando sua participação ativa nesses trabalhos.
O Fórum das Pastorais tem se reunido na cidade de São Paulo e no próximo dia 20 de fevereiro de 2008, teremos a primeira reunião do ano, onde serão propostas e debatidas atividades para os eventos sociais do ano. Em breve, comunicaremos aos colegas a Pauta para a próxima reunião, pois estamos participando da Comissão que coordenará os trabalhos do Fórum em 2008.

O site do Regional Sul 1 da CNBB mantém informações que e notícias relativos aos trabalhos desenvolvidos pelo Fórum: http://www.cnbbsul1.org.br/index.php

Brevemente transmitiremos mais detalhes destas atividades.

Que o Cristo-Servidor esteja sempre presente em seu coração,
Fraternalmente
Diácono Franco Abelardo

Padre Julio recebe prêmio! Nossas orações continuam!


O padre Júlio Lancelotti recebeu nesta terça-feira (11), em Brasília, o Prêmio dos Direitos Humanos 2007 oferecido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Ele foi contemplado com o prêmio na categoria “Enfrentamento à Pobreza”.

Segundo a secretaria, o prêmio foi um reconhecimento ao trabalho que o padre realiza com moradores de rua e com crianças e adolescentes pobres que têm o vírus da aids.

O prêmio foi entregue cerca de dois meses após Lancelotti denunciar a extorsão de dinheiro que ele sofreu por uma quadrilha. Entre os inquéritos em andamento após as denúncias, um investiga extorsão e enriquecimento ilícito contra o ex-interno da Febem Anderson Batista e o outro investiga corrupção de menor supostamente cometida pelo padre.

O presidente da comissão municipal de direitos humanos de São Paulo, José Gregori, que também foi premiado, fez uma defesa do padre durante a premiação, afirmando que ele tem sido vítima de incompreensões e injúrias.
Padre Júlio foi uma das dez pessoas físicas eleitas pela secretaria para receber o prêmio que foi entregue no Palácio do Planalto. Participaram da cerimônia o ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos, o vice-presidente José Alencar e outros ministros. Além do padre, entre os premiados pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos estão o ex-secretário Nacional dos Direitos Humanos e ex-ministro da Justiça, José Gregori, e Fábio Konder Comparato, doutor honoris causa da Universidade de Coimbra, doutor em direito pela Universidade de Paris, professor titular aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Lancelotti é Teólogo, pedagogo, doutor honoris causa pela PUC/SP e pároco da Igreja de São Miguel Arcanjo. Há anos o religioso desenvolve trabalho em defesa dos direitos dos moradores de rua e da população carcerária de São Paulo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Presente na Festa da Imaculada Conceição

Vaticano, na Festa da Imaculada Conceição

Caros Sacerdotes, Diáconos e Catequistas,

A Congregação para o Clero, sempre atenta às necessidades atuais dos Sacerdotes, Diáconos e Catequistas no campo da formação, vem apresentar seus novos recursos de informática, como uma ajuda suplementar ao desempenho de suas tarefas ministeriais e catequéticas.

Além dos temas que, desde a Solenidade de Nossa Mãe Imaculada de 1997, habitualmente estão presentes na rede, no site “clerus.org” (www.clerus.org), resolvemos enriquecer essa biblioteca eletrônica, oferecendo-lhes assim um precioso instrumento para o estudo e a pregação. Será possível também, por e-mail, inscrever-se na base de dados da Congregação, para receber diretamente os documentos produzidos pela Santa Sé em geral e, mais especificamente, os produzidos por nossa Congregação. (http://www.clerus.org/email/email_por.html)

Mas a novidade que tenho o prazer de lhes comunicar é a abertura de um novo site na Internet: “bibliaclerus” (www.bibliaclerus.org), que traz, em formato web, um serviço disponível já há dois anos em CD-Rom, contendo o texto da Bíblia em formato multilíngüe, em hebraico, grego, latim, italiano, espanhol, inglês, francês, alemão e português, enriquecido pela interpretação – versículo a versículo – da Tradição e do Magistério, com antologias teológicas, de espiritualidade e litúrgicas. Nessa Bíblia, encontram-se também as leituras da liturgia diária, com o comentário dos Pontífices.

Os dois sites, www.clerus.org e www.bibliaclerus.org, administrados por nossa Congregação, foram gravados em CDs, já enviados a mais de 140 mil sacerdotes e diáconos dos cinco continentes, na expectativa de que um número ainda maior de pessoas possa tirar proveito do sistema de informática desta Congregação.

Ofereço-lhes de todo o coração este humilde serviço. Com o pedido à Virgem Imaculada de frutos abundantes em seu serviço ministerial e catequético, recebam também o afeto daquele que sempre os lembra e os abençoa no Senhor.

Cláudio Card. Hummes
Prefeito

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Lei 9840 - Voto não tem preço, tem conseqüências!

Recebemos uma carta-convite para participarmos na organização das atividades do Comitê 9840 em São Paulo. Como diáconos que procuram servir à sociedade no que ela necessita, acredito que poderemos desenvolver um trabalho justo no "bom combate" à realidade que é a Corrupção Eleitoral, que ainda perdura em nosso País.

Retransmito a íntegra da Carta:

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou recentemente, a partir de Brasília, para todos os Estados Brasileiros, a campanha Eleições Municipais 2008.

Aqui no Estado de São Paulo, um grupo de entidades e cidadãos reuniu-se na OAB/SP, para acompanhar este lançamento e iniciar o processo de organização do Comitê 9840 – São Paulo com o principal objetivo de garantir a aplicação da Lei 9840, no combate à corrupção eleitoral.

De forma a expandir a rede de Comitês 9840, para que possamos efetivamente exercer a necessária fiscalização do processo eleitoral e difundir o lema conscientizador “Voto não tem preço, tem conseqüências”, estamos convidando entidades e pessoas interessadas para a reunião de organização do Comitê 9840 no Estado de São Paulo.

CONVITE

MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL
COMITE 9840 – SÃO PAULO


Reunião para organização de atividades do Comitê 9840 em São Paulo
Dia 11/12 das 18h00 às 20h00

Local: Sede das Comissões da OAB/SP
Rua Anchieta, 35 – Centro – 9º andar
São Paulo - SP

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sagração ou Ordenação?

SAGRAÇÃO OU ORDENAÇÃO?
Frei Alberto Beckhäuser, OFM

Esta nota vem a propósito da eleição de confrades para o Episcopado e conseqüente celebração do sacramento da Ordem, a Ordenação. Ordenação é a celebração da Igreja que introduz alguém no Grupo (Ordo) daqueles que são revestidos do Espírito Santo para o serviço messiânico de Cristo à humanidade.

Nesta questão a Sagrada Liturgia reformada pelo Vaticano II, exige uma atualização de linguagem.

Em relação às Ordenações:
O novo Ritual das Ordenações, que pertence ao Pontifical, não usa mais o termo “sagração” episcopal ou “consagração” episcopal. Tanto para o episcopado, como para o presbiterado e o diaconado é usado o termo “ordenação”, ligado ao sacramento da Ordem. O Bispo é Ordenante e não Sagrante, Ordenante principal.

Isso tem sua razão de ser. Até o Vaticano II, que se distinguiu como o Concílio do Episcopado ensinando claramente a sacramentalidade do Bispo, a sacramentalidade específica do Bispo ainda era questão discutida em Teologia. Além disso, o uso do termo sagração ou consagração para o Bispo tem a ver com a coroação e “consagração” dos reis e imperadores. Ao serem coroados, eles eram ungidos. Assim também o Bispo era eleito e ungido príncipe da Igreja. O rito da unção na ordenação do Bispo é de origem tardia.

Ao Bispo é conferido o Espírito principal (o Espírito Soberano) que lhe confere a plenitude do sacerdócio. Ficando bem definido o caráter sacramental do Bispo, o novo Ritual de Ordenação, mudou a terminologia, sendo a mesma para os três graus do Sacramento da Ordem. Por isso também o novo Ritual de Ordenações apresenta primeiro a Ordenação de um Bispo. Em seguida, do Presbítero e, por fim, a de Diácono. Esta terminologia reflete-se também na oração de ação de graças, que se segue à imposição das mãos, que não mais se chama “Oração consecratória”, mas Prece de Ordenação.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Está na Hora de Parar de "Enfeitar" a Missa

APARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).
Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».
«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.
Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.
Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.
«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»
Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».
«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.
Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».
Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».
«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.
«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.
Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.
«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»
«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»
Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.
«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».
«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.
«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»
Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».
«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»
«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.
Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».
Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».
Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.
«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»
«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.
E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:
Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.


Muitas vezes em nossas comunidades celebra-se de tudo, menos o verdadeiro sentido sacrificial da Santa Missa. Acordemos!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Salvos na Esperança - 2ª Encíclica de Bento XVI


Já está disponível no site do Vaticano a nova Encíclica do Papa Bento XVI, Spe Salvi (Salvos na esperança). O lançamento foi feito na manhã desta sexta-feira, 30, em Roma.
A Presidência da CNBB publicou uma carta na qual apresenta novo documento do Sumo Pontifica sublinhando sua importância para a Igreja e para toda a sociedade. “Temos certeza de que estes ensinamentos do Santo Padre, que acolhemos com alegria, se constituirão em novo alento para nosso povo, para nossas comunidades e para toda a humanidade tão necessitada da “grande esperança” que dá sentido à vida e força para vencer as dificuldades do dia a dia”.
Leia, abaixo, a carta da Presidência da CNBB sobre a nova encíclica do Papa.
A esperança cristã segundo o Papa Bento XVI
“É na esperança que fomos salvos”. Com estas palavras, tiradas da carta de São Paulo aos Romanos (Rm 8,24), o Santo Padre Bento XVI inicia sua nova encíclica intitulada Spe Salvi (Salvos na esperança), publicada nesta sexta-feira, 30 de novembro, festa do apóstolo Santo André.
Destinada a toda a Igreja, a nova carta do Santo Padre vem chamar nossa atenção para a esperança cristã, razão que não falha, posto que baseada na Palavra do Deus fiel que nos redime. “A redenção nos é oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo presente”, escreve o papa.
Spe Salvi responde, basicamente, a duas perguntas: em que consiste esta esperança que é redenção e o que podemos esperar? Nesse sentido, o Santo Padre lembra, em primeiro lugar, que a fé, adquirida no Batismo, é o fundamento da esperança. Ela “confere uma nova base, um novo fundamento, sobre o qual o homem pode se apoiar e, conseqüentemente, o fundamento habitual, ou seja, a riqueza material, relativiza-se”.
Em segundo lugar, a encíclica recorda-nos que o objeto principal de nossa esperança é a vida eterna, um desejo que nasce da fé. Diante das muitas esperanças sobre as quais construímos nossa vida, é preciso perceber que só Deus é a “grande esperança” e que “o homem tem necessidade de Deus; do contrário, fica privado de esperança”.
O Sumo Pontífice, de maneira clara e objetiva, alude à crise de esperança pela qual o mundo passa, relacionando-a à crise de fé. Mais uma vez, ele esclarece que quando se exclui Deus, a vida se esvazia de sentido e a esperança se torna “perversa”. Tende-se, então, a buscar a redenção na ciência, no progresso, na economia, na política. Tudo isso, porém, diz Bento XVI, deixa um vazio incapaz de dar sentido e satisfazer a esperança humana que só é plenamente satisfeita por um Amor Absoluto.
Em Spe Salvi, o Papa insiste que a esperança cristã não está situada num além imaginário, mas já se faz presente em nós quando o amor de Deus nos alcança e nos torna capazes de amar, abrindo-nos ao outro. “Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor”, mas “um amor incondicionado”. E é exatamente isso que nos faz ter esperança frente a um mundo tão marcado pelo egoísmo, pelas injustiças e por toda sorte de sofrimento.
Salutar, também, é a palavra do Santo Padre ao apontar a oração, o agir, o sofrimento e o juízo como lugares de aprendizagem e de exercício da esperança, dando nova dimensão a essas realidades tão presentes em nossa vida.
Ao concluir sua encíclica, Bento XVI o faz com uma prece a Maria, apontada como estrela da esperança que nos faz chegar a Jesus Cristo, “sol erguido sobre todas as trevas da história”. Ela permanece no meio dos discípulos “como a sua Mãe, como Mãe da esperança”.
Temos certeza de que estes ensinamentos do Santo Padre, que acolhemos com alegria, se constituirão em novo alento para nosso povo, para nossas comunidades e para a toda a humanidade tão necessitada da “grande esperança” que dá sentido à vida e força para vencer as dificuldades do dia a dia. Queremos ser, cada vez mais, pessoas de esperança!
Brasília, 30 de novembro de 2007
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Igreja incentiva acolhida aos deficientes

Brasil: Arquidiocese cria paróquia para atender pessoas com deficiênciaParóquia Pessoal Nossa Senhora da Ternura, em Curitiba
29 de novembro de 2007 (ZENIT.org).
A arquidiocese de Curitiba (Paraná, sul do Brasil) junto da vizinha diocese de São José dos Pinhais promovem a criação e instalação, neste domingo, da Paróquia Pessoal Nossa Senhora da Ternura, que irá atender pessoas com deficiência.
Segundo informa a assessoria de imprensa da arquidiocese, o projeto visa a enfrentar o desafio da inclusão das pessoas com deficiência nas 163 paróquias que somam as duas dioceses. O evento também marca a passagem do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e será celebrado com a missa de criação e posse do novo pároco.
Padre Wilson Czaia é surdo profundo e foi ordenado sacerdote há um ano, sendo o primeiro padre surdo do Paraná e o segundo do Brasil. A paróquia Nossa Senhora da Ternura será instalada junto da paróquia São Francisco de Paula, no centro de Curitiba. No local já se desenvolve uma experiência de inclusão, mas o espaço será adaptado nos próximos anos com rampas e banheiros, fazendo com que a paróquia seja totalmente acessível. O pe. Ricardo Hoepers, pároco da paróquia São Francisco de Paula e assessor da Pastoral dos Surdos, acredita que, com esta experiência, a paróquia pessoal das pessoas com deficiência será um referencial.«E poderá prestar serviço de assessoria a todas as demais, colaborando para que tenham acessibilidade comunicacional com a inclusão de Libras e Braille e acessibilidade pastoral, abrindo as portas para que pessoas com deficiência possam participar efetivamente em suas comunidades, sem preconceito», disse.
Segundo o sacerdote, o projeto deve motivar outras iniciativas e «cada paróquia que conseguir vencer essas barreiras receberá um Selo de Acessibilidade, provando que a inclusão é possível, a começar pelas nossas Igrejas».
A criação de uma paróquia pessoal está prevista no Código de Direito Canônico e ela não tem um território delimitado como as demais, mas deve atender as necessidades de seus fiéis específicos, como neste caso, das pessoas com deficiência.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dez Mandamentos Contra o Câncer



29/11/2007 Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP
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A amamentação pode ser uma poderosa arma na prevenção de alguns tipos de câncer. Por outro lado, o sal em excesso ou as bebidas açucaradas, como os refrigerantes, podem aumentar as chances de desenvolver tumores no estômago.
Esses são alguns dos alertas do relatório Alimentos, Nutrição, Atividade Física e Prevenção do Câncer: uma perspectiva global, lançado há duas semanas pelo Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer e apresentado no 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer, que terminou nesta quarta-feira (28/11), no Rio de Janeiro.
O documento reúne dez recomendações e foi resultado de uma pesquisa de cinco anos que agregou estudos de pesquisadores de diversos países. Esse segundo relatório – o primeiro foi lançado em 1997 – inclui um trabalho brasileiro sobre amamentação, da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que serviu como base para a décima recomendação.
“O novo relatório, embora apresente recomendações similares às do texto anterior, mostra evidências mais fortes de que essas recomendações estão corretas. O grande diferencial entre as duas publicações é que a atual indica que a prevenção precisa começar ainda mais cedo do que se defendia em 1997”, disse o pesquisador inglês Geoffrey Cannon, editor-chefe do relatório, à Agência FAPESP.
O relatório demonstra a importante associação entre alimentos, nutrição e atividade física com o risco de câncer. Cannon recomenda que os cuidados com a alimentação e com exercícios físicos devem começar desde cedo. De acordo com o estudo, manter-se magro dentro de limites saudáveis, evitando o consumo excessivo de carne vermelha e bebidas alcoólicas, é uma das melhores maneiras para prevenir a doença.
Segundo Cannon, a ligação entre gordura corporal e câncer é mais direta do que se imaginava. Foram encontradas evidências convincentes da ligação da obesidade com seis tipos de câncer: de esôfago, de pâncreas, do endométrio, de rim, de mama (pós-menopausa) e colo-retal.
Outra evidência encontrada no estudo é a ligação entre carnes vermelhas e processadas com o câncer colo-retal. A indicação é que não seja ingerida mais de 500 gramas de carne vermelha cozida por semana. Cannon também ressaltou a necessidade de cuidados com o consumo excessivo de sal e de açúcar. “Como herança da culinária portuguesa, o Brasil apresenta um consumo de sal que está entre os três mais altos do mundo”, alertou.
O especialista inglês destacou a importância de as orientações brasileiras sobre amamentação terem sido incorporadas ao documento. “A amamentação reduz o risco de obesidade na criança e de câncer de mama na mulher. Essa recomendação reforça ainda a necessidade de se trabalhar a prevenção e o controle do câncer por meio de todo o ciclo de vida. A amamentação exclusiva do bebê até os seis meses ajuda a evitar a obesidade, um dos principais fatores de risco para o câncer”, destacou.
Segundo Cannon, combater a obesidade é um desafio difícil. “Quando uma pessoa se torna obesa, o funcionamento do corpo muda, por isso o foco principal do relatório é sobre a prevenção da obesidade. É essencial o limite de alimentos com alta densidade energética”, disse.
As recomendações do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer para prevenção da doença são:
1. Mantenha-se o mais magro possível, sem ficar abaixo do peso.
2. Mantenha-se fisicamente ativo, por pelo menos 30 minutos todos os dias.
2. Evite bebidas açucaradas e limite o consumo de alimentos de alto valor calórico.
4. Coma mais alimentos de origem vegetal, como hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.
5. Limite o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas.
6. Se for consumir bebidas alcoólicas, limite-as a duas doses ao dia se for homem e a uma dose se for mulher.
7. Limite o consumo de alimentos salgados e de comidas industrializadas com sal.
8. Não use suplementos alimentares para se proteger contra o câncer.
9. Lembre sempre: não fume.
10. Amamente as crianças até os seis meses.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Batismo nas Igrejas Católicas

As Igrejas Católica, Anglicana do Brasil, Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia assinaram no dia 15 de novembro uma declaração de Reconhecimento mútuo da Administração do Sacramento do Batismo.
A cerimônia de assinatura da declaração realizou-se em São Paulo, no Mosteiro de São Bento, no contexto das comemorações dos 25 anos do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). Representando a Igreja Católica, participou Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
No documento, as Igrejas afirmam que aceitam que «o Batismo foi instituído por Jesus Cristo e é fundamentalmente dádiva gratuita de Deus ao batizando, vinculando-o com a morte e a ressurreição de Cristo (Rm 6,3-6), para perdão dos pecados e uma nova vida. Essa dádiva de Deus é recebida em Fé».
Assinalam também: «ensinamos que o Espírito Santo desceu sobre Jesus no seu Batismo, desceu e desce também hoje sobre a Igreja, tornando-a comunidade do Espírito Santo que, em testemunho, serviço e comunhão fraterna proclama o seu Reino».
«Aceitamos o Batismo como vínculo básico da unidade que nos é dada pela fé no mesmo Senhor.»
«Aceitamos o Batismo na dimensão irrepetível da nossa consagração em Cristo para a edificação do seu Corpo, tendo em vista o nosso crescimento à perfeita maturidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4,13).»
O texto conjunto reconhece ainda: «Administramos o Batismo com água e em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, para remissão dos pecados, de acordo com a intenção e a ordem de Cristo (Mt 28, 18-20). Com este mútuo reconhecimento excluímos a possibilidade de re-batismo, em caso de passagem de membros de uma Confissão para outra».
«Damos graças a Deus por este vínculo básico de unidade que nos é dado e pedimos a assistência do Espírito Santo para vencermos as divisões e nos comprometemos a prosseguir na jornada em prol da perfeita unidade cristã», encerra a declaração, difundida pelo Conic.
Além de Dom Geraldo Lyrio, assinaram o documento Dom Maurício de Andrade, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Pr. Dr. Walter Altmann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Pr. Manoel de Souza Miranda, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Mons. Antônio Nakkoud, da Igreja Sirian Ortododoxa de Antioquia.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Descriminalização do aborto é rejeitada!

POR ADRIANA FERNANDES - Agencia Estado

BRASÍLIA - Com uma grande mobilização da Igreja Católica e da Pastoral da Criança, os delegados da 13ª Conferência Nacional de Saúde rejeitaram hoje a proposta de apoio à legalização do aborto no País. A proposta foi a primeira a ser votada no plenário final do encontro, que reuniu 5 mil pessoas em Brasília.
A expectativa do Ministério da Saúde era de que a proposta fosse aprovada, já que sete das dez plenárias preliminares aprovaram o apoio à descriminalização do aborto. "A descriminalização não é uma solução boa para a mulher. O aborto não resolve o problema de saúde no Brasil", disse Clóvis Boufleur, da Pastoral da Criança, e um dos principais articuladores na Conferência para a rejeição da proposta. Segundo ele, a vitória só foi possível depois que a palavra "aborto" foi incluída no texto da proposta a ser votada. Quando a proposta foi discutida nas plenárias, segundo ele, a palavra aborto não constava do texto. "Muitas pessoas não sabiam direito o que estavam votando", disse o representante da Pastoral.
Para Boufleur, a decisão reflete a posição da sociedade e reforça a pressão política no Congresso Nacional contra a aprovação de projetos a favor do aborto. O diretor de Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, Adson França, favorável à proposta rejeitada, criticou a decisão, classificando-a como "hipócrita". Segundo ele, o aborto é um problema de saúde pública, que precisa ser enfrentado pela sociedade. França reclamou do fato de a proposta ter sido a primeira a ser votada, quando o plenário da Conferência Nacional de Saúde ainda não estava cheio e era ocupado, na maioria, por representantes mobilizados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Esta é uma boa notícia a todos que defendem a dignidade da vida humana em todas as fase de sua realização. Esperamos que a Campanha da Fraternidade de 2008, produza também muitas ações em favor da Vida.

O Consistório Cardinalício


O cardeal Eugenio de Araujo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro (Brasil), criado cardeal em 1969, sob o papado de Paulo VI, falou à Agência Zenit sobre o próximo Consistório para a Criação de novos cardeais, a se realizar no próximo domingo, 24 de novembro, no Vaticano.

–Como será o próximo Consistório para a criação de novos cardeais?

Cardeal Eugenio de Araujo Sales: O próximo Consistório Ordinário Público para a criação de 23 novos cardeais inclui a realização de um dia de reflexão e oração na Sala nova do Sínodo dos Bispos. O cardeal Walter Kasper exporá o tema: “Informação, reflexão e avaliação do momento atual do diálogo ecumênico”. A seguir e à tarde, intervenção livre por parte dos cardeais sobre o tema e sobre a vida da Igreja em geral.

–Que significado tem ser cardeal?–

Cardeal Eugenio de Araujo Sales: O Cardeal, antes de ser o representante do pluralismo na Igreja, tem o sagrado dever de servir com todo empenho o Santo Padre contribuindo, assim, para que o “múnus” petrino possa ser mais eficaz. O Colégio Cardinalício, com cada um dos seus membros, deverá favorecer o “múnus” unificador do Papa. A ordem deixada por Cristo é bem clara: sejais um para que mais eficazmente o povo de Deus possa crescer.

O Cardeal, principalmente quando bispo residencial, tem uma grande influência no seu país ou em sua região. Essa riqueza de conhecimento diversificado contribui para o bem da Igreja. Os cardeais são um grupo privilegiado pela importância das funções que muitos deles ocupam ou ocuparam e simplesmente por sua proximidade ao Papa e por seu peculiar serviço na oportunidade de uma eleição.

Não assumir uma total disciplina e amor à unidade é dificultar ao Papa o exercício de seu “munus” petrino; é diminuir o testemunho da Igreja diante do mundo.

Essas reuniões do Colégio Cardinalício muito ajudam a evitar tudo que possa prejudicar a unidade da Igreja e a função do Papa. O Cardeal, com seu juramento de fidelidade, supera as forças centrífugas e tendências ocasionalmente contraditórias e que se tornam espetáculo diante de um mundo sem princípios.
Essas reuniões ajudam a enfrentar os desafios do mundo hodierno, conforme o mandato de Cristo: “Que sejam um para que o mundo creia” (Jo 17, 21).


Fonte: Zenit.org

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cuidado com os ditadores!

A América Latina está sendo invadida por diversos grupos que desejam de forma evidente a volta desses ditadores, que oprimem e devastam o pensamento do ser humano. Essa atitude não é coerente com o que pregamos no pensamento cristão.
É preciso que alguém faça o povo voltar à razão. O evento do "Cala Boca" ocorrido com o rei Juan da Espanha, acordou uma parte do povo globalizado que acredita nesses falastrões de fala grossa e mente fina.
Concordo com esta opinião obtida no site do sr. Olavo de Carvalho, mostrando o lado negativo da mídia e dos meios de comunicação:

Quanto ao sr. Hugo Chávez, fazendo diante da reprimenda aquela expressão inconfundível de perplexidade e medo, mostrou algo que há anos venho dizendo: todos esses líderes revolucionários, a começar por Fidel Castro, pelos chefes das Farc e pela multidão dos nossos terroristas indenizados por seus próprios crimes, são indivíduos fracos, covardes, frouxos, bons para atirar em manifestantes desarmados ou para matar pelas costas adversários desprevenidos, mas incapazes de qualquer ato de genuína coragem, que por definição é sempre um ato solitário. Valentes diante dos holofotes ou fortalecidos pela proteção de uma rede internacional de cúmplices, tão logo se vêem abandonados à própria sorte só o que sabem fazer é implorar como Che Guevara: “Não me matem! Não me matem!” Mostra-me os teus heróis e eu te direi quem és.

Rede internacional de cúmplice: governo brasileiro incluído (observação minha).

Os filhos do divórcio, mais um desafio diaconal!

Da Universidade Católica de Milão na Itália vem a informação:
Esperança para filhos do divórcio: «grupos de palavra»
Consciente do «grande sofrimento» das crianças pela separação de seus pais, a Universidade Católica de Milão instituiu um apoio específico para elas: os «grupos de palavra».«O que será de mim? Poderei ver ainda o papai e a mamãe? Quem me dará de comer? Quem me pegará no colégio?»: são perguntas que, entre outras muitas, se fazem os filhos destas tragédias, aponta o jornal italiano «Avvenire» em seu suplemento de família da sexta-feira passada, difundindo a iniciativa terapêutica.
Há dois anos, os «grupos de palavra» formados pela Universidade Católica de Milão oferecem um espaço de apoio e intercâmbio a crianças de seis a doze anos com pais separados ou divorciados. É parte do Serviço de psicologia clínica para o casal e a família, aberto ao público.
O «grupo de palavra» é dirigido por psicólogos que também atuam como mediadores familiares e que se formaram especificamente para isso.
Do enorme sofrimento dos menores pelas separações de seus pais se tem experiência no lugar, e evidências na Itália e outros países europeus, como França e Bélgica, explica ao jornal Costanza Marzotto, professora da Universidade Católica de Milão.«Nos grupos de palavra observamos que o evento que afeta os adultos com freqüência não é explicado suficientemente às crianças», alerta. Nelas, os efeitos da separação podem se traduzir em confusão, medo, desorientação na organização da própria vida diária, culpabilidade, depressão infantil por um luto (pela perda).
As crianças «ouvem falar de advogados e de tribunais, e não entendem. O objetivo do «grupo de palavra» é o de oferecer uma ocasião para dar nome a estes acontecimentos, adquirir informação, e também explicar que emoções se experimentam, assim como os medos pela separação.«Em muitas famílias se acumulam fortes tensões e as crianças assistem a eventos traumáticos – diz uma psicóloga. O grupo de palavra permite reconstruir e recordar o fato específico que, uma vez nomeado, se decifra e redimensiona.»
Acreditamos que este tipo de inicitiva acollheria muitos jovens de nossas comunidades, integrando-os num ambiente fraterno onde se prega o verdadeiro amor cristão. O divórcio uma "tragédia" diária em nossas famílias gera crianças e jovens carentes de um sentido maior de amor. Se os pais não entendem a importância do convívio fraterno, a Igreja sente-se chamada a preencher esta lacuna na vida de tantas pessoas. E os diáconos, homens casados que vivenciam a família, são capacitados para organizar esse grupos, mobilizando voluntários que ajudem a caminhada desses jovens.
Fonte: Zenit.org

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Campanha da Fraternidade 2008

Anualmente a CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasi - desenvolve um tema para a Campanha da Fraternidade, resultando sempre numa grande oportunidade para conscientizar as pessoas no convívio social. Geralmente, o tema da defesa da vida está presente em todas as campanhas, sob diversos diversos, inclusive várias campanhas utilizam o têrmo "Vida".
Em 2008 o foco vai voltar para duas áreas problemáticas na sociedade atual, que é a situação da vida no início e no seu final. A questão do nascituro e de sua mãe; a questão do início da vida; a questão do aborto; a manipulação de embriões humanos; a bioética e a questão dos idosos e doentes (principalmente em estado terminal).
No mundo da biotecnologia, então temos a problemática da manipulação genética, da clonagem e passamos ainda à questão dos transgênicos, da biodiversidade, da própria ecologia e sobrevivência do planeta.

A mensagem bíblica na questão da vida é bem clara: somos criados à imagem e semlhança de Deus. O ser humano é co-criador de Deus na própria criação e tem uma responsabilidade única entre todos os seres vivos: tornar esse mundo mais humano e de acordo com a vontade do Pai. Daí que, o anúncio de uma antropologia integral, passa a ser fundamental nessa temática da defesa da vida e, inclusive, convivemos com o fenômeno cultural que vai introjetando nas pessoas uma inversão de valores. O que antes era um grave defeito se torna virtude. Exemplo: não matar sempre foi um mandamento respeitado na consciência de todos, mas de repente coitadinho daquele meu avô que está doente, então vamos abreviar o seu sofrimento. Então, matar se torna sinônimo de amor, de caridade. Coitadinha daquela criança que vai nascer numa família pobre, sem educação, então vamos impedir que ela nasça, para que não criemos mais bandidos...!! Então, existe uma inversão de valores que surgiu e está se arraigando.

Que nesta Campanha da Fraternidade de 2008, mais uma vez os diáconos permanentes, homens que convivem na sociedade na família e no mundo do trabalho, seja verdadeiros missionários de Cristo, levando discernimento e consciência a todos

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Missa pelo Celular?!?!

Na Polônia, se pode "assistir" à missa pelo celular

Varsóvia, 10 nov (RV) – Na Polònia, pela módica cifra de pouco mais de 1 euro, é possível "assistir" à santa missa diretamente no celular, graças à iniciativa de uma paróquia da localidade de Lublin, leste do país, que se propôs levar a Palavra de Deus a todos os rincões da Polônia e da Europa.
"Transmitimos todas as eucaristias para celulares, ainda que recordando a importância de se participar da santa missa mediante a própria presença na igreja" recordou Pe. Florian Gruca, pároco da igreja de Lublin, idealizador da iniciativa.Pe. Gruca explicou que a idéia nasceu graças a um dos paroquianos - Andrzej Filipowicz - diretor de uma empresa de tecnologia multimedial, segundo informa, nesta sexta-feira, o diário "Dzennik".
"Colocamos uma câmara e um microfone na paróquia, a fim de que pudéssemos transmitir imagem e som da celebração eucarística, para quem desejasse receber os vídeos em seus celulares" revelou Filipowicz. O serviço, segundo ele, já conta numerosos usuários e não apenas na Polônia."Há pessoas que solicitam o download desses vídeos, de lugares exóticos e distantes, como o Laos e a China, e também da Inglaterra e da Irlanda, onde há uma significativa população de emigrantes poloneses" acrescentou.
Para Pe. Florian Gruca, é necessário que a Igreja se adapte aos novos tempos e faça uso das novas tecnologias, para fazer chegar a Palavra de Deus a todos aqueles que não querem se locomover para ir até a paróquia mais próxima. (AF)
Fonte: Site CNBB Sul 1 - Publicado em 12/11/2007

Tribuna Independente entrevista Dom Odilo


A Rede Vida de Televisão exibe (ao vivo) de São Paulo, no programa "Tribuna Independente", entrevista com o cardeal nomeado dom Odilo Pedro Scherer. O entrevistado falará sobre a posse cardinalícia, o centenário da arquidiocese de São Paulo e o Ano Paulino. O programa será transmitido hoje, dia 12 de novembro às 22h00 - Canal 34 UHF. Dom Odilo foi nomeado cardeal pelo papa Bento XVI no dia 17 de outubro deste ano. A posse cardinalícia será no dia 24 de novembro, em Roma. Na ocasião, os novos cardeais receberão as insígnias cardinalícias, o anel e o barrete. O programa permite que os telespectadores enviem suas perguntas e comentários ao entrevistado, através do telefone ou fax, (0xx17) 3355-8432 ou pelo e-mail tribunasp@redevida.com.br.

Dom Odilo recebe a Comissão de Diáconos de SP



A diretoria eleita da Comissão Arquidiocesana de Diáconos foi recebida na sexta feira dia 9 de novembro, pelo Arcebispo metropolitano, Dom Odilo Pedro Scherer. Esta reunião, assistida pelo presbítero acompanhante Padre Antonio Carlos R. Keller, representou um importante momento para a caminhada diaconal na cidade de São Paulo. Os diáconos apresentaram a Dom Odilo o resumo das atividades e foram estabelecidas algumas metas a serem atingidas nos próximos anos.

Reafirmou-se a importância de cada Diácono desempenhar seu ministério orientado pelas necessidades de sua Paróquia, Região Episcopal ou da própria Arquidiocese. O Bispo de sua região orientará as atividades do Diácono, que na medida do possível e da necessidade, realizará seu serviço na Liturgia, na Palavra e na Caridade. Dom Odilo reconhece a importância da Comissão como promotora da formação e como o fórum para o conhecimento e integração dos Diáconos da Arquidiocese.
O Arcebispo manifestou aos presentes a necessidade da criação do Diretório dos Diáconos Permanentes para a Arquidiocese de São Paulo, baseado nas diretrizes dos documentos que dizem respeito à Formação e Vida dos diáconos editados pela Congregação para Educação Católica e pela Congregação para o Clero.
A CAD foi reconhecida por nosso futuro Cardeal, como o meio para a integração dos diáconos, permitindo a troca de experiências e o desenvolvimento de ações para aprofundar o ministério do Cristo-Servidor na cidade de São Paulo.

Convidado pelos diáconos, Dom Odilo prontificou-se a participar do próximo retiro dos Diáconos da Arquidiocese, presidindo a Santa Missa do domingo 27 de julho e, em abril de 2008, preparar uma manhã de formação aos diáconos.

Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, concedeu entrevista onde destaca ações e perspectivas da Igreja no Brasil.

“Estamos agora preparando as novas diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão aprovadas na próxima Assembléia Geral, em Itaici, e estamos nos esforçando justamente para fazer uma recepção criativa do Documento de Aparecida. Fizemos questão de envolver os regionais o máximo possível nessa preparação para a Assembléia Geral com um questionário que foi encaminhado aos diretores regionais para que procurassem envolver os próprios coordenadores arquidiocesanos de pastorais e bispos.”

Que os Diáconos Permanentes possam contribuir em sua regiões para o enriquecimento desse documento, que terá grande importância em nossa caminhada, principalmente na dimensão da Caridade.

domingo, 11 de novembro de 2007

Comissão Episcopal CNBB Sul 1

Comissão Episcopal Representativa se reúne em SP

No dia 8 último, reuniu-se na sede do Regional Sul 1 (São Paulo) a Comissão Episcopal Representativa Ampliada da CNBB. Participaram da reunião os Bispos presidente das 8 Sub-Regiões Pastorais do Regional, Padres Subsecretários das mesmas Sub-Regiões, Coordenadores de Organismos, Pastorais, movimentos e Associações do Sul 1.

Esta reunião se realiza duas vezes ao ano: uma no primeiro e outra no segundo semestre e tem dois momentos: o primeiro reúne todos os participantes e o segundo reúne só os Bispos.

Após a leitura da ata da reunião anterior, foram feitas algumas considerações sobre a Assembléia das Igrejas, realizada no final de outubro, propostas para 2008 e comunicados sobre as principais atividades realizadas pelas diversas áreas pastorais do Regional.

Foram analisadas as conclusões da Assembléia das Igrejas e foi concluída que o Regional deve adaptar o Projeto de Ação Missionária Permanente (PAMP) incluindo propostas do documento de Aparecida e já tendo em vista as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão elaboradas e aprovadas na próxima Assembléia Geral dos Bispos do Brasil no início de 2008.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB

A Comissão Regional de Diáconos Sul 1 tem participado dessa Comissão Episcopal, visando integrar o Diaconato Permanente nas atividades ligadas ao serviço ao Povo de Deus, principalmente aquele que são marginalizados e excluídos de uma vida digna. O Diacono José Carlos Pascoal – presidente da CRD Sul 1 - e o Diácono Franco Abelardo - Arquidiocese de São Paulo representam os diáconos nessa Comissão.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Diaconia Unversitária - Reunião 14/11

Caros Irmãos, Paz e Bem!
Nestes primeiros momentos da Diaconia Universitária na Arquidiocese de São Paulo, estamos convidando os irmãos que de alguma forma estão envolvidos nas Pastorais Universitárias, visando o bom andamento desta caminhada.
Ficaremos felizes com sua participação no próximo dia 14 de novembro, às 13h30 na Cúria Central, na Avenida Higienópolis, 890.
Nesta reunião contaremos com a presença de Dom José Benedito Simão que, com os diáconos envolvidos, apresentarão os objetivos e perspectivas da Diaconia para o próximo triênio.
Antecipadamente agradecemos seu apoio pastoral para que possamos incentivar os jovens universitários a caminharem como profissionais configurados ao Cristo-Servidor.

Fraternalmente
Diácono Franco Abelardo
11 3851 0464 - 7426 5641

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cônego Padre Antonio Manzatto


25 Anos de Ordenação Sacerdotal

O Cônego Antonio Manzatto completa 25 anos de Ordenação Sacerdotal e no dia 17 de novembro às 19h00, será celebrada Santa Missa na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, presidida por Dom Odilo Pedro Scherer. Estamos todos convidados para esse importante momento desse nosso irmão de caminhada.
Pe. Antônio Manzatto é doutor em Teologia pela Univerdade de Lousanne, na Bélgica. Atualmente, é o diretor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Arquidiocese de São Paulo.

A Comissão Arquidiocesana de Diáconos da Arquidiocese de São Paulo parabeniza o Pe Manzatto por essa data tão importante em sua caminhada ministerial.

Viver numa "Democracia" exige discernimento cristão!

Muitas leis democráticas exigem objeção de consciência, explica Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân.
VERONA, terça-feira, 6 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- «Os casos de aborto e de eutanásia não são os únicos que exigem a objeção de consciência», adverte Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân (www.vanthuanobservatory.org), foco de promoção da doutrina social da Igreja.
O último boletim do Observatório, de sexta-feira passada, converte-se em porta-voz dessa realidade, publicando um comentário com o título «A objeção de consciência é um problema político. Sociedade democrática, relativismo e objeção de consciência». «O relativismo que guia freqüentemente a legislação nos países ocidentais situa o cristão diante de novos problemas de consciência – constata. É o caso de leis que legalizam o aborto ou a eutanásia.»
Recorda que João Paulo II indicou que «leis desse tipo não só não criam nenhuma obrigação de consciência, mas, pelo contrário, estabelecem uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas mediante a objeção de consciência («Evangelium vitae», 73). Mas estes casos «não são já os únicos que exigem a objeção de consciência», aponta Fontana, aludindo ao recente discurso no qual Bento XVI sublinhou «a obrigação da objeção de consciência para os farmacêuticos». «Pensemos em uma enfermeira que trabalha em um hospital no qual se praticam abortos», ou nos «funcionários de um município onde se registram uniões civis de pessoas do mesmo sexo», ou «em um empregado de um laboratório no qual se realizam seleções de embriões humanos», ou os trabalhadores de «editoras ou televisões que produzem material pornográfico», ou «em muitos advogados ou juizes que já se encontram com freqüência diante de situações-limite», exemplifica o diretor do citado Observatório Internacional.
Assim, «a objeção de consciência já é um problema político», considera. Daí que seja necessário, em sua opinião, «empreender uma profunda reflexão sobre a objeção de consciência em política, vista como ‘resistência’, mas também como ‘renovação’, isto é, como um empenho não só negativo, mas também positivo e propositivo». Stefano Fontana denuncia que, ao mesmo ritmo em que se «ampliam os casos nos quais se está chamado à objeção de consciência, assiste-se também a freqüentes negações desse direito». «Ambas coisas se devem ao relativismo, que mostra assim sua íntima contradição», sintetiza.
O relativismo – explica – «propõe uma liberdade de consciência quase total, mas se um funcionário municipal rejeita registrar um casal homossexual, esse mesmo relativismo o impediria»: «denunciaria essa liberdade de consciência como imposição e violência para a liberdade de consciência». Trata-se «de um dos aspectos mais sutis da ‘ditadura do relativismo’», conclui.

Em nosso cotidiano como diáconos casados, enfrentamos muitas vezes situações do tipo acima enunciado. Isto exige muita determinação e cuidado pois, apesar de necessitarmos do trabalho para obter o pão de cada dia, precisamos agir como cristãos frente à visão "democrática" da vida humana. Ao nos deparamos com essas dúvidas, nada melhor que recorrer ao nosso Mestre dos mestres e fazer a pergunta: Como agiria Jesus nesta situação?
Com o conhecimento da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja sempre teremos respostas coerentes aos nossos dilemas. Paz e Bem!